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Vida outdoor, Ornitologia, Literatura Selvagem

A cachoeira das andorinhas inexistentes

De norte a sul do Brasil, das nascentes do rio Ailã em Roraima à barra do Chuí no Rio Grande do Sul; de leste a oeste, da ponta do Seixas na Paraíba às nascentes do rio Moa no Acre, onde quer que exista uma serra com nascentes de águas, lá estará ela, a cachoeira das andorinhas.

Tenho certeza que todos nós, amantes da vida outdoor, além das portas que nos separam do mundo natural, já fomos ou já ouvimos falar de uma cachoeira das andorinhas.

A minha experiência com a primeira cachoeira das andorinhas foi ao mesmo tempo desapontadora e fascinante.

Lá estava eu em mais uma excursão para trabalho de campo na Serra do Cipó, coração de Minas Gerais, uma serra que é a porção sul da grande Cadeia do Espinhaço, que se eleva numa extensa faixa do leste do Brasil até o norte da Bahia.

Foto 3 G Freitas

Em busca da cachoeira das andorinhas (F: G.Freitas)

 

Um dos nossos guias prometera nos levar a uma cachoeira onde moravam muitas andorinhas, e que toda tarde elas proporcionavam um espetáculo ímpar da natureza. Segundo ele, as andorinhas se concentravam num bando de centenas de indivíduos a grande altura sobre a área da cachoeira, e desciam em alta velocidade rumo ao paredão e desapareciam. Como a excursão tinha o objetivo de levantar as espécies de aves da região, fui impulsionado por imensa curiosidade.

Caminhamos por mais de duas horas entre cerrados de todos os tipos ao longo da planície do vale do rio Cipó: campos abertos pelo Homem e tomados pela braquiária, campos com capins naturais abarrotados de bandos de diferentes espécies de papa-capins; campos com as típicas árvores espalhadas do cerrado, baixas, com tronco sinuoso e grossas camadas de cortiça, vez ou outra mostrando um ninho de joão-graveto pendurado sobre um dos galhos; matas de vegetação verde que margeavam os córregos onde ouvíamos as incessantes arirambas e matas de árvores altas, formadas principalmente pela aroeira-preta (Myracrodruon urundeuva). Nestas matas de muita sombra a trilha sonora era interrompida pelo tamborilar do pica-pau-de-banda-branca.

A caminhada valeu por tudo isso e pela imensa piscina de águas cristalinas retidas por enormes lajes de granito escuro sob uma queda d’água num paredão de muitos metros de altura. Obviamente só nos restava nos despir e mergulhar.

Depois do lanche e do descanso ao sol, espraiados pelas lajes, estávamos lá de binóculos em punho e dentro de uma longa espera. O guia nos garantia que as andorinhas chegariam ao final da tarde. Ao som da água caindo sobre a piscina ficamos ali e nos arredores, observando mais uma miríade de aves, plantas e suas interações. O rabo-branco-acanelado era um frequentador assíduo das flores vermelhas de Augusta longifolia, arbusto que cresce ao longo das águas tormentosas cachoeira abaixo.

Após algumas horas nosso guia nos alertou para a chegada das andorinhas, que já estavam sobrevoando a área, mas ainda em altitude muito elevada. Quando olhamos, a surpresa.

Não eram andorinhas, eram andorinhões.

Eles vinham em velocidades estonteantes contra o paredão rochoso da cachoeira, e como fantasmas, penetravam na coluna d’água e desapareciam. Uma visão espetacular de dezenas, talvez centenas de aves arremetendo rasantes horizontais contra o paredão. Em poucos minutos pudemos observar todos eles agarrados ao paredão, protegidos pelo véu de água fria, tranquilos e serenos, como se nada tivesse acontecido.

É um fato comum no Brasil. As pessoas não conhecem os andorinhões e os confundem com andorinhas. Entretanto, andorinhões e andorinhas têm histórias evolutivas completamente distintas e as semelhanças são fruto do que os biólogos chamam de convergência evolutiva. Essa convergência aparece quando os organismos desempenham modos de vida iguais no ecossistema e assim desenvolvem estruturas semelhantes para tal. Andorinhas e andorinhões é um caso clássico. Ambos evoluíram se alimentando de itens do plâncton aéreo, ou seja, aqueles invertebrados que voam ou deixam-se levar pelo vento em grandes alturas, como aranhas, afídeos, cupins e as formigas aladas.

Para capturar esses invertebrados, estas aves desenvolveram um pescoço curto e uma abertura da boca muito grande que deixa a base do bico muito larga. Além disso, para tal empreitada é preciso ser um exímio voador. As penas de voo, aquelas situadas ao longo do braço das aves são divididas em dois grupos: as penas primárias, situadas ao longo das mãos e as secundárias inseridas no braço. Os andorinhões possuem penas primárias, muito longas, enquanto as penas secundárias ocorrem em número reduzido e são muito curtas. Como andorinhões e andorinhas são geralmente observados de muito longe, assemelham-se em demasia.

Andorinhão europeu (Apus apus) and andorinha (Hirundo rustica), illustration

Andorinhões e andorinhas: bicos, pés e asas (Foto: De Agostini Picture Library/De Agostini/Getty Ima ).

Análises morfológicas mais detalhadas mostram que as penas primárias dos andorinhões são longas, estreitas e duras, em número de 9 ou 10. Já as penas secundárias são muito curtas e em número de 8 a 11. A primária mais longa de um andorinhão é três vezes mais comprida que uma secundária. Nas andorinhas, as penas primárias chegam apenas ao dobro de uma secundária.

A estrutura do esqueleto também é muito diferente entre andorinhas e andorinhões. Nos andorinhões o úmero é curto, e os ossos das mãos são muito longos.

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Esqueleto de um andorinhão (Apus apus) mostrando o úmero muito curto e os ossos das mãos muito longos (Foto de Jean-Christophe Theil em https://www.flickr.com/photos/galleriejc/8758257196/ ).

As diferenças também podem ser observadas em outras estruturas. Nas penas da cauda, por exemplo, os andorinhões possuem no máximo dez delas, enquanto as andorinhas possuem doze. Nos andorinhões, essas penas da cauda são muito curtas, enquanto nas andorinhas são mais longas.

Os pés dos andorinhões são muito pequenos e os dedos são incapazes de se firmarem em galhos ou fios, o que é justamente o contrário nas andorinhas, especialistas em pousar em fios. O ‘dedão do pé’ de um andorinhão, chamado hálux, é curto e voltado para frente, o que os biólogos chamam de conformação pamprodáctila do arranjo dos dedos dos pés. Assim, e com o auxílio de unhas duras e curvadas, os andorinhões podem se agarrar a superfícies verticais, como os paredões de cachoeiras, falésias e até mesmo paredes.

Pés de um andorinhào (600

Pés de um andorinhão mostrando os dedos voltados para frente e as unhas fortes e curvadas. (Fonte: http://www.davidnorman.org.uk/MRG/2005%20round-up.htm ).

 

Outras tantas características analisadas mostram que andorinhões formam uma ordem chamada Apodiformes e as andorinhas pertencem a outra ordem chamada Passeriformes. São grupos de parentesco muito distantes.

Andorinhões e afins filo

Relação de parentesco entre algumas linhagens de aves. A árvore foi construída com base em quase 3 mil caracteres morfológicos, e mostra que andorinhões (Apodiformes) estão muito distantes das andorinhas (Passeriformes).

 

A partir dessa observação e constatação, deveríamos declarar que todas as cachoeiras denominadas, por assim dizer, ‘das andorinhas’, neste vasto território brasileiro, passam a se chamar ‘cachoeira dos andorinhões’.

Para saber mais:

Sick, H. Ornitologia Brasileira. 2005. Nova Fronteira, RJ.

104 Comentários

  1. Que beleza de comentário, amigo! Bela narrativa e quanta informação! Te convido a ver a “verdadeira” Cachoeira dos Andorinhões, que denominamos desde que vimos os tais a sobrevoa-la. Abração!
    http://www.panoramio.com/photo/14234931

    • Obrigado Renato, quero conhecer sim a reserva, principalmente depois de uma foto dessas! Gde abraço.

  2. A semelhança morfológica faz com que as pessoas fora do meio acadêmico confundam andorinhões com andorinhas. Mesmo as devidas diferenças, claramente visualizadas pelos ornitólogos, passam desapercebidas pelos mais leigos.
    As adaptações que os andorinhões desenvolveram são fascinantes, para mim é o exemplo mais claro da seleção natural atuando, que seleciona as mutações que geraram adaptações morfológicas, fisiológicas e até comportamentais mais adequadas para que os andorinhões possam ocupar este ambiente.

  3. Muito legal e esclarecedor o texto!

  4. Muito legal o texto!

    Uma observação interessante sobre os andorinhões: em um ponto mais ao norte da Cadeia do Espinhaço, já nos Gerais, na região do Parque Estadual do Rio Preto (MG), um nativo que me acompanhava em uma passarinhada distiguia entre andorinhas e andorinhões.

    Porém, ele chamava esses últimos de gaivotas.

    À época, achei interessante, mas não me detive em pensar sobre o assunto.

    Até que, recentemente, ao reler talvez pela 5ª vez o “Grande Sertão: Veredas”, do imortal João Guimarães Rosa, eis que me deparo com a seguinte declaração de Riobaldo:

    “Sertão: quem sabe dele é urubu, gavião, gaivota, esses pássaros: eles estão sempre no alto, apalpando ares com pendurado pé, com o olhar remedindo a alegria e as misérias todas.”

    A palavra gaivota me chamou a atenção… no Sertão?

    Então, minha memória me disse: essas gaivotas só podem ser eles… os andorinhões!

    • Vinícius, excelente e reveladora observação.

  5. O poder da convergência evolutiva é realmente marcante. Dois animais de origens bem distintas, mas vivendo sob pressões seletivas semelhantes, desenvolvem tanto uma morfologia parecida como hábitos de vida e comportamentos também similares. Mesmo para os biólogos, a primeira vista as andorinhas e andorinhões são bem parecidos, provocando confusão entre os desavisados e alunos iniciantes na ornitologia (como é o meu caso). Um aspecto sem dúvida muito interessante é a forma dos pés dos andorinhões, que permitem-nos fixar firmemente aos paredões rochosos, molhados e escorregadios. Me pergunto o porquê do vôo tão próximo à queda d’água: será que o alimento se concentra ali, ou trata-se de um mecanismo de defesa? Poucos predadores se arriscariam atrás de uma forte cachoeira.
    Igualmente intrigante é a termorregulação para estes animais. Como eles sobrevivem às baixas temperaturas, aliadas ao vento forte e umidade característico das cachoeiras brasileiras, sobretudo durante a noite, quando estão em repouso?

  6. Os resultados da convergência evolutiva são realmente marcantes. Dois animais de origens bem distintas, mas submetidos a pressões seletivas semelhantes, tornam-se tão parecidos à primeira vista a ponto de confundir mesmo os biólogos desavisados ou pouco familiarizados com a ornitologia, como é o meu caso. As condições similares levam aos animais desenvolverem não apenas morfologias próximas, mas também hábitos de vida e comportamento similares. Me chama atenção a forma dos pés dos andorinhões, adaptados para agarrar-se firmemente aos paredões úmidos e escorregadios das cachoeiras.
    Pergunto-me sobre seu vôo tão próximo da queda d’água: será este um mecanismo de captura de alimento ou de defesa? Poucos predadores se arriscariam a aproximar dos fortes turbilhões de água. Também me intriga a questão da termorregulação. Como os andorinhões conseguem sobreviver às baixas temperaturas, aliadas à umidade e vendos fortes durante a noite nas cachoeiras, quando estão em repouso?

    • Augusto, tudo indica que andorinhões (como seus irmãos bieja-flores) também praticam o torpor.

  7. Como existe uma semelhança entre as andorinhões e as andorinhas, já que esses grupos apresentam uma convergencia evolutiva. E sendo esse um fenômeno evolutivo que ocorre quando dois grupos com origem distintas desenvolvem características semelhantes. O leigo acaba confundindo andorinhas com os andorinhões, por não conhecê-los. As andorinhas se assemlham com os andorinhões bem superficialmente para um ornintólogo ou apreciador das aves, em particular pelo pescoço curto e pelo bico de larga base que serve para os dois grupos para captura, em voo de insetos. Mas esses dois grupos distinguem-se principalmente pelos pés, enquanto os andorinhões, que são da família Apodidae ( “apodis”, literalmente sem pés), têm pés muito pequenos. Já nas andorinhas, que são da família Hirundinidae, ocorre o oposto, elas apresentam pés altamente especializados. Se as pessoas comuns conhecessem melhor os andorinhões e se interessassem mais sobre a observação das aves, praticando o “birdwatching”, certamente não iriam confundir tanto esses dois grupos que têm uma origem evolutiva tão distinta.

  8. É interessante observar que apesar da relativa semelhança morfológica entre andorinhas e andorinhões, resultado da evolução convergente de caracteres relacionados a modos de vida semelhantes, ainda é possível notar a presença de adaptações peculiares de cada espécie evidenciando hábitos comportamentais diferenciados como, por exemplo, a capacidade de se agarrar em superfícies verticais, refletida na forma dos pés dos andorinhões.

  9. Essa convergência evolutiva é algo bastante comum, e a maioria das pessoas leigas não a compreendem perfeitamente. Geralmente acham e eu achava também que quando animais possuiam caracteres semelhantes estes deveriam ter um parentesco próximo. Em aves existem diversos outros exemplos disso como entre os airos do hemisférios norte e pinguins do su. Pensando nisso, no texto diz que as andorinhas são especialistas em pousar em fios e que os andorinhões se agarram em superfícies verticais. As andorinhas tem a possibildade de também pousar como os andorinhões, ou isso é uma característica apenas deles?

  10. A biologia é realmente incrível. Esses dois grupos de aves, que filogeneticamente, estão tão distantes, serem confundidos por apresentarem grandes semelhanças. E tudo isso se explica por uma coisa chamada, evolução, ou melhor, convergência evolutiva. O leigo acaba se confundindo, já que não conhece as pequenas diferenças entre andorinhas e andorinhões. A diferença mais marcante entre esses grupos é a morfologia dos pés. Sendo os pés dos andorinhões adaptados para se agarrem em paredões e os pés das andorinhas adaptados para se agarrem a galhos.

  11. Quando comecei a ler lembrei de um programa educativo que passa durante os intervalos comerciais na rede globo no qual fala da cachoeira das “Andorinhas”(http://www.youtube.com/watch?v=OakcOT4VkW8). Acho bem interessante essa confusão e confesso que eu também me confundia até fazer zoo 3, talvez porque aprendi como andorinha e nunca tinha confrontado os grupos para analisar as diferenças e semelhanças e acho que é o que acontece com a maioria das pessoas. O que mais me chama a atenção nessa história toda é a aptidão Darwiniana do grupo, que possui características morfológicas, comportamentais e fisiológicas que os permite viver em baixas temperaturas, possuírem uma habilidade incrível para manobras durante o voo e, não sei se está correto, mas algumas espécies são capazes de voar em ambientes completamente escuros através da ecolocalização. Imagino que o modo de vida dos andorinhões, da rapidez do voo e da localização de seus abrigos, dificultem os estudos com o grupo, de acordo com o professor Luis Fabio Silveira, curador das coleções ornitológicas Museu de Zoologia da USP, os andorinhões estão entre as aves menos conhecidas e as que mais guardam segredos.

  12. Ótimo texto! Bastante esclarecedor!
    Interessante perceber que os pica-paus (Ordem Piciformes) que assim como os andorinhões se empoleiram em superfícies verticais são mais próximos das Andorinhas e não dos Andorinhões. Um belo trabalho da convergência evolutiva. Outro aspecto que sempre me chamou à atenção é o fato dessas aves viverem atrás de cachoeiras, ambientes úmidos e escuros… Quanto à resistência ao frio, já falamos aqui que os andorinhões também praticam o torpor. Mas, e quanto à escuridão? Imaginava que essas aves tinham uma boa visão noturna, mas pesquisando um pouco mais, li que os andorinhões realizam ecolocalização, capacidade rara em aves. É fascinante o universo da ornitologia!

  13. Que ótimo texto Marcos
    Notar as diferenças e semelhanças entre essas duas espécies,através de toda uma análise,que nos mostra um distante padrão evolutivo e ao mesmo tempo observar características tão simétricas , nos deixa claro como a adaptação se dá tão individualmente e ao mesmo tempo tão convergente para essas duas aves.

  14. Os resultados da convergência evolutiva mostram o quanto esse processo é fascinante. Essas semelhanças morfológicas como no caso citado acima entre as andorinhas e andorinhões realmente nos prega peças. Para os leigos torna as coisas mais simples (ou mais confusas), no sentido de que andorinhas e andorinhões se tornam um só, porém mascara a bela diversidade que existe. Por isso, textos como esse que possuem uma linguagem de fácil entendimento são importantes, pois levam a essas pessoas o real conhecimento. É intrigante pensar como animais tão parecidos possuam tantas diferenças e adaptações tão características, como os pés dos andorinhões que permitem a eles se agarrarem aos paredões das cachoeiras, que de fato são mais deles do que das andorinhas!

  15. Professor

    Sua narrativa tem o poder de nos transportar para o ambiente vivenciado e desejar viver o momento. Parabéns! O que me chamou a atenção neste texto e em paralelo com o texto O condor, o urubu e o abutre, foi como a Convergência adaptativa se faz presente em um grande número de seres. E isto não foi diferente quanto as andorinhas e andorinhões que para os leigos e até mesmo os entendidos são a mesma ave.

  16. Boa Noite Professor!

    Eu já ouvi falar de uma cachoeira das andorinhas e não imaginava que não eram realmente andorinhas. Não sabia que as andorinhas e os andorinhões possuem histórias evolutivas tão diferentes e que as semelhanças são devido a convergência evolutiva.

  17. Professor, obrigado por esse texto, eu como bióloga e atual aluna de zoologia, ate momentos antes de ler o texto acreditava fielmente que andorinhas e andorinhões eram um animal só e que variação de nomes era devido a cultura popular, jamais imaginei que eram espécies distintas e mais, que existe um distante padrão evolutivo entre elas. Realmente este fato engana facilmente os leigos, a começar por mim.
    Att.
    Bruna

  18. Boa noite professor.
    Muito interessante o texto, pois não imaginava que o parentesco entre estas duas aves é tão distante e vejo que novamente nossa bela Serra do Cipó foi o local desta incrível observação.

  19. O texto te faz viajar em cenário maravilhoso e ao mesmo tempo te da uma aula clássica de zoologia, morfologia e evolução. A forma como foi abordado o assunto, o texto que se assemelha a uma poesia e nos da prazer e ao mesmo tempo curiosidade em saber mais sobre as duas espécies em questão !
    Espero um dia conhecer a cachoeira das andorinhas a através do conhecimento adquirido no texto, poder observar o espetáculo que os pássaros nos oferecem e poder dizer a quem estiver comigo que essa agora não é mais a cacheira das andorinhas e sim a cachoeira dos andorinhões, tendo conhecimento suficiente para argumentar sobre esse erro comum.

  20. Ótimo texto! É interessante perceber como um local tão próximo como a Serra do Cipó oferece tantas ricas observações. A distância das relações entre andorinhas e andorinhões me surpreendeu.

  21. Muito esclarecedor o texto professor, gostei muito!!
    É interessante perceber que andorinhas e andorinhões sempre demonstraram ser a mesma coisa diante dos olhos de quem mal os conhece bem! Como futura Bióloga fico satisfeita em poder compartilhar com as outras pessoas desse equivoco que cometemos ao dizer sobre as andorinhas.
    A convergência evolutiva mais uma vez demonstrou sua importância e nos como futuros biólogos precisamos estar atentos a isso, afinal, características individuais são marcas da evolução.

  22. Ótimo texto, de fácil compreensão e fascinante.
    Como uma leiga no assunto, até antes da leitura do texto, não sabia da existência dos andorinhões. Porém, achei muito interessante o fato desses desempenharem modos de vidas semelhantes aos das andorinhas, a tal ponto de serem confundidos. Além de aprender um pouco sobre andorinhões, tive a oportunidade de conhecer um exemplo claro e aplicável de convergência evolutiva.

  23. Bom dia professor !

    Achei bastante interessante e esclarecedora a sua narrativa!
    E assim como os colegas que deixaram os seus comentários, eu não conhecia as diferenças morfológicas entre os andorinhões e andorinhas. Analisando a filogenia de ambas as espécies, percebe-se nitidamente o processo de convergência evolutiva citado no texto.
    A exposição destas infamações contribui de forma significativa para a expansão do conhecimento científico e para a desconstrução de noções equivocadas de origem popular.

  24. Texto fantástico que prende o leitor do começo ao fim. Muito interessante as diferenças e semelhanças entre as duas espécies, mas o que mais me chama atenção é duas espécies com grande número de semelhanças pertencerem a ordens tão distintas, isso mostra a importância da profissão biólogo no conhecimento evolutivo.

  25. A Serra do Cipó sempre surpreendendo com a sua beleza e diversidade. O que mais me chama atenção é como a diferença nos pés geram hábitos tão diferentes e também como duas espécies com grande número de semelhanças pertencerem a ordens tão distintas, isso mostra a importância da profissão biólogo no conhecimento evolutivo.

  26. Bom, primeiramente venho elogiar o titulo após ler todo o texto: Cachoeira das Andorinhas inexistentes. É desapontante e ao mesmo tempo surpreendente. O espetáculo das aves na cachoeira que seriam andorinhas na verdade são andorinhões. Mais uma vez o fenômeno da convergência evolutiva sendo tratada no assunto, onde ambas as aves apresentam histórias distintas no que diz a morfologia de cada e a evolução. Portanto, sendo confundidas por causa do modo de vida semelhante no ecossistema.

  27. Olá professor,

    Nossa difícil decidir de qual texto eu gostei mais. É incrível saber como a a Serra do Cipó possui tantas riquezas. É muito engraçado como um lugar tão conhecido e provavelmente estudado por vários pesquisadores, ainda tinha essa informação errônea sobre essas espécies. Mas assumo que eu não sabia a diferença entre as duas. Foi um texto enriquecedor e interessante. Além de muito bem escrito.

  28. Ótima narrativa, professor Marcos. Mesmo a frustração por não conseguir ver as andorinhas que almejava apreciar naquele instante, não apaga as maravilhas que a natureza nos proporciona, como as descritas nesta narrativa.

  29. Olá professor Marcos!
    Nunca tinha ouvido falar da cachoeira das Andorinhas e agora descubro que é a “cachoeira dos andorinhões”. Após ler esse texto me deu uma enorme vontade de ver com meus próprios olhos essas aves voando em torno da cachoeira.
    Achei interessantes as formas de diferenciar as andorinhas e andorinhões. E saber que suas semelhanças se devem ao fato da Convergência evolutiva.

  30. Ótimo texto Marcos. Em um distrito de Guapé (sul de minas) existe uma Cachoeira do Paredão onde se vê durante o dia várias vezes essa cachoeira de andorinhões.
    Lá é também é considerado andorinhas e é fantástico. Uma perfeição da natureza. Muito impressionante como são parecidos, até conhecer melhor.

  31. Professor, curti demais o texto!
    Já vi vários documentários sobre esse “fenômeno”, e sempre restavam dúvidas, quanto à espécie que praticava esses “mergulhos ao ar livre”. Para ser sincero, eu não tinha a mínima ideia sobre a existência do “Andorinhão”, até ler o texto. Foi muito esclarecedor e didático. Em alguns trabalhos de mastofauna que fiz (perto de Araguari), já registramos espécies parecidas com o “Andorinhão” em câmeras trap. Pelo menos à primeira vista… Haha. É possível que eles venham ao chão (serrapilheira) para se alimentarem?

    • Victor, andorinhões não pousam no chão. Verifique direito as imagens, mas nunca se sabe, a natureza está aí para ser descoberta. Obrigado.

