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Vida outdoor, Ornitologia, Literatura Selvagem

A tempestade e o andorinhão que jamais pousa

As tardes do final de novembro são intensamente quentes e abafadas. Meu termômetro pendurado na varanda marca os 33 graus. Ignoro propositalmente o higrômetro.

Neste momento sinto que algo está no ar.

O andorinhão-do-temporal1 me avisa sobre a tempestade. Eles aparecem em grupos não coesos de poucos indivíduos, sobrevoam alto, dão rasantes pérfidos, fazem manobras rápidas, vocalizam um trinado de notas curtas e metálicas. Em poucos minutos são dezenas de andorinhões. Todos vindos da mesma direção, o sul.

Uma espessa e pesada nuvem cinza aponta vinda do sul.

Aqui não há moita nem arbusto que me abrigue do mau tempo e está para rebentar uma tempestade. Ouço-a cantando no vento. Além, aquela nuvem negra, enorme, parece um odre prestes a despejar o seu líquