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Vida outdoor, Ornitologia, Literatura Selvagem

A cachoeira das andorinhas inexistentes

De norte a sul do Brasil, das nascentes do rio Ailã em Roraima à barra do Chuí no Rio Grande do Sul; de leste a oeste, da ponta do Seixas na Paraíba às nascentes do rio Moa no Acre, onde quer que exista uma serra com nascentes de águas, lá estará ela, a cachoeira das andorinhas.

Tenho certeza que todos nós, amantes da vida outdoor, além das portas que nos separam do mundo natural, já fomos ou já ouvimos falar de uma cachoeira das andorinhas.

A minha experiência com a primeira cachoeira das andorinhas foi ao mesmo tempo desapontadora e fascinante.

Lá estava eu em mais uma excursão para trabalho de campo na Serra do Cipó, coração de Minas Gerais, uma serra que é a porção sul da grande Cadeia do Espinhaço, que se eleva numa extensa faixa do leste do Brasil até o norte da Bahia.

Foto 3 G Freitas

Em busca da cachoeira das andorinhas (F: G.Freitas)

 

Um dos nossos guias prometera nos levar a uma cachoeira onde moravam muitas andorinhas, e que toda tarde elas proporcionavam um espetáculo ímpar da natureza. Segundo ele, as andorinhas se concentravam num bando de centenas de indivíduos a grande altura sobre a área da cachoeira, e desciam em alta velocidade rumo ao paredão e desapareciam. Como a excursão tinha o objetivo de levantar as espécies de aves da região, fui impulsionado por imensa curiosidade.

Caminhamos por mais de duas horas entre cerrados de todos os tipos ao longo da planície do vale do rio Cipó: campos abertos pelo Homem e tomados pela braquiária, campos com capins naturais abarrotados de bandos de diferentes espécies de papa-capins; campos com as típicas árvores espalhadas do cerrado, baixas, com tronco sinuoso e grossas camadas de cortiça, vez ou outra mostrando um ninho de joão-graveto pendurado sobre um dos galhos; matas de vegetação verde que margeavam os córregos onde ouvíamos as incessantes arirambas e matas de árvores altas, formadas principalmente pela aroeira-preta (Myracrodruon urundeuva). Nestas matas de muita sombra a trilha sonora era interrompida pelo tamborilar do pica-pau-de-banda-branca.

A caminhada valeu por tudo isso e pela imensa piscina de águas cristalinas retidas por enormes lajes de granito escuro sob uma queda d’água num paredão de muitos metros de altura. Obviamente só nos restava nos despir e mergulhar.

Depois do lanche e do descanso ao sol, espraiados pelas lajes, estávamos lá de binóculos em punho e dentro de uma longa espera. O guia nos garantia que as andorinhas chegariam ao final da tarde. Ao som da água caindo sobre a piscina ficamos ali e nos arredores, observando mais uma miríade de aves, plantas e suas interações. O rabo-branco-acanelado era um frequentador assíduo das flores vermelhas de Augusta longifolia, arbusto que cresce ao longo das águas tormentosas cachoeira abaixo.

Após algumas horas nosso guia nos alertou para a chegada das andorinhas, que já estavam sobrevoando a área, mas ainda em altitude muito elevada. Quando olhamos, a surpresa.

Não eram andorinhas, eram andorinhões.

Eles vinham em velocidades estonteantes contra o paredão rochoso da cachoeira, e como fantasmas, penetravam na coluna d’água e desapareciam. Uma visão espetacular de dezenas, talvez centenas de aves arremetendo rasantes horizontais contra o paredão. Em poucos minutos pudemos observar todos eles agarrados ao paredão, protegidos pelo véu de água fria, tranquilos e serenos, como se nada tivesse acontecido.

É um fato comum no Brasil. As pessoas não conhecem os andorinhões e os confundem com andorinhas. Entretanto, andorinhões e andorinhas têm histórias evolutivas completamente distintas e as semelhanças são fruto do que os biólogos chamam de convergência evolutiva. Essa convergência aparece quando os organismos desempenham modos de vida iguais no ecossistema e assim desenvolvem estruturas semelhantes para tal. Andorinhas e andorinhões é um caso clássico. Ambos evoluíram se alimentando de itens do plâncton aéreo, ou seja, aqueles invertebrados que voam ou deixam-se levar pelo vento em grandes alturas, como aranhas, afídeos, cupins e as formigas aladas.

Para capturar esses invertebrados, estas aves desenvolveram um pescoço curto e uma abertura da boca muito grande que deixa a base do bico muito larga. Além disso, para tal empreitada é preciso ser um exímio voador. As penas de voo, aquelas situadas ao longo do braço das aves são divididas em dois grupos: as penas primárias, situadas ao longo das mãos e as secundárias inseridas no braço. Os andorinhões possuem penas primárias, muito longas, enquanto as penas secundárias ocorrem em número reduzido e são muito curtas. Como andorinhões e andorinhas são geralmente observados de muito longe, assemelham-se em demasia.

Andorinhão europeu (Apus apus) and andorinha (Hirundo rustica), illustration

Andorinhões e andorinhas: bicos, pés e asas (Foto: De Agostini Picture Library/De Agostini/Getty Ima ).

Análises morfológicas mais detalhadas mostram que as penas primárias dos andorinhões são longas, estreitas e duras, em número de 9 ou 10. Já as penas secundárias são muito curtas e em número de 8 a 11. A primária mais longa de um andorinhão é três vezes mais comprida que uma secundária. Nas andorinhas, as penas primárias chegam apenas ao dobro de uma secundária.

A estrutura do esqueleto também é muito diferente entre andorinhas e andorinhões. Nos andorinhões o úmero é curto, e os ossos das mãos são muito longos.

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Esqueleto de um andorinhão (Apus apus) mostrando o úmero muito curto e os ossos das mãos muito longos (Foto de Jean-Christophe Theil em https://www.flickr.com/photos/galleriejc/8758257196/ ).

As diferenças também podem ser observadas em outras estruturas. Nas penas da cauda, por exemplo, os andorinhões possuem no máximo dez delas, enquanto as andorinhas possuem doze. Nos andorinhões, essas penas da cauda são muito curtas, enquanto nas andorinhas são mais longas.

Os pés dos andorinhões são muito pequenos e os dedos são incapazes de se firmarem em galhos ou fios, o que é justamente o contrário nas andorinhas, especialistas em pousar em fios. O ‘dedão do pé’ de um andorinhão, chamado hálux, é curto e voltado para frente, o que os biólogos chamam de conformação pamprodáctila do arranjo dos dedos dos pés. Assim, e com o auxílio de unhas duras e curvadas, os andorinhões podem se agarrar a superfícies verticais, como os paredões de cachoeiras, falésias e até mesmo paredes.

Pés de um andorinhào (600

Pés de um andorinhão mostrando os dedos voltados para frente e as unhas fortes e curvadas. (Fonte: http://www.davidnorman.org.uk/MRG/2005%20round-up.htm ).

 

Outras tantas características analisadas mostram que andorinhões formam uma ordem chamada Apodiformes e as andorinhas pertencem a outra ordem chamada Passeriformes. São grupos de parentesco muito distantes.

Andorinhões e afins filo

Relação de parentesco entre algumas linhagens de aves. A árvore foi construída com base em quase 3 mil caracteres morfológicos, e mostra que andorinhões (Apodiformes) estão muito distantes das andorinhas (Passeriformes).

 

A partir dessa observação e constatação, deveríamos declarar que todas as cachoeiras denominadas, por assim dizer, ‘das andorinhas’, neste vasto território brasileiro, passam a se chamar ‘cachoeira dos andorinhões’.

Para saber mais:

Sick, H. Ornitologia Brasileira. 2005. Nova Fronteira, RJ.

125 Comentários

  1. Que beleza de comentário, amigo! Bela narrativa e quanta informação! Te convido a ver a “verdadeira” Cachoeira dos Andorinhões, que denominamos desde que vimos os tais a sobrevoa-la. Abração!
    http://www.panoramio.com/photo/14234931

    • Obrigado Renato, quero conhecer sim a reserva, principalmente depois de uma foto dessas! Gde abraço.

  2. A semelhança morfológica faz com que as pessoas fora do meio acadêmico confundam andorinhões com andorinhas. Mesmo as devidas diferenças, claramente visualizadas pelos ornitólogos, passam desapercebidas pelos mais leigos.
    As adaptações que os andorinhões desenvolveram são fascinantes, para mim é o exemplo mais claro da seleção natural atuando, que seleciona as mutações que geraram adaptações morfológicas, fisiológicas e até comportamentais mais adequadas para que os andorinhões possam ocupar este ambiente.

  3. Muito legal e esclarecedor o texto!

  4. Vinícius, excelente e reveladora observação.

  5. O poder da convergência evolutiva é realmente marcante. Dois animais de origens bem distintas, mas vivendo sob pressões seletivas semelhantes, desenvolvem tanto uma morfologia parecida como hábitos de vida e comportamentos também similares. Mesmo para os biólogos, a primeira vista as andorinhas e andorinhões são bem parecidos, provocando confusão entre os desavisados e alunos iniciantes na ornitologia (como é o meu caso). Um aspecto sem dúvida muito interessante é a forma dos pés dos andorinhões, que permitem-nos fixar firmemente aos paredões rochosos, molhados e escorregadios. Me pergunto o porquê do vôo tão próximo à queda d’água: será que o alimento se concentra ali, ou trata-se de um mecanismo de defesa? Poucos predadores se arriscariam atrás de uma forte cachoeira.
    Igualmente intrigante é a termorregulação para estes animais. Como eles sobrevivem às baixas temperaturas, aliadas ao vento forte e umidade característico das cachoeiras brasileiras, sobretudo durante a noite, quando estão em repouso?

  6. Os resultados da convergência evolutiva são realmente marcantes. Dois animais de origens bem distintas, mas submetidos a pressões seletivas semelhantes, tornam-se tão parecidos à primeira vista a ponto de confundir mesmo os biólogos desavisados ou pouco familiarizados com a ornitologia, como é o meu caso. As condições similares levam aos animais desenvolverem não apenas morfologias próximas, mas também hábitos de vida e comportamento similares. Me chama atenção a forma dos pés dos andorinhões, adaptados para agarrar-se firmemente aos paredões úmidos e escorregadios das cachoeiras.
    Pergunto-me sobre seu vôo tão próximo da queda d’água: será este um mecanismo de captura de alimento ou de defesa? Poucos predadores se arriscariam a aproximar dos fortes turbilhões de água. Também me intriga a questão da termorregulação. Como os andorinhões conseguem sobreviver às baixas temperaturas, aliadas à umidade e vendos fortes durante a noite nas cachoeiras, quando estão em repouso?

    • Augusto, tudo indica que andorinhões (como seus irmãos bieja-flores) também praticam o torpor.

  7. Como existe uma semelhança entre as andorinhões e as andorinhas, já que esses grupos apresentam uma convergencia evolutiva. E sendo esse um fenômeno evolutivo que ocorre quando dois grupos com origem distintas desenvolvem características semelhantes. O leigo acaba confundindo andorinhas com os andorinhões, por não conhecê-los. As andorinhas se assemlham com os andorinhões bem superficialmente para um ornintólogo ou apreciador das aves, em particular pelo pescoço curto e pelo bico de larga base que serve para os dois grupos para captura, em voo de insetos. Mas esses dois grupos distinguem-se principalmente pelos pés, enquanto os andorinhões, que são da família Apodidae ( “apodis”, literalmente sem pés), têm pés muito pequenos. Já nas andorinhas, que são da família Hirundinidae, ocorre o oposto, elas apresentam pés altamente especializados. Se as pessoas comuns conhecessem melhor os andorinhões e se interessassem mais sobre a observação das aves, praticando o “birdwatching”, certamente não iriam confundir tanto esses dois grupos que têm uma origem evolutiva tão distinta.

  8. É interessante observar que apesar da relativa semelhança morfológica entre andorinhas e andorinhões, resultado da evolução convergente de caracteres relacionados a modos de vida semelhantes, ainda é possível notar a presença de adaptações peculiares de cada espécie evidenciando hábitos comportamentais diferenciados como, por exemplo, a capacidade de se agarrar em superfícies verticais, refletida na forma dos pés dos andorinhões.

  9. Essa convergência evolutiva é algo bastante comum, e a maioria das pessoas leigas não a compreendem perfeitamente. Geralmente acham e eu achava também que quando animais possuiam caracteres semelhantes estes deveriam ter um parentesco próximo. Em aves existem diversos outros exemplos disso como entre os airos do hemisférios norte e pinguins do su. Pensando nisso, no texto diz que as andorinhas são especialistas em pousar em fios e que os andorinhões se agarram em superfícies verticais. As andorinhas tem a possibildade de também pousar como os andorinhões, ou isso é uma característica apenas deles?

  10. A biologia é realmente incrível. Esses dois grupos de aves, que filogeneticamente, estão tão distantes, serem confundidos por apresentarem grandes semelhanças. E tudo isso se explica por uma coisa chamada, evolução, ou melhor, convergência evolutiva. O leigo acaba se confundindo, já que não conhece as pequenas diferenças entre andorinhas e andorinhões. A diferença mais marcante entre esses grupos é a morfologia dos pés. Sendo os pés dos andorinhões adaptados para se agarrem em paredões e os pés das andorinhas adaptados para se agarrem a galhos.

  11. Quando comecei a ler lembrei de um programa educativo que passa durante os intervalos comerciais na rede globo no qual fala da cachoeira das “Andorinhas”(http://www.youtube.com/watch?v=OakcOT4VkW8). Acho bem interessante essa confusão e confesso que eu também me confundia até fazer zoo 3, talvez porque aprendi como andorinha e nunca tinha confrontado os grupos para analisar as diferenças e semelhanças e acho que é o que acontece com a maioria das pessoas. O que mais me chama a atenção nessa história toda é a aptidão Darwiniana do grupo, que possui características morfológicas, comportamentais e fisiológicas que os permite viver em baixas temperaturas, possuírem uma habilidade incrível para manobras durante o voo e, não sei se está correto, mas algumas espécies são capazes de voar em ambientes completamente escuros através da ecolocalização. Imagino que o modo de vida dos andorinhões, da rapidez do voo e da localização de seus abrigos, dificultem os estudos com o grupo, de acordo com o professor Luis Fabio Silveira, curador das coleções ornitológicas Museu de Zoologia da USP, os andorinhões estão entre as aves menos conhecidas e as que mais guardam segredos.

  12. Ótimo texto! Bastante esclarecedor!
    Interessante perceber que os pica-paus (Ordem Piciformes) que assim como os andorinhões se empoleiram em superfícies verticais são mais próximos das Andorinhas e não dos Andorinhões. Um belo trabalho da convergência evolutiva. Outro aspecto que sempre me chamou à atenção é o fato dessas aves viverem atrás de cachoeiras, ambientes úmidos e escuros… Quanto à resistência ao frio, já falamos aqui que os andorinhões também praticam o torpor. Mas, e quanto à escuridão? Imaginava que essas aves tinham uma boa visão noturna, mas pesquisando um pouco mais, li que os andorinhões realizam ecolocalização, capacidade rara em aves. É fascinante o universo da ornitologia!

  13. Que ótimo texto Marcos
    Notar as diferenças e semelhanças entre essas duas espécies,através de toda uma análise,que nos mostra um distante padrão evolutivo e ao mesmo tempo observar características tão simétricas , nos deixa claro como a adaptação se dá tão individualmente e ao mesmo tempo tão convergente para essas duas aves.

  14. Os resultados da convergência evolutiva mostram o quanto esse processo é fascinante. Essas semelhanças morfológicas como no caso citado acima entre as andorinhas e andorinhões realmente nos prega peças. Para os leigos torna as coisas mais simples (ou mais confusas), no sentido de que andorinhas e andorinhões se tornam um só, porém mascara a bela diversidade que existe. Por isso, textos como esse que possuem uma linguagem de fácil entendimento são importantes, pois levam a essas pessoas o real conhecimento. É intrigante pensar como animais tão parecidos possuam tantas diferenças e adaptações tão características, como os pés dos andorinhões que permitem a eles se agarrarem aos paredões das cachoeiras, que de fato são mais deles do que das andorinhas!

  15. Professor

    Sua narrativa tem o poder de nos transportar para o ambiente vivenciado e desejar viver o momento. Parabéns! O que me chamou a atenção neste texto e em paralelo com o texto O condor, o urubu e o abutre, foi como a Convergência adaptativa se faz presente em um grande número de seres. E isto não foi diferente quanto as andorinhas e andorinhões que para os leigos e até mesmo os entendidos são a mesma ave.

  16. Boa Noite Professor!

    Eu já ouvi falar de uma cachoeira das andorinhas e não imaginava que não eram realmente andorinhas. Não sabia que as andorinhas e os andorinhões possuem histórias evolutivas tão diferentes e que as semelhanças são devido a convergência evolutiva.

  17. Professor, obrigado por esse texto, eu como bióloga e atual aluna de zoologia, ate momentos antes de ler o texto acreditava fielmente que andorinhas e andorinhões eram um animal só e que variação de nomes era devido a cultura popular, jamais imaginei que eram espécies distintas e mais, que existe um distante padrão evolutivo entre elas. Realmente este fato engana facilmente os leigos, a começar por mim.
    Att.
    Bruna

  18. Boa noite professor.
    Muito interessante o texto, pois não imaginava que o parentesco entre estas duas aves é tão distante e vejo que novamente nossa bela Serra do Cipó foi o local desta incrível observação.

  19. O texto te faz viajar em cenário maravilhoso e ao mesmo tempo te da uma aula clássica de zoologia, morfologia e evolução. A forma como foi abordado o assunto, o texto que se assemelha a uma poesia e nos da prazer e ao mesmo tempo curiosidade em saber mais sobre as duas espécies em questão !
    Espero um dia conhecer a cachoeira das andorinhas a através do conhecimento adquirido no texto, poder observar o espetáculo que os pássaros nos oferecem e poder dizer a quem estiver comigo que essa agora não é mais a cacheira das andorinhas e sim a cachoeira dos andorinhões, tendo conhecimento suficiente para argumentar sobre esse erro comum.

  20. Ótimo texto! É interessante perceber como um local tão próximo como a Serra do Cipó oferece tantas ricas observações. A distância das relações entre andorinhas e andorinhões me surpreendeu.

  21. Muito esclarecedor o texto professor, gostei muito!!
    É interessante perceber que andorinhas e andorinhões sempre demonstraram ser a mesma coisa diante dos olhos de quem mal os conhece bem! Como futura Bióloga fico satisfeita em poder compartilhar com as outras pessoas desse equivoco que cometemos ao dizer sobre as andorinhas.
    A convergência evolutiva mais uma vez demonstrou sua importância e nos como futuros biólogos precisamos estar atentos a isso, afinal, características individuais são marcas da evolução.

  22. Ótimo texto, de fácil compreensão e fascinante.
    Como uma leiga no assunto, até antes da leitura do texto, não sabia da existência dos andorinhões. Porém, achei muito interessante o fato desses desempenharem modos de vidas semelhantes aos das andorinhas, a tal ponto de serem confundidos. Além de aprender um pouco sobre andorinhões, tive a oportunidade de conhecer um exemplo claro e aplicável de convergência evolutiva.

  23. Bom dia professor !

    Achei bastante interessante e esclarecedora a sua narrativa!
    E assim como os colegas que deixaram os seus comentários, eu não conhecia as diferenças morfológicas entre os andorinhões e andorinhas. Analisando a filogenia de ambas as espécies, percebe-se nitidamente o processo de convergência evolutiva citado no texto.
    A exposição destas infamações contribui de forma significativa para a expansão do conhecimento científico e para a desconstrução de noções equivocadas de origem popular.

  24. Texto fantástico que prende o leitor do começo ao fim. Muito interessante as diferenças e semelhanças entre as duas espécies, mas o que mais me chama atenção é duas espécies com grande número de semelhanças pertencerem a ordens tão distintas, isso mostra a importância da profissão biólogo no conhecimento evolutivo.

  25. A Serra do Cipó sempre surpreendendo com a sua beleza e diversidade. O que mais me chama atenção é como a diferença nos pés geram hábitos tão diferentes e também como duas espécies com grande número de semelhanças pertencerem a ordens tão distintas, isso mostra a importância da profissão biólogo no conhecimento evolutivo.

  26. Bom, primeiramente venho elogiar o titulo após ler todo o texto: Cachoeira das Andorinhas inexistentes. É desapontante e ao mesmo tempo surpreendente. O espetáculo das aves na cachoeira que seriam andorinhas na verdade são andorinhões. Mais uma vez o fenômeno da convergência evolutiva sendo tratada no assunto, onde ambas as aves apresentam histórias distintas no que diz a morfologia de cada e a evolução. Portanto, sendo confundidas por causa do modo de vida semelhante no ecossistema.

  27. Olá professor,

    Nossa difícil decidir de qual texto eu gostei mais. É incrível saber como a a Serra do Cipó possui tantas riquezas. É muito engraçado como um lugar tão conhecido e provavelmente estudado por vários pesquisadores, ainda tinha essa informação errônea sobre essas espécies. Mas assumo que eu não sabia a diferença entre as duas. Foi um texto enriquecedor e interessante. Além de muito bem escrito.

  28. Ótima narrativa, professor Marcos. Mesmo a frustração por não conseguir ver as andorinhas que almejava apreciar naquele instante, não apaga as maravilhas que a natureza nos proporciona, como as descritas nesta narrativa.

  29. Olá professor Marcos!
    Nunca tinha ouvido falar da cachoeira das Andorinhas e agora descubro que é a “cachoeira dos andorinhões”. Após ler esse texto me deu uma enorme vontade de ver com meus próprios olhos essas aves voando em torno da cachoeira.
    Achei interessantes as formas de diferenciar as andorinhas e andorinhões. E saber que suas semelhanças se devem ao fato da Convergência evolutiva.

  30. Ótimo texto Marcos. Em um distrito de Guapé (sul de minas) existe uma Cachoeira do Paredão onde se vê durante o dia várias vezes essa cachoeira de andorinhões.
    Lá é também é considerado andorinhas e é fantástico. Uma perfeição da natureza. Muito impressionante como são parecidos, até conhecer melhor.

  31. Victor, andorinhões não pousam no chão. Verifique direito as imagens, mas nunca se sabe, a natureza está aí para ser descoberta. Obrigado.

  32. Olá professor, boa tarde!
    Uma das coisas que mais me chamou a atenção no texto foi a “convergência evolutiva”, capacidade de transformação morfológica entre espécies distintas e que não apresentam parentesco próximo. Ainda mais que isso pode ocorrer por causa que compartilharam o mesmo nicho ecológico. Isso nos permite refletir sobre grandes possível mudanças entres outras espécies, já que o ambiente e as condições ambientais estão cada dia mais seletivo.

  33. Muito interessante o texto e o fato das semelhanças serem fruto da convergência evolutiva. Realmente, olhando de longe são dois animais muito parecidos e que com certeza eu diria que teriam parentesco bem próximo! Achei muito bacana também a forma como os andorinhões se adaptaram a pousar em superfícies verticais como os paredões das cachoeiras e toda a descrição do passeio no começo do texto. Deu até vontade de conhecer mais a Serra do Cipó e suas belezas.

  34. Bom dia, professor.
    O texto me chamou bastante a atenção para a diversidade de animais presentes na serra do cipó, para o encantador modo de vida dos andorinhões e também para a convergência evolutiva entre as andorinhas e andorinhões e suas inúmeras diferenças morfológicas. Esse tipo de informação desperta o interesse para maior conhecimento sobre esses animais. Ótimo texto.

  35. Mais um belo texto professor. No meu entendimento as andorinhas sempre recebiam o mérito pelo espetáculo que nos proporcionam nas cachoeiras. Desconhecia a existência dos andorinhões, e no inicio do texto imaginei que fossem bem próximos das andorinhas filogeneticamente. Interessante o papel da convergência evolutiva. Ótimo texto!

  36. Ótimo texto professor. Eu não sabia da diferença entre andorinhas e andorinhões, até ler o texto. Também não sabia que os andorinhões não pousavam no chão. Essas aves são muito lindas, e deixam a natureza mais perfeita do que já é. A biologia me surpreende cada dia mais, com essas belezas naturais!

  37. Muito interessante! Fiquei pensando se o que vejo na lagoa da Pampulha são na verdade andorinhas ou andorinhões,poderei tentar identificar! este texto me remeteu a algo que li recentemente sobre “sex-biased genes”,a forma como a dispersão gera diferenças significativas na distribuição e na estrutura genética e como isso pode ser diferente dependendo do sexo. Os modelos que encontrei,usavam apenas andorinhas. Andorinhões seguem o mesmo esquema por serem aves migratórias? a classificação Apodiformes e Passeriformes define alguma relação entre preferencias entre a proximidade ao ambiente urbano ou não?

  38. Mais um texto mostrando as diferenças entre duas espécies que se assemelham muito. Assim como no texto dos urubus e abutres, está presente o fenômeno de “convergência evolutiva”, onde ambas espécies compartilham o mesmo nicho e apresentam semelhantes características.
    Muito interessante o comportamento desses andorinhões e a vista dessas cachoeiras deve ser magnífica!

  39. Muito Bacana o texto professor! Eu desconhecia este evento dos andorinhões,e muito menos sabia que existia diferença entre andorinhas e andorinhões. achei facinante como que estas aves conseguem ficar presas a paredões “simplesmente” pela adaptação de seus dedos serem voltados para frente.

    Parabéns pelo texto professor!

  40. Muito bom o texto professor Marcos. Descreve bem a expedição e a diferença entre andorinhas e andorinhões.

  41. Bom dia professor,
    Bastante interessante saber que não são andorinhas e sim andorinhões, vou muito nas cachoeiras da serra do cipó, e sempre reparava nesse tipo de comportamento, mas nunca cheguei a procurar mais sobre o assunto. Deve ser um trabalho difícil de ser feito mas ao mesmo tempo bonito de ser observado!

  42. Excelente narrativa!!!
    Gostaria de salientar a riqueza de detalhes e do fácil entendimento do texto, o que torna a leitura muito mais agradável!!
    Confesso que ate o presente momento os verdadeiros habitantes desses paredões eram de fato, as andorinhas, pensamento este que foi substituído por evidencias bem fundamentadas e que já não faz mais parte do meu ser.Quanta diferença entre andorinhas e andorinhoes!!! Obrigado pelo texto tão esclarecedor….

  43. Olá professor!

    Muitas pessoas devem mesmo confundir andorinhões com andorinhas. E é legal saber que essas aves tem histórias evolutivas diferentes e que as semelhanças são fruto da convergência evolutiva. E se elas apresentam semelhanças por que não haveria também uma cachoeira para andorinhões não é mesmo?! Realmente deve ser muito lindo o espetáculo de centenas de aves penetrando as cascatas das cachoeiras e desaparecendo. Sendo andorinhas ou andorinhões.

  44. Muito interessante quando podemos observar o que estudamos em sala, como a convergência evolutiva, nas espécies vivas e que estão próximas de nós como os andorinhões na Serra do Cipó. Desejo que esse conhecimento seja acessível para toda a população pois essa é uma das importâncias de ser um cientista.

  45. Deve de fato ser tão lindo observar esses pássaros se recolhendo atrás da queda d’água à noitinha. Belo texto! Boa maneira de ensinar e aprender!

  46. Corrigindo: onde lê-se: “…não lembro de ter visto andorinhas nem andorinhões! substitui-se por não lembro de ter visto andorinhões, pois estão são as que possuem dedos com unhas duras e curvadas capazes de ser prenderem aos paredões rochosos das cachoeiras.

  47. Fico me perguntando quantas gerações são necessárias para que a convergência evolutiva em uma determinada espécie possa aparecer? Talvez a minha dúvida não tenha sentido algum devido a um possível equívoco em relação à interpretação deste conceito!. Apesar de ter conhecido várias cachoeiras, não lembro de ter visto andorinhões!.Mas após a leitura do texto pude constatar quando as andorinhas e os andorinhões estão muito próximas do observador, estas diferenças morfológicas não parecem tão sutis, pois o número de penas primárias e secundárias são diferentes e os dedos dos pés também, entretanto quando examinadas de longe, não há como observar estas diferenças. A filogenias das aves parece ser um quebra-cabeça difícil de montar e é interessante perceber como a convergência evolutiva tem um papel importante no nicho ecológico que as aves ocupam em seus habitats.

  48. A semelhança entre o fenótipo dos animais acabou interferindo em nomes de várias cachoeiras. Apesar disso, assistir o comportamento dos andorinhões deve ser muito interessante.

  49. Realmente o nome “cachoeira das andorinhas” é bem falado e aplicado a diversas cachoeiras. Achei o texto muitíssimo válido professor, já que o ouvi nos contar a verdadeira vertente durante a aula e aqui pude compreender a diversidade morfológica entre andorinhas e andorinhões e o porque de serem tão confundidas. Acredito que a cena de se presenciar o habitat desses animais deve ser esplêndido e difícil de ser esquecido.

  50. Texto ótimo Prof. Marcos. Lendo o texto fico a imaginar o quão fascinante é apreciar a bela visão que a natureza nos proporciona. De fato há muita confusão entre estas aves, é bem visto, no texto que são distintas em muitos pontos. Esta convergência evolutiva é vista não somente em alguns grupos de aves, mas em muitos outros vertebrados. Por isso ressalto que é muito importante saber esta diferenças para que não se cometa equívocos. Parabéns.

  51. Mais uma vez a biologia corrigindo o dito popular. Adorei saber as diferenças das andorinhas e andorinhões, na próxima vez que for a uma cachoeira dos andorinhões poderei fazer meu papel de bióloga e explicar aos amigos o nome certo! Espero ter a sorte de ver o mesmo espetáculo que descreveu no texto!

  52. Muito legal o passeio ser feito na sera do cipó que é de facil acesso e muito bonita por sinal e ter feito diversas observações e descobertas por alí. Como comentado em aula as andorinhas são confundidas com andorinhões apesar da evolução ser completamente distinta. Exemplos disso são o tamanho das penas primarias e secundárias, estruturas do esqueleto e pés.
    Através dessas divergências e algumas poucas semelhanças o estudo da árvore filogenética é bem detalhado e complexo. Depois de ler esse texto concordo com o fato de que haja mudança no nome das cachoeiras das andorinhas para cachoeira dos andorinhões.

  53. Cada vez mais percebo que a convergência evolutiva é algo extremamente comum, e isso nos faz acreditar em certas coisas durante toda uma vida para depois descobrirmos que não é nada do que pensávamos. O caso da cachoeira das andorinhas é bem interessante, até porque, mesmo sabendo agora que se trata, na verdade, de andorinhões, não dá para mudar toda uma “crença” popular. O texto ressalta perfeitamente as diferenças existentes entre andorinhas e andorinhões, mas para um observador leigo é quase impossível notar alguma diferença entre essas duas aves.

  54. Esse texto é mais um exemplo de como a convergência evolutiva precisa ser respeitada e minuciosamente observada. Como você havia comentado em sala professor Marcos, equívocos como esse, de muitas vezes confundirmos andorinhões com andorinhas são comuns. E o mais impressionante é que, apesar de o mal entendio já ter sido desfeito, a tradição de chamar essas tais cachoeiras de “cachoeiras das andorinhas” ainda vai perdurar por muito tempo, devido a um aspecto tradicional e regional desses lugares. Porém é muito bom conhecer um pouco sobre os aspectos que diferenciam essas espécies tão aparentadas morfologicamente e tão distintas geneticamente.

  55. Devemos realmente mudar os nomes dessas cachoeiras, apesar das semelhanças entre andorinhas e andorinhões, há diferenças relevantes, como as penas primárias e secundárias das asas, o esqueleto e até mesmo taxonomicamente essas aves são distintas. Então vamos dar o nome das cachoeiras a quem é de direito.

  56. Belo texto professor, muito interessante as diferenças entre as duas espécies citadas e como algumas semelhanças fazem com que estas sejam confundidas nas cachoeiras.

  57. Muita das vezes, por falta de um conhecimento científico, classificamos de maneira errada alguns animais e acabamos passando essas informações adiante. Por isso a importância de conhecer e estudar as características morfológicas e evolutivas dos animais, com isso biólogos e outros profissionais que trabalham na área ambiental, possam incentivar a educação ambiental nas comunidades e regiões localizadas próximas as áreas de preservação, para que informações corretas possam ser passadas para visitantes e outros. Professor o texto é muito legal, através de informações evolutivas e diferenças morfológicas, podemos diferenciar essas duas aves que “aparentemente” são iguais e não são, o que fez o guia turístico pensar que andorinhões fossem andorinhas e o erro do nome da cachoeira.

  58. Andorinhas e Andorinhões são realmente bem diferentes! Só mesmo o fato de serem observados apenas de grandes distâncias e sem um equipamento apropriado, como um binóculo, para explicar a confusão, porque de perto, realmente não dá para confundi-los. A morfologia interna e externa dessas espécies é de fato bem diferente! Mais uma vez a convergência evolutiva pregando peças!

  59. Mais uma vez a convergência evolutiva atuando. Já fui em algumas cachoeiras das andorinhas pelo Brasil, entretanto, não tive o prazer de encontrar andorinhões. Muito legal saber o que os diferencia para evitar futuras identificações errôneas.

  60. Super interessante o texto, que vem novamente me surpreender em alguns aspectos: o primeiro é o fato de andorinhas e andorinhões serem espécies tão parecidas e no entanto não terem parentesco próximo; o segundo e o fato do texto ter me transportando ao locar e me fazer ter a sensação de esta vendo tudo ocorrer no exato momento. Os textos escritos por você tem me dado essa sensação e confesso que são muito boas.

  61. A cachoeira das andorinhas, na verdade é a cachoeira dos andorinhões! Mas uma vez, vemos como a morfologia das aves podem causar confusão. Como podemos perceber nesse texto é que há diferenças morfológicas consideráveis entre esses dois grupos, inclusive a questão da disposições de seus dígitos, que permite aos andorinhões se firmarem nas cachoeiras. Muito interessante o texto professor!

  62. Texto muito esclarecedor! Estamos fazendo muita injustiça com os andorinhões. Deveríamos mudar todos os nomes das “cachoeira das andorinhas” para “cachoeira dos andorinhões”! Também gostei muito da explicação sobre convergência evolutiva, para mim, não tinha ficado tão clara até então. Achei muito interessante a explicação das diferenças entre estas duas aves pelas análises morfológicas que, para um leigo, elas praticamente não existem.

  63. Sua narrativa tem o poder de nos transportar para o ambiente vivenciado e desejar viver o momento. Parabéns! O que me chamou a atenção neste texto e em paralelo com o texto O condor, o urubu e o abutre, foi como a Convergência adaptativa se faz presente em um grande número de seres. E isto não foi diferente quanto as andorinhas e andorinhões que para os leigos e até mesmo os entendidos são a mesma ave.

  64. Este texto me lembrou do senhor falando na aula: ” Essas aves da cachoeira das andorinhas, na realidade, não são andorinhas e sim andorinhões.” O texto deixa claro mostrando as diferenças entre as duas aves e mostra também mais uma vez a atuação da convergência evolutiva! Interessantíssimo!!!

  65. Devido a sua descrição, eu pude imaginar como deve ser magnífica a visão da “cachoeira dos andorinhões”. =)

  66. Confesso que como para o guia isso para mim também é uma surpresa, sempre acreditei que aquelas aves eram andorinhas.

  67. Excelente narrativa, e mais uma vez um belo exemplo de como a presença de alguns caracteres morfológicos iguais podem nos confundir.

  68. Gostei bastante da narrativa, permitiu imaginar e visualizar o cenário. Particularmente não conhecia sobre os andorinhões, ficou bem clara a diferença entre eles e as andorinhas. É interessante como duas espécies podem ser tão semelhantes e ao mesmo tempo tão diferentes, paradoxo explicado pela convergência evolutiva, logo a cachoeira das andorinhas é na verdade a cachoeira dos andorinhões! No de depender de mim os andorinhões nesse caso passarão a levar o devido crédito 🙂

  69. É muito interessante como a cultura popular se mistura com a ciência em certos momentos e em outros elas conflituam tanto!!

  70. Texto muito bom, super esclarecedor! E mais uma exemplo que nos mostra que a convergência evolutiva pode nos levar a fazer confusões, identificações erradas. Parabéns 🙂

  71. Gostei muito do texto, muito esclarecedor. Não conhecia as diferenças morfológicas entre os andorinhões e andorinhas, percebesse ai o processo de convergência evolutiva. O texto contribuiu para a construção do conhecimento correto e desmistificando os conhecimentos do senso comum.

  72. Mais uma prova de como a convergência evolutiva pode nos enganar. Adorei o texto, é de impressionar como aves tão parecidas têm ancestrais distantes. Parabéns pelo texto.

  73. Parabéns pelo texto. Impressionante como as andorinhas e andorinhões possuem muitas características morfológicas distintas mesmo se parecendo tanto. E deve ser muito bonito de se ver esses andorinhões descendo a coluna d’água.

  74. Muito interessante. Mais um caso de convergência evolutiva relacionando duas ordens bem distantes filogeneticementes.

  75. Imagino que seja muito difícil estudar os Andorinhões devido à rapidez do vôo e devido a esse abrigo nas cachoeiras, estou certa?

  76. Ótimo texto professor, eu só sabia das características das asas que diferenciam os dois grupos. Muito interessante!

  77. Primeiramente gostaria de parabeniza-lo pela narrativa, professor! Não somente deste mas também de outros textos que li. É papável ao leitor tudo o que foi vivenciado nas suas aventuras outdoor. Outra coisa que percebi nos seus textos foi o grande número de casos de convergência evolutiva entre as aves. Através da observação dessas convergências evolutivas é possível perceber como que o nicho influencia na morfologia e no comportamento dos animais, como no caso das andorinhas e dos andorinhões e dos urubus e abutres.

  78. Professor, diante de tal descrição da cachoeira das andorinhas, fica impossível não ficar ao menos curiosa para tal espetáculo. Gostaria de parabeniza-lo por tamanha riqueza de detalhes, não só nesse texto, mas em todos os outros que já li em seu blog. Assim, a leitura se torna agradável e convidativa. Assim como no texto “O condor, o urubu e o abutre”, a convergência evolutiva faz com que os leigos de confundam com tamanha semelhança e assim acreditam que essas aves sejam parentes evolutivas, o que não é verdadeiro.
    Achei seu texto de extrema relevância, já que a confusão entre andorinhas e andorinhões é frequente, apesar de que a cena na “cachoeira das andorinhas” seria igualmente paradisíaca tanto com andorinhas quanto com andorinhões.

  79. Mais uma vez vemos a convergência evolutiva confundindo as pessoas sobre a identidade das aves, como o senhor mesmo disse em uma aula, o número dois desenha todas as aves devido a uniformidade do grupo, e análises distantes podem trazer conclusões errôneas as pessoas comuns. Excelente texto, depois dessa descrição, não vejo a hora de contemplar a cachoeira, agora de modo mais correto, dos andorinhões

  80. Talvez a semelhança entre os nomes “Andorinhas” e “Andorinhões” nos induza a imaginar que estes animais pertençam à mesma espécie. Mas ao contrário do que parece, as semelhanças nada mais são do que convergência evolutiva. Vistos de longe são parecidos e fica difícil perceber que as diferenças estão, por exemplo, no tamanho das asas primárias, secundárias e retrizes, assim como na estrutura do esqueleto e no formato dos pés. Adorei!!!

  81. Duas aves tão parecidas e tão diferentes ao mesmo tempo. Mesmo que Passeriformes e Apodiformes sejam distantes filogeneticamente e que as ordens tenham diferenças morfológicas externas, é difícil separar um do outro só olhando de longe, principalmente para quem não tem acesso a esse tipo informação. Mas é bom saber que é possível diferencia-los apenas olhando asas e pés.

  82. Muito bom saber dessas diferenças, que parecem coisas pequenas, mas que na verdade diferenciam dois grupos, duas famílias distantes.
    Eu particularmente não conhecia os andorinhões, mas agora sei quem são e suas diferenças com as andorinhas.

  83. O texto é importante para esclarecer estas diferenças, como as penas primárias mais longas, secundárias curtas e úmero curto nos andorinhões, que são marcantes quando analisamos mais estas aves. Sempre pensei que eram andorinhas, porém são de grupos muito distantes (Apodiformes – andorinhões e Passeriformes – andorinhas) e que se trata novamente se mais um evento de convergência evolutiva.

  84. Muito legal o texto professor! Eu não conhecia este comportamento dos andorinhões. Também não sabia que existia diferença entre andorinhas e andorinhões. Muito legal pensar que essas aves conseguem ficar presas nos paredões!!

  85. Desconhecia a existência dos andorinhões. Criaturas de ordens diferentes sendo chamadas pelo mesmo nome, cada vez que passa vejo que isso acontece mais que imaginava. O próprio fato das aves avistadas na cachoeira terem se agarrado as pedras é uma dica de sua identidade, muito legal.

  86. Texto de muitas informações novas pra mim. Nunca tinha ouvido falar da cachoeira das andorinhas nem sabia da existência dos andorinhões. Agora sei que posso conhecer os dois ao mesmo tempo na cachoeira.

  87. Muito bom o texto Marcos! Eu particularmente não tinha conhecimento sobre as “cahoeiras das andorinhas”, me despertou uma curiosidade em conhecer e claro conhecer de perto essas aves que na verdade são andorinhões. O jeito como salientou as diferenças entre essas duas aves foi de forma clara e muito bem escrito, uma vez que muita gente confunde as duas! Parabéns pelo texto.

  88. Ótima leitura. Já ouvi falar de algumas “cachoeiras das andorinhas” mas não imaginava que na verdade são andorinhões. Depois dessa sensibilidade e riqueza de detalhes na descrição desse fenômeno é impossível não interessar-me em conhecer essa cachoeira. São aves semelhantes, que sofreram convergência evolutiva mas ao mesmo tempo são bem distintas.
    Mais uma vez lhe parabenizo pelo excelente texto.

  89. Muito interessante saber que diversos grupos de aves apresentam convergência evolutiva. Não sabia que andorinhas e andorinhões eram grupos tão distintos. O texto continua seguindo um padrão muito interessante de leitura.

  90. Marcos seu texto e seu blog são Ótimos… este texto me levou a imaginar um fato científico como se fosse uma história de um livro de aventuras, no acaso “Aventuras de uma excursão”… esses textos que o senhor descreve para mim tem um nome “Didáticos” (são extremamente didatátcos), através de uma aventura literária agora sei que a semelhança entre as Andorinhas e os Andrilhões não passam de uma mera Convergência evolutiva.