  32. Olá professor, boa tarde!
    Uma das coisas que mais me chamou a atenção no texto foi a “convergência evolutiva”, capacidade de transformação morfológica entre espécies distintas e que não apresentam parentesco próximo. Ainda mais que isso pode ocorrer por causa que compartilharam o mesmo nicho ecológico. Isso nos permite refletir sobre grandes possível mudanças entres outras espécies, já que o ambiente e as condições ambientais estão cada dia mais seletivo.

  33. Excelente texto professor!
    Desconhecia a existência dos andorinhões e uma vez eu assisti um documentário sobre essas cachoeiras de andorinhas. Fiquei fascinada com a habilidade de voo desses animais lindos e agora descubro que não são andorinhas!
    Sua excelência em detalhes no texto facilitam a visualização imaginaria do leitor. Parabéns professor.

  34. Muito interessante o texto e o fato das semelhanças serem fruto da convergência evolutiva. Realmente, olhando de longe são dois animais muito parecidos e que com certeza eu diria que teriam parentesco bem próximo! Achei muito bacana também a forma como os andorinhões se adaptaram a pousar em superfícies verticais como os paredões das cachoeiras e toda a descrição do passeio no começo do texto. Deu até vontade de conhecer mais a Serra do Cipó e suas belezas.

  35. Bom dia, professor.
    O texto me chamou bastante a atenção para a diversidade de animais presentes na serra do cipó, para o encantador modo de vida dos andorinhões e também para a convergência evolutiva entre as andorinhas e andorinhões e suas inúmeras diferenças morfológicas. Esse tipo de informação desperta o interesse para maior conhecimento sobre esses animais. Ótimo texto.

  36. Caro professor estou enviando aqui também o comentário sobre o outro texto pois deu erro no quando enviei.
    ESTE TEXTO NOS ESCLARECE SOBRE UM GRUPO DE ANIMAIS DE POUCA IMPORTÂNCIA PARA A MAIORIA DAS PESSOAS, NÃO PARA OS PESQUISADORES, POIS ECOLOGICAMENTE ESTE GRUPO CONTRIBUI COM A LIMPEZA JÁ QUE SÃO CARNICEIROS. E TAMBÉM O ESCLARECIMENTO DA FILOGENIA DESTE GRUPO É DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA NOS ESTUDANTE, ALEM DISSO O CONHECIMENTO DA HISTORIA DE ALGUMAS ESPÉCIES EXTINTAS. POR FIM FOI ESCLARECIDO QUE ESTE GRUPO TAMBÉM SOFRE PRESSÃO HUMANA APESAR DE SER IMPORTANTE ECOLOGICAMENTE.
    No caso deste testo foi bem esclarecedor pois eu sempre achei que os dois grupos eram irmãos agora sei que são grupos distintos apesar de ter comportamento parecido. obrigado peloesclarecimentodos dois textos.

  37. Mais um belo texto professor. No meu entendimento as andorinhas sempre recebiam o mérito pelo espetáculo que nos proporcionam nas cachoeiras. Desconhecia a existência dos andorinhões, e no inicio do texto imaginei que fossem bem próximos das andorinhas filogeneticamente. Interessante o papel da convergência evolutiva. Ótimo texto!

  38. Ótimo texto professor. Eu não sabia da diferença entre andorinhas e andorinhões, até ler o texto. Também não sabia que os andorinhões não pousavam no chão. Essas aves são muito lindas, e deixam a natureza mais perfeita do que já é. A biologia me surpreende cada dia mais, com essas belezas naturais!

  39. Muito interessante! Fiquei pensando se o que vejo na lagoa da Pampulha são na verdade andorinhas ou andorinhões,poderei tentar identificar! este texto me remeteu a algo que li recentemente sobre “sex-biased genes”,a forma como a dispersão gera diferenças significativas na distribuição e na estrutura genética e como isso pode ser diferente dependendo do sexo. Os modelos que encontrei,usavam apenas andorinhas. Andorinhões seguem o mesmo esquema por serem aves migratórias? a classificação Apodiformes e Passeriformes define alguma relação entre preferencias entre a proximidade ao ambiente urbano ou não?

  40. Mais um texto mostrando as diferenças entre duas espécies que se assemelham muito. Assim como no texto dos urubus e abutres, está presente o fenômeno de “convergência evolutiva”, onde ambas espécies compartilham o mesmo nicho e apresentam semelhantes características.
    Muito interessante o comportamento desses andorinhões e a vista dessas cachoeiras deve ser magnífica!

  41. Muito Bacana o texto professor! Eu desconhecia este evento dos andorinhões,e muito menos sabia que existia diferença entre andorinhas e andorinhões. achei facinante como que estas aves conseguem ficar presas a paredões “simplesmente” pela adaptação de seus dedos serem voltados para frente.

    Parabéns pelo texto professor!

  42. Muito bom o texto professor Marcos. Descreve bem a expedição e a diferença entre andorinhas e andorinhões.

  43. Bom dia professor,
    Bastante interessante saber que não são andorinhas e sim andorinhões, vou muito nas cachoeiras da serra do cipó, e sempre reparava nesse tipo de comportamento, mas nunca cheguei a procurar mais sobre o assunto. Deve ser um trabalho difícil de ser feito mas ao mesmo tempo bonito de ser observado!

  44. Excelente narrativa!!!
    Gostaria de salientar a riqueza de detalhes e do fácil entendimento do texto, o que torna a leitura muito mais agradável!!
    Confesso que ate o presente momento os verdadeiros habitantes desses paredões eram de fato, as andorinhas, pensamento este que foi substituído por evidencias bem fundamentadas e que já não faz mais parte do meu ser.Quanta diferença entre andorinhas e andorinhoes!!! Obrigado pelo texto tão esclarecedor….

  45. Olá professor!

    Muitas pessoas devem mesmo confundir andorinhões com andorinhas. E é legal saber que essas aves tem histórias evolutivas diferentes e que as semelhanças são fruto da convergência evolutiva. E se elas apresentam semelhanças por que não haveria também uma cachoeira para andorinhões não é mesmo?! Realmente deve ser muito lindo o espetáculo de centenas de aves penetrando as cascatas das cachoeiras e desaparecendo. Sendo andorinhas ou andorinhões.

  46. Muito interessante quando podemos observar o que estudamos em sala, como a convergência evolutiva, nas espécies vivas e que estão próximas de nós como os andorinhões na Serra do Cipó. Desejo que esse conhecimento seja acessível para toda a população pois essa é uma das importâncias de ser um cientista.

  47. Deve de fato ser tão lindo observar esses pássaros se recolhendo atrás da queda d’água à noitinha. Belo texto! Boa maneira de ensinar e aprender!

  48. Corrigindo: onde lê-se: “…não lembro de ter visto andorinhas nem andorinhões! substitui-se por não lembro de ter visto andorinhões, pois estão são as que possuem dedos com unhas duras e curvadas capazes de ser prenderem aos paredões rochosos das cachoeiras.

  49. Fico me perguntando quantas gerações são necessárias para que a convergência evolutiva em uma determinada espécie possa aparecer? Talvez a minha dúvida não tenha sentido algum devido a um possível equívoco em relação à interpretação deste conceito!. Apesar de ter conhecido várias cachoeiras, não lembro de ter visto andorinhões!.Mas após a leitura do texto pude constatar quando as andorinhas e os andorinhões estão muito próximas do observador, estas diferenças morfológicas não parecem tão sutis, pois o número de penas primárias e secundárias são diferentes e os dedos dos pés também, entretanto quando examinadas de longe, não há como observar estas diferenças. A filogenias das aves parece ser um quebra-cabeça difícil de montar e é interessante perceber como a convergência evolutiva tem um papel importante no nicho ecológico que as aves ocupam em seus habitats.

  50. A semelhança entre o fenótipo dos animais acabou interferindo em nomes de várias cachoeiras. Apesar disso, assistir o comportamento dos andorinhões deve ser muito interessante.

  51. Realmente o nome “cachoeira das andorinhas” é bem falado e aplicado a diversas cachoeiras. Achei o texto muitíssimo válido professor, já que o ouvi nos contar a verdadeira vertente durante a aula e aqui pude compreender a diversidade morfológica entre andorinhas e andorinhões e o porque de serem tão confundidas. Acredito que a cena de se presenciar o habitat desses animais deve ser esplêndido e difícil de ser esquecido.

  52. Texto ótimo Prof. Marcos. Lendo o texto fico a imaginar o quão fascinante é apreciar a bela visão que a natureza nos proporciona. De fato há muita confusão entre estas aves, é bem visto, no texto que são distintas em muitos pontos. Esta convergência evolutiva é vista não somente em alguns grupos de aves, mas em muitos outros vertebrados. Por isso ressalto que é muito importante saber esta diferenças para que não se cometa equívocos. Parabéns.

  53. Mais uma vez a biologia corrigindo o dito popular. Adorei saber as diferenças das andorinhas e andorinhões, na próxima vez que for a uma cachoeira dos andorinhões poderei fazer meu papel de bióloga e explicar aos amigos o nome certo! Espero ter a sorte de ver o mesmo espetáculo que descreveu no texto!

  54. Muito legal o passeio ser feito na sera do cipó que é de facil acesso e muito bonita por sinal e ter feito diversas observações e descobertas por alí. Como comentado em aula as andorinhas são confundidas com andorinhões apesar da evolução ser completamente distinta. Exemplos disso são o tamanho das penas primarias e secundárias, estruturas do esqueleto e pés.
    Através dessas divergências e algumas poucas semelhanças o estudo da árvore filogenética é bem detalhado e complexo. Depois de ler esse texto concordo com o fato de que haja mudança no nome das cachoeiras das andorinhas para cachoeira dos andorinhões.

  55. Cada vez mais percebo que a convergência evolutiva é algo extremamente comum, e isso nos faz acreditar em certas coisas durante toda uma vida para depois descobrirmos que não é nada do que pensávamos. O caso da cachoeira das andorinhas é bem interessante, até porque, mesmo sabendo agora que se trata, na verdade, de andorinhões, não dá para mudar toda uma “crença” popular. O texto ressalta perfeitamente as diferenças existentes entre andorinhas e andorinhões, mas para um observador leigo é quase impossível notar alguma diferença entre essas duas aves.

  56. Esse texto é mais um exemplo de como a convergência evolutiva precisa ser respeitada e minuciosamente observada. Como você havia comentado em sala professor Marcos, equívocos como esse, de muitas vezes confundirmos andorinhões com andorinhas são comuns. E o mais impressionante é que, apesar de o mal entendio já ter sido desfeito, a tradição de chamar essas tais cachoeiras de “cachoeiras das andorinhas” ainda vai perdurar por muito tempo, devido a um aspecto tradicional e regional desses lugares. Porém é muito bom conhecer um pouco sobre os aspectos que diferenciam essas espécies tão aparentadas morfologicamente e tão distintas geneticamente.

  57. Devemos realmente mudar os nomes dessas cachoeiras, apesar das semelhanças entre andorinhas e andorinhões, há diferenças relevantes, como as penas primárias e secundárias das asas, o esqueleto e até mesmo taxonomicamente essas aves são distintas. Então vamos dar o nome das cachoeiras a quem é de direito.

  58. Belo texto professor, muito interessante as diferenças entre as duas espécies citadas e como algumas semelhanças fazem com que estas sejam confundidas nas cachoeiras.

  59. Excelente, valeu por uma aula!

  60. Texto excelente que nos proporciona uma análise das semelhanças e principalmente das diferenças entre essas duas espécies, sendo que as semelhanças são “frutos” da convergência evolutiva. Como é interessante perceber que andorinhões e andorinhas têm histórias evolutivas completamente distintas mas pelo modo de vida igual desenvolvem estruturas semelhantes e, assim, acabam por serem confundidos.

  61. Muita das vezes, por falta de um conhecimento científico, classificamos de maneira errada alguns animais e acabamos passando essas informações adiante. Por isso a importância de conhecer e estudar as características morfológicas e evolutivas dos animais, com isso biólogos e outros profissionais que trabalham na área ambiental, possam incentivar a educação ambiental nas comunidades e regiões localizadas próximas as áreas de preservação, para que informações corretas possam ser passadas para visitantes e outros. Professor o texto é muito legal, através de informações evolutivas e diferenças morfológicas, podemos diferenciar essas duas aves que “aparentemente” são iguais e não são, o que fez o guia turístico pensar que andorinhões fossem andorinhas e o erro do nome da cachoeira.