  91. Belo texto, Marcos! Um dos maiores espetáculos naturais que já vi foi no cume do pico do Inficionado, no Caraça, em novembro. Milhares de andorinhões sobrevoando os afloramentos rochosos. Mas, lá não tem cachoeira, somente fendas muito profundas, úmidas pela condensação nebular.

  92. Muito bacana. Nos faz refletir como um olhar superficial pode nos fazer pensar em algo totalmente diferente daquilo que realmente é. Olhando com afinco, vemos como os grupos são tão diferentes e tão distantes, filogeneticamente falando. Otimo texto!

  93. A convergência evolutiva em aves principalmente pode ser desafiadora para olhos não treinados distinguirem entre as espécies.

    A estrutura padrão das aves especializadas no vôo dificulta em muito esse discernimento.

    Uma análise muito esclarecedora, certamente.

    Parabéns professor!

  94. Muitas vezes na biologia deparamos com animais e plantas conhecidos com nomes populares, que na verdade não são exatamente o que se pensava. Mas o contrário também ocorre com bastante frequência, descobre-se que indivíduos diferentes são na verdade da mesma espécie devido ao conhecimento popular. Penso que o ideal é juntar o conhecimento popular ao científico para se chegar a um consenso “mais correto” sobre os seres, e não cair em confusões como essa entre andorinhas e andorinhões.

  95. A cada texto lido, vejo o quão diverso é o universo das aves. Como de costume, sempre nomeamos as aves de acordo com suas características físicas e generalizamos a maioria das especies, me sinto lisonjeada em ter o privilegio de ter acesso a seus textos inteligentes e explicativos, mais um exemplo de andorinhas e andorinhões.

  96. Mais uma aula sobre evolução e convergência adaptativa. Sempre achei que andorinhões e andorinhas pertenciam ao mesmo grupo. Ainda mais por serem tão conhecidos pela populações em geral. O Cipó é realmente um paraíso para observações interessantes!

  97. Ao ler este texto tão cheio de informações, e ao pesquisar um pouco mais sobre o assunto, aprendi que os animais que eu sempre considerei como andorinhas são, na verdade, andorinhões. É muito interessante como sempre aprendemos coisas novas, independente do quanto sabemos. A convergência evolutiva é um fenômeno impressionante, e o caso de andorinhas e andorinhões prova isso: duas espécies tão distantes entre si num cladograma tornam-se a mesma ao olharmos para elas graças ao poder da adaptação. Sou favorável à divulgação cada vez maior de conhecimentos como esses, que parecem corriqueiros, mas que são tão importantes por atiçar a curiosidade das pessoas, mostrá-las a complexidade dentro da simplicidade do que se vê e instigá-las a procurar coisas fora do senso comum.

  98. É sempre bom saber mais sobre as espécies, principalmente as que me interessam mais, como as da classe Aves. Fico surpreso com o número de adaptações que essa classe possui em seu esqueleto e também pensava que andorinhas e andorinhões só se distinguiam pelo tamanho (e nome!). Fico surpreso que as duas espécies tenham adaptações para penas e unhas dos pés de acordo com o tipo de ambiente em que vivem, mais ainda de saber que são de ordens diferentes e distantes ainda por cima! O andorinhão é mais aparentado com uma maritaca do que com uma andorinha?

  99. O texto trata sobre a distinção entre andorinhões e andorinhas, em que muitas pessoas confundem devido à semelhança morfológica entre eles.
    O que se percebe é uma convergência evolutiva, com organismos de diferentes origens, que vivem sobre pressões seletivas parecidas, gerando vários aspectos semelhantes, como morfologia, comportamentos e hábitos de sobrevivência. Um aspecto o qual, podemos verificar é a forma dos pés dos andorinhões para se agarrar as pedras.
    Outros pesquisadores/autores colocam seus pontos de vista com relação ao assunto, como Mauro Pichorim,
    “Pela maneira como os nomes populares sugerem, aparentemente é implícita uma diferença morfológica de tamanho em aves estritamente relacionadas, sendo as andorinhas menores e os andorinhões maiores, implicando muitas vezes na crença de que as andorinhas são filhotes dos andorinhões. É curioso ressaltar que esta confluência de nomes não ocorre em outras línguas. No espanhol «golondrina» é uma variação de «golondre» que, por sua vez, deriva da palavra latina «hirundo» que significa andorinha; e «vecenjo» é uma alteração do antigo «oncejo», que pode significar tanto unha – que está de acordo com as fortes garras dos andorinhões -, como foice – correspondendo à figura arqueada destas aves. Já no inglês, andorinha é chamada de «swallow», que é igual a deglutir ou deglutição, isto em alusão a seu alto consumo de insetos; e andorinhão de «swift», o que corresponde a rápido ou veloz, devido a sua grande capacidade do vôo. Portanto, vemos que os nomes em português têm pouco a ver com a biologia e comportamento destas aves e ao mesmo tempo contribuem para confundir, pois as diferenças entres estes grupos são muito maiores do que parecem. O mais correto seria utilizar os nomes «taperá» e «taperuçu» – de origens tupi -, para designar os ditos andorinhões, visto que derivam de «tapera» que significa taba ou aldeia abandonada, o que corresponde à preferência destas aves em habitar construções, silos ou então chaminés abandonados. A persistência desta confusão encontra-se até nas denominações científicas, pois, muitas vezes semelhantes raízes foram utilizadas na composição dos nomes das diversas espécies destes controversos grupos. Como a palavra «progne» de origem grega, que está presente nos gêneros Progne e Phaeoprogne da família Hirundinidae (andorinhas) e no gênero Streptoprocne da família Apodidae (andorinhões). Além deste, outros exemplos existem, o que não aclara nossa discussão e evidencia uma histórica confluência, a qual é sobremaneira difícil de ser revertida.” Mauro Pichorim (Divisão de Museu de História Natural, Prefeitura Municipal de Curitiba, Rua Benedito Conceição 407, Curitiba-PR 82810-080)
    Fernanda Lívia do Carmo de Neiva – N2

  100. O texto trata sobre a distinção entre andorinhões e andorinhas, em que muitas pessoas confundem devido à semelhança morfológica entre eles.
    O que se percebe é uma convergência evolutiva, com organismos de diferentes origens, que vivem sobre pressões seletivas parecidas, gerando vários aspectos semelhantes, como morfologia, comportamentos e hábitos de sobrevivência. Um aspecto o qual, podemos verificar é a forma dos pés dos andorinhões para se agarrar as pedras.
    Outros pesquisadores/autores colocam seus pontos de vista com relação ao assunto, como Mauro Pichorim,
    “Pela maneira como os nomes populares sugerem, aparentemente é implícita uma diferença morfológica de tamanho em aves estritamente relacionadas, sendo as andorinhas menores e os andorinhões maiores, implicando muitas vezes na crença de que as andorinhas são filhotes dos andorinhões. É curioso ressaltar que esta confluência de nomes não ocorre em outras línguas. No espanhol «golondrina» é uma variação de «golondre» que, por sua vez, deriva da palavra latina «hirundo» que significa andorinha; e «vecenjo» é uma alteração do antigo «oncejo», que pode significar tanto unha – que está de acordo com as fortes garras dos andorinhões -, como foice – correspondendo à figura arqueada destas aves. Já no inglês, andorinha é chamada de «swallow», que é igual a deglutir ou deglutição, isto em alusão a seu alto consumo de insetos; e andorinhão de «swift», o que corresponde a rápido ou veloz, devido a sua grande capacidade do vôo. Portanto, vemos que os nomes em português têm pouco a ver com a biologia e comportamento destas aves e ao mesmo tempo contribuem para confundir, pois as diferenças entres estes grupos são muito maiores do que parecem. O mais correto seria utilizar os nomes «taperá» e «taperuçu» – de origens tupi -, para designar os ditos andorinhões, visto que derivam de «tapera» que significa taba ou aldeia abandonada, o que corresponde à preferência destas aves em habitar construções, silos ou então chaminés abandonados. A persistência desta confusão encontra-se até nas denominações científicas, pois, muitas vezes semelhantes raízes foram utilizadas na composição dos nomes das diversas espécies destes controversos grupos. Como a palavra «progne» de origem grega, que está presente nos gêneros Progne e Phaeoprogne da família Hirundinidae (andorinhas) e no gênero Streptoprocne da família Apodidae (andorinhões). Além deste, outros exemplos existem, o que não aclara nossa discussão e evidencia uma histórica confluência, a qual é sobremaneira difícil de ser revertida.” Mauro Pichorim (Divisão de Museu de História Natural, Prefeitura Municipal de Curitiba, Rua Benedito Conceição 407, Curitiba-PR 82810-080)
    Fernanda Lívia do Carmo de Neiva – N2

  101. O texto retrata um excelente exemplo de convergência evolutiva e do quanto o padrão morfológico é utilizado pelas pessoas, fora do meio acadêmico, de forma equivocada. Apesar de andorinhões e andorinhas se assemelharem em muitos aspectos, ambos os grupos podem ser distinguidos pela morfologia, embora muitas das características morfológicas serem passíveis de serem observadas apenas em laboratório (proporção entre as penas primárias e secundárias e tamanho dos ossos da mão), há uma característica que torna possível alguém leigo distinguir um andorinhão de uma andorinha: os pés. A anatomia dos pés é um fator importante, pois devido a este fator, ambos os grupos ocupam ambientes diferentes (o andorinhão vive em rochedos e a andorinha sobre galhos de arvores e fios) isso é importante para que as espécies dos grupos não ocupem o mesmo nicho ecológico e se tornem competidores, já que ambos consomem o mesmo tipo de alimento. Se ambos tivessem a anatomia do pé semelhante, eles poderiam ocupar o mesmo ambiente, assim, eles iriam competir pelo alimento e o melhor competidor levaria o outro grupo à extinção. Desta forma, o texto além de retratar a importância de não se basear apenas no padrão morfológico, também mostra a importância de se considerar o comportamento e a ecologia dos animais na hora de identifica-los.
    Ashtari Mota Piancastelli N1

  102. O texto é uma interessante narrativa, mostrando aspectos do estudo em campo e como a prática é importante para constatarmos mudanças morfológicas e ecológicas de espécies de diferentes seres vivos. É intrigante reparar que, espécies tão parecidas externamente e muitas vezes confundidas, na verdade tem parentesco distante e acabaram sofrendo convergência evolutiva pela pressão do meio ambiente. Esse aspecto, é uma das provas que a pressão ambiental é determinante na evolução dos seres. O texto é uma ótima exemplificação de convergência evolutiva, aplicada em um assunto mais cotidiano e ainda uma narrativa que acrescenta curiosidade.

    http://omundovariavel.blogspot.com.br/2015/07/convergencia-evolutiva.html esse texto mostra outras espécies que também sofreram convergência evolutiva.

  103. Grande parte dos conceitos presentes na sistemática filogenética dentro da biologia seria mais facilmente compreendida se tivéssemos exemplos tão claros e próximos a nossa realidade como este, em relação a Convergência Evolutiva. Confesso que, ao ler esse texto tão repleto de informações e curiosidades, busquei logo em seguida por imagens de ambas as aves citadas e percebi que aqueles que sempre vi e imaginei serem andorinhas, eram na verdade andorinhões. Por esse exemplo prático, consegui perceber ainda mais como pessoas que não estão inseridas no meio cientifico classificam grande parte dos animais que veem em seu dia a dia, sendo que uma classificação rápida, baseada apenas no “olhômetro” pode estar frequentemente errada. Afinal, aves tão parecidas externamente como andorinhas e andorinhões, quando analisadas de perto, revelam diferenças em relação as asas, o esqueleto, o bico e os pés, sendo que, cada uma dessas adaptações está relacionada ao ambiente em que a ave vive o estilo de vida que a mesma possui na natureza. Além disso, quando analisamos um cladograma envolvendo as relações filogenéticas entre as duas espécies, nota-se que estão bem distantes uma da outra, o que apenas confirma que classificações devem levar em consideração outros aspectos, além dos morfológicos.

  104. Achei muito interessante o texto abordar sobre um assunto comum de acontecer: as pessoas acreditarem que pelas características externas serem bem parecidas entre um grupo de animal e outro, eles são da mesma espécie ou são bem próximos, como foi mostrado com as andorinhas e andorinhões (nos próprios nomes parecem ter algum parentesco). No entanto, devido a um processo evolutivo também discutido no texto, a convergência evolutiva, grupos que parecem ser próximos por apresentarem algumas características semelhantes, na verdade possuem histórias evolutivas distintas, mas como ocupam modos de vidas semelhantes evoluem de forma a tornarem-se muito semelhantes. É interessante perceber que as andorinhas e andorinhões mesmo apresentando semelhanças, estão em ordens diferentes e analisando de perto, possuem diferenças no esqueleto, nos pés, nas penas. Outro exemplo de convergência evolutiva pode-se citar os pinguins do hemisfério Sul e os airos do hemisfério Norte, eles possuem aspectos semelhantes e ocupam o mesmo nicho ecológico, mas são de ordens de aves diferentes.
    Disponível em: https://netnature.wordpress.com/2012/05/16/homologia-homoplasia-analogia-convergencia-evolutiva-e-outros-mecanismos-que-favorecem-a-descendencia-com-modificacao/

  105. O texto acima nos mostra o conceito de convergência evolutiva a partir do exemplo dos andorinhões que foram confundidos com as andorinhas, que apesar de serem muito parecidas, possuem diferenças gritantes quanto a sua morfologia, biologia e até mesmo quanto ao modo de vida. Outro exemplo de convergência evolutiva é a grande semelhança morfológica entre os tubarões e baleias ou golfinhos por exemplo, mas apesar de serem tão semelhantes, são ao mesmo tempo muito diferentes e distantes na arvore da vida. Acredito que o conhecimento sobre a biologia e até mesmo sobre a filogenia dos animais é muito importante e pode evitar algumas confusões como a citada no texto.

  106. O caso das andorinhas e andorinhões é um bom exemplo de Convergência Evolutiva, mostrando que espécies com histórias evolutivas diferentes podem compartilhar semelhanças quando expostas a pressões seletivas semelhantes. Um outro exemplo de convergência seria o caso das nadadeiras das tartarugas com as asas dos pinguins, que possuem origens diferentes, no entanto formato e função parecida. Com isso, percebe-se que é importante compreender esse conceito, pois evita que espécies sejam confundidas umas com as outras e que relações evolutivas erradas sejam elaboradas.

  107. Além de ser um excelente texto relatando uma experiência em um lugar aparentemente incrível, traz informações muito interessantes a respeito do nome dado a determinados lugares pautado no senso-comum.
    A diferenciação morfológica entre dois grupos de animais confundidos com frequência vem, mais uma vez aqui no blog, quebrando com ideias do senso-comum. E estas diferenças são bem evidentes.

  108. Andorinhas e andorinhões é um caso clássico de convergência evolutiva, este é o conceito abordado no texto. Ambos evoluíram se alimentando ocupando o mesmo nicho.Mas quando observados com detalhe pode-se observar características que são específicas cada qual ao grupo que pertence como o texto cita as penas de voo, aquelas situadas ao longo do braço das aves são divididas em dois grupos: as penas primárias, situadas ao longo das mãos e as secundárias inseridas no braço. Os andorinhões possuem penas primárias, muito longas, enquanto as penas secundárias ocorrem em número reduzido e são muito curtas outras tantas características analisadas mostram que andorinhões formam uma ordem chamada Apodiformes e as andorinhas pertencem a outra ordem chamada Passeriformes, distinguem-se principalmente pelos pés, enquanto os andorinhões, que são da família Apodidae têm pés muito pequenos nas andorinhas ocorre o oposto, elas apresentam pés altamente especializados. Outros exemplos de convergência evolutiva em aves: Abutres e urubus, Abutres são aves da família Accipitridae, relacionadas com as águias e falcões (Ordem Falconiformes), que se adaptaram a um modo de alimentação necrófaga. Os urubus e condores pertencem à família Cathartidae da Ordem Ciconiiformes e ocupam as funções ecológicas dos abutres e são parecidos com estes, apesar de serem mais aparentados com cegonhas ou garças.outro exemplo :Os airos do hemisfério Norte e pinguins do hemisfério Sul têm aspectos semelhantes e ocupam o mesmo nicho ecológico, mas são de ordens de aves diferentes.

  109. Uma bela descrição do local, que nos faz imaginar o quão maravilhoso deve ser. Mais uma vez é apontado um caso de convergência evolutiva, apesar da semelhança morfológica confundir o público, nós Biólogos devemos ficar atentos a essas diferenças.

  110. O texto em questão explica a convergência evolutiva a partir do fenômeno da “cochoeira de andorinhas”, deixando claro que a ave que vemos nesse espetáculo são andorinhões e não andorinhas. Essa semelhança entre tais aves ocorre pelo fato de haver pressões seletivas, onde o ambiente seleciona apenas um padrão morfológico e isso faz com que esses animais sejam bastante parecidos, causando aos leigos a impressão de ver andorinhas, e não andorinhões, que apesar de serem semelhantes na morfologia são evolutivamente distintos.
    Aproveito a oportunidade para parabenizar pelo texto e pelo título do mesmo, achei incrível!