  62. Andorinhas e Andorinhões são realmente bem diferentes! Só mesmo o fato de serem observados apenas de grandes distâncias e sem um equipamento apropriado, como um binóculo, para explicar a confusão, porque de perto, realmente não dá para confundi-los. A morfologia interna e externa dessas espécies é de fato bem diferente! Mais uma vez a convergência evolutiva pregando peças!

  63. Mais uma vez a convergência evolutiva atuando. Já fui em algumas cachoeiras das andorinhas pelo Brasil, entretanto, não tive o prazer de encontrar andorinhões. Muito legal saber o que os diferencia para evitar futuras identificações errôneas.

  64. Super interessante o texto, que vem novamente me surpreender em alguns aspectos: o primeiro é o fato de andorinhas e andorinhões serem espécies tão parecidas e no entanto não terem parentesco próximo; o segundo e o fato do texto ter me transportando ao locar e me fazer ter a sensação de esta vendo tudo ocorrer no exato momento. Os textos escritos por você tem me dado essa sensação e confesso que são muito boas.

  65. A cachoeira das andorinhas, na verdade é a cachoeira dos andorinhões! Mas uma vez, vemos como a morfologia das aves podem causar confusão. Como podemos perceber nesse texto é que há diferenças morfológicas consideráveis entre esses dois grupos, inclusive a questão da disposições de seus dígitos, que permite aos andorinhões se firmarem nas cachoeiras. Muito interessante o texto professor!

  66. Texto muito esclarecedor! Estamos fazendo muita injustiça com os andorinhões. Deveríamos mudar todos os nomes das “cachoeira das andorinhas” para “cachoeira dos andorinhões”! Também gostei muito da explicação sobre convergência evolutiva, para mim, não tinha ficado tão clara até então. Achei muito interessante a explicação das diferenças entre estas duas aves pelas análises morfológicas que, para um leigo, elas praticamente não existem.

  67. Sua narrativa tem o poder de nos transportar para o ambiente vivenciado e desejar viver o momento. Parabéns! O que me chamou a atenção neste texto e em paralelo com o texto O condor, o urubu e o abutre, foi como a Convergência adaptativa se faz presente em um grande número de seres. E isto não foi diferente quanto as andorinhas e andorinhões que para os leigos e até mesmo os entendidos são a mesma ave.

  68. Este texto me lembrou do senhor falando na aula: ” Essas aves da cachoeira das andorinhas, na realidade, não são andorinhas e sim andorinhões.” O texto deixa claro mostrando as diferenças entre as duas aves e mostra também mais uma vez a atuação da convergência evolutiva! Interessantíssimo!!!

  69. Devido a sua descrição, eu pude imaginar como deve ser magnífica a visão da “cachoeira dos andorinhões”. =)

  70. Confesso que como para o guia isso para mim também é uma surpresa, sempre acreditei que aquelas aves eram andorinhas.

  71. Excelente narrativa, e mais uma vez um belo exemplo de como a presença de alguns caracteres morfológicos iguais podem nos confundir.

  72. Gostei bastante da narrativa, permitiu imaginar e visualizar o cenário. Particularmente não conhecia sobre os andorinhões, ficou bem clara a diferença entre eles e as andorinhas. É interessante como duas espécies podem ser tão semelhantes e ao mesmo tempo tão diferentes, paradoxo explicado pela convergência evolutiva, logo a cachoeira das andorinhas é na verdade a cachoeira dos andorinhões! No de depender de mim os andorinhões nesse caso passarão a levar o devido crédito 🙂

  73. É muito interessante como a cultura popular se mistura com a ciência em certos momentos e em outros elas conflituam tanto!!

  74. Texto muito bom, super esclarecedor! E mais uma exemplo que nos mostra que a convergência evolutiva pode nos levar a fazer confusões, identificações erradas. Parabéns 🙂

  75. Gostei muito do texto, muito esclarecedor. Não conhecia as diferenças morfológicas entre os andorinhões e andorinhas, percebesse ai o processo de convergência evolutiva. O texto contribuiu para a construção do conhecimento correto e desmistificando os conhecimentos do senso comum.

  76. Mais uma prova de como a convergência evolutiva pode nos enganar. Adorei o texto, é de impressionar como aves tão parecidas têm ancestrais distantes. Parabéns pelo texto.

  77. Parabéns pelo texto. Impressionante como as andorinhas e andorinhões possuem muitas características morfológicas distintas mesmo se parecendo tanto. E deve ser muito bonito de se ver esses andorinhões descendo a coluna d’água.

  78. Muito interessante. Mais um caso de convergência evolutiva relacionando duas ordens bem distantes filogeneticementes.

  79. Imagino que seja muito difícil estudar os Andorinhões devido à rapidez do vôo e devido a esse abrigo nas cachoeiras, estou certa?

  80. Ótimo texto professor, eu só sabia das características das asas que diferenciam os dois grupos. Muito interessante!

  81. Primeiramente gostaria de parabeniza-lo pela narrativa, professor! Não somente deste mas também de outros textos que li. É papável ao leitor tudo o que foi vivenciado nas suas aventuras outdoor. Outra coisa que percebi nos seus textos foi o grande número de casos de convergência evolutiva entre as aves. Através da observação dessas convergências evolutivas é possível perceber como que o nicho influencia na morfologia e no comportamento dos animais, como no caso das andorinhas e dos andorinhões e dos urubus e abutres.

  82. Professor, diante de tal descrição da cachoeira das andorinhas, fica impossível não ficar ao menos curiosa para tal espetáculo. Gostaria de parabeniza-lo por tamanha riqueza de detalhes, não só nesse texto, mas em todos os outros que já li em seu blog. Assim, a leitura se torna agradável e convidativa. Assim como no texto “O condor, o urubu e o abutre”, a convergência evolutiva faz com que os leigos de confundam com tamanha semelhança e assim acreditam que essas aves sejam parentes evolutivas, o que não é verdadeiro.
    Achei seu texto de extrema relevância, já que a confusão entre andorinhas e andorinhões é frequente, apesar de que a cena na “cachoeira das andorinhas” seria igualmente paradisíaca tanto com andorinhas quanto com andorinhões.

  83. Mais uma vez vemos a convergência evolutiva confundindo as pessoas sobre a identidade das aves, como o senhor mesmo disse em uma aula, o número dois desenha todas as aves devido a uniformidade do grupo, e análises distantes podem trazer conclusões errôneas as pessoas comuns. Excelente texto, depois dessa descrição, não vejo a hora de contemplar a cachoeira, agora de modo mais correto, dos andorinhões

  84. Talvez a semelhança entre os nomes “Andorinhas” e “Andorinhões” nos induza a imaginar que estes animais pertençam à mesma espécie. Mas ao contrário do que parece, as semelhanças nada mais são do que convergência evolutiva. Vistos de longe são parecidos e fica difícil perceber que as diferenças estão, por exemplo, no tamanho das asas primárias, secundárias e retrizes, assim como na estrutura do esqueleto e no formato dos pés. Adorei!!!

  85. Duas aves tão parecidas e tão diferentes ao mesmo tempo. Mesmo que Passeriformes e Apodiformes sejam distantes filogeneticamente e que as ordens tenham diferenças morfológicas externas, é difícil separar um do outro só olhando de longe, principalmente para quem não tem acesso a esse tipo informação. Mas é bom saber que é possível diferencia-los apenas olhando asas e pés.

  86. Muito bom saber dessas diferenças, que parecem coisas pequenas, mas que na verdade diferenciam dois grupos, duas famílias distantes.
    Eu particularmente não conhecia os andorinhões, mas agora sei quem são e suas diferenças com as andorinhas.

  87. O texto é importante para esclarecer estas diferenças, como as penas primárias mais longas, secundárias curtas e úmero curto nos andorinhões, que são marcantes quando analisamos mais estas aves. Sempre pensei que eram andorinhas, porém são de grupos muito distantes (Apodiformes – andorinhões e Passeriformes – andorinhas) e que se trata novamente se mais um evento de convergência evolutiva.

  88. Muito legal o texto professor! Eu não conhecia este comportamento dos andorinhões. Também não sabia que existia diferença entre andorinhas e andorinhões. Muito legal pensar que essas aves conseguem ficar presas nos paredões!!

  89. Desconhecia a existência dos andorinhões. Criaturas de ordens diferentes sendo chamadas pelo mesmo nome, cada vez que passa vejo que isso acontece mais que imaginava. O próprio fato das aves avistadas na cachoeira terem se agarrado as pedras é uma dica de sua identidade, muito legal.

  90. Texto de muitas informações novas pra mim. Nunca tinha ouvido falar da cachoeira das andorinhas nem sabia da existência dos andorinhões. Agora sei que posso conhecer os dois ao mesmo tempo na cachoeira.

  91. Muito bom o texto Marcos! Eu particularmente não tinha conhecimento sobre as “cahoeiras das andorinhas”, me despertou uma curiosidade em conhecer e claro conhecer de perto essas aves que na verdade são andorinhões. O jeito como salientou as diferenças entre essas duas aves foi de forma clara e muito bem escrito, uma vez que muita gente confunde as duas! Parabéns pelo texto.

  92. Ótima leitura. Já ouvi falar de algumas “cachoeiras das andorinhas” mas não imaginava que na verdade são andorinhões. Depois dessa sensibilidade e riqueza de detalhes na descrição desse fenômeno é impossível não interessar-me em conhecer essa cachoeira. São aves semelhantes, que sofreram convergência evolutiva mas ao mesmo tempo são bem distintas.
    Mais uma vez lhe parabenizo pelo excelente texto.

  93. Muito interessante saber que diversos grupos de aves apresentam convergência evolutiva. Não sabia que andorinhas e andorinhões eram grupos tão distintos. O texto continua seguindo um padrão muito interessante de leitura.

  94. Marcos seu texto e seu blog são Ótimos… este texto me levou a imaginar um fato científico como se fosse uma história de um livro de aventuras, no acaso “Aventuras de uma excursão”… esses textos que o senhor descreve para mim tem um nome “Didáticos” (são extremamente didatátcos), através de uma aventura literária agora sei que a semelhança entre as Andorinhas e os Andrilhões não passam de uma mera Convergência evolutiva.

  95. Belo texto, Marcos! Um dos maiores espetáculos naturais que já vi foi no cume do pico do Inficionado, no Caraça, em novembro. Milhares de andorinhões sobrevoando os afloramentos rochosos. Mas, lá não tem cachoeira, somente fendas muito profundas, úmidas pela condensação nebular.

  96. Muito bacana. Nos faz refletir como um olhar superficial pode nos fazer pensar em algo totalmente diferente daquilo que realmente é. Olhando com afinco, vemos como os grupos são tão diferentes e tão distantes, filogeneticamente falando. Otimo texto!

  97. A convergência evolutiva em aves principalmente pode ser desafiadora para olhos não treinados distinguirem entre as espécies.

    A estrutura padrão das aves especializadas no vôo dificulta em muito esse discernimento.

    Uma análise muito esclarecedora, certamente.

    Parabéns professor!

  98. Muitas vezes na biologia deparamos com animais e plantas conhecidos com nomes populares, que na verdade não são exatamente o que se pensava. Mas o contrário também ocorre com bastante frequência, descobre-se que indivíduos diferentes são na verdade da mesma espécie devido ao conhecimento popular. Penso que o ideal é juntar o conhecimento popular ao científico para se chegar a um consenso “mais correto” sobre os seres, e não cair em confusões como essa entre andorinhas e andorinhões.

  99. A cada texto lido, vejo o quão diverso é o universo das aves. Como de costume, sempre nomeamos as aves de acordo com suas características físicas e generalizamos a maioria das especies, me sinto lisonjeada em ter o privilegio de ter acesso a seus textos inteligentes e explicativos, mais um exemplo de andorinhas e andorinhões.

  100. Mais uma aula sobre evolução e convergência adaptativa. Sempre achei que andorinhões e andorinhas pertenciam ao mesmo grupo. Ainda mais por serem tão conhecidos pela populações em geral. O Cipó é realmente um paraíso para observações interessantes!

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