    Lígia N2

  111. Muito bom texto! é surpreendente como dois animais de grupos evolutivos bem distintos podem ser tão semelhante. No entanto, não sou brasileira e o meu professor indicou esse texto e achei ele muito esclarecedor e informativo, pois não fazia ideia do que era andorinha e andorinhões. poderia estar enganada mas retomando os aspectos morfológicos de cada um, vejo que prestando atenção seria realmente difícil confundir esses dois, mas pode ser que por causa do vôo deles em alta altitude não dá para ver as caracteristicas morfológicas com clareza, porém as diferenças são bem evidentes.
    Prisca Nana, R1

  112. Para um estudante de Ciências Biológicas amante de saídas de campo centradas na observação da fauna e flora, esta narrativa, além de estimulante, ressalta ainda mais a importância do papel do biólogo na transmissão de conhecimento. Ressaltando a riqueza de detalhes, inclusive a consequente observação de inúmeras espécies de aves e, até mesmo, de outras espécies animais não descritas no texto, além da flora, complementando a bela paisagem natural de nosso estado, eis um exemplo clássico de convergência evolutiva que fortalece ainda mais as ideias evolucionistas propostas por Darwin. Apesar da semelhança nítida entre as andorinhas e os andorinhões, quando nos atemos nas comparações morfológicas pontuais, notamos diferenças entre elas que nos ajudam a concluir que são aves filogeneticamente distintas. E, mesmo nos dias atuais, informações transmitidas por leigos podem facilitar transmissões de conhecimento errôneas relacionadas a espécies animais similares, porém diferentes do ponto de vista filogenético.

    “A minha experiência com a primeira cachoeira das andorinhas foi ao mesmo tempo desapontadora e fascinante.” Não desaponte-se pois, apesar do erro, o espetáculo de ver os andorinhões em seu nicho é uma boa oportunidade para qualquer pessoa que admira observar animais em campo.

  113. Como um belo exemplo de convergência evolutiva, as andorinhas e andorinhões nos mostram o quanto temos a descobrir sobre as espécies! Vejo também como é de grande valor a divulgação científica de qualidade, pois possibilita compreender melhor eventos biológicos, trazendo a realidade para a comunidade leiga e também para os jovens biólogos. Para pessoas que como eu não estão tão acostumadas com saídas de campo, achei extremamente interessante o relato, envolvendo outras espécies e comentários sobre os hábitos desses animais, que também eram desconhecidos por mim. Outro ponto que me chamou a atenção foram as adaptações dessas aves que permitiram esses comportamentos tão particulares, além da conclusão de que a morfologia pode não ser suficiente para distinguir certos animais, necessitando de outras observações para a construção de uma filogenia apropriada.

  114. Adorei a história professor. Isso me faz questionar quantos erros taxonômicos as pessoas cometem na vida, até mesmos pesquisadores. Confundir andorinhas e andorinhões no cotidiano para pessoas comuns tudo bem, mas imagine o impacto que causaria em uma pesquisa/consultoria um pequeno erro desse. Fora isso, o texto me trouxe uma grande emoção em pensar como podemos utilizar a biologia no nosso dia a dia, com uma caminhada, quantos termos e espécies vocẽ citou/comentou e explicou. E as pessoas ainda acham que biologia não serve para nada e é tudo nome chato para decorar ahaha. 🙂

  115. Ótimo exemplo de como as pressões evolutivas agem sobre diferentes tipos de espécies gerando caracteres análogos.
    Isso pode gerar muita confusão a leigos, mas sua abordagem das características de cada espécies deixa bem claro as diferenças morfológicas de ambas e demonstra o distante grau de parentesco.
    Excelente texto.

  116. O texto borda um exemplo clássico de convergência evolutiva, duas espécies (andorinhas e andorinhões) que evoluíram independentemente mas que possuem caracteres semelhantes. Um outro exemplo de texto que aborda esse assunto é o da USP (http://www.ib.usp.br/~lfsilveira/pdf/a_2012_cecandorinhoes.pdf). O interessante é que ele aponta as andorinhas como sendo parentes próximos dos beija-flores. “Enquanto as
    Andorinhas pertencem à gigantesca ordem
    dos passeriformes, a mesma que abriga os Sabiás,
    as Arapongas, os Curiós e os Canários,
    entre tantos outros, os Andorinhões possuem
    como parentes próximos os Beija-Flores. Essa
    relação, por mais surpreendente que possa
    parecer, é suportada por diversas características
    do esqueleto e também pela própria história
    natural. Semelhantes em vários aspectos,
    Andorinhões e Beija-Flores são alocados na
    mesma ordem, a dos Apodiformes (que significa
    “sem pés”, em alusão ao diminuto tamanho
    dessa parte do corpo), mesmo pertencendo a
    famílias diferentes: Apodidae, os Andorinhões,
    e Trochilidae, os Beija-Flores.” Fascinante como a convergência evolutiva acontece e confunde o público leigo, duas espÉcies distantes mas com nichos parecidos que possuem tanta semelhança, mas são uma delas é bem diferente do seu parente próximo (andorinhas e beija-flores). Excelente leitura, me proporcionou muito aprendizado, parabéns professor Marcos.
    Jessica Ribeiro de Souza. N2

  117. Por possuírem modos de vida semelhante, andorinhas e andorinhões desenvolveram características morfológicas semelhantes, que conferiram melhor adaptação a este modo, ou seja, suas aparências convergiram no decorrer da evolução. Entretanto, mesmo que sejam bastante semelhantes à primeira vista, andorinhas e andorinhões apresentam caracteres distintos, como o comprimento de suas rêmiges primárias e secundárias e o posicionamento de seus dedos do pé. É muito interessante que estes animais, os andorinhões, sejam conhecidos em várias partes do país por viverem em cachoeiras e proporcionarem visões maravilhosas quando atravessam suas águas e se posicionam nas pedras escondidas e, ainda assim, continuarem sendo chamados de andorinhas, confundidos com seus parentes relativamente distantes por terem convergido em relação a algumas características fenotípicas.

  118. O texto mostra como a ciência é capaz de ser, ao mesmo tempo, informativa e prazerosa. A descrição do local onde ocorre o fato demonstra que há muita beleza e conhecimento escondidos juntos. Além disso, esclarece importantes diferenças entre andorinhas e andorinhões, mostrando de forma clara e objetiva que, apesar de semelhantes, se tratam de espécies diferentes, com histórias evolutivas individuais e que tais semelhanças podem ser facilmente identificadas separadamente com um pouco de atenção e estudo.

  119. É comum nomeamos as aves de acordo com suas características físicas e generalizamos a maioria das especies, e no texto podemos perceber como a convergência evolutiva interfere na identificação das espécies citando no caso, as andorinhas e os andorinhões.

  120. O texto possui ótima narrativa! Através dele é possível sentir-se no próprio lugar, bem como perceber a beleza que a Serra do Cipó possui. Além disso, percebe-se também quanto conhecimento e informação podem ser extraídos de um lugar tão rico quanto este. Neste caso, por exemplo, é observado um caso de convergência evolutiva, um fenômeno que ocorre quando duas espécies com histórias evolutivas diferentes, quando possuem modos de vida semelhantes, desenvolvem características parecidas.

  121. Após a leitura desta narrativa podemos refletir sobre o fenômeno da convergência evolutiva e como é apresentado no nosso dia a dia. O espaço é descrito com uma riqueza de detalhes enorme que nos faz imaginar o quão prazeroso e curioso deve ser participar de uma excursão para trabalho tendo essa beleza como ponto de estudo.
    Ótimo texto!

  122. Texto muito inteligente e explicativo. Adorei a narrativa e como foi feita a comparação entre andorinhas e andorinhões, apesar de tão distintas são bastante semelhantes, mostrado um caso clássico de convergência evolutiva.

  123. É razoável às pessoas que não possuem conhecimento acadêmico confundam animais semelhanes em aparência, porém com histórias evolutivas muito diferentes. Isso pode ocorrer até mesmo com pessoas que convivam com os animais e possuam conhecimento dos seus hábitos de vida, como o guia do texto.
    Percebemos a mesma confusão em relação aos peixes ciclídios dos lagos Tanganyika e Malawi, que são muito parecidos em cor e em formato, porém com histórias evolutivas independentes. O exemplo dos peixes mostra que andorinhas e andorinhões não são as únicas vítimas dos olhos desatentos dos imperitos. Esses tipos de engano ocorrem por conta de uma artimanha evolutiva muito bem documentada chamada Convergência Evolutiva, conforme foi citada e explicada no texto. É tão incrível como as pressões do amibente e determinados nichos moldam os seres vivos e -também- diminuam a diversidade de formatos.

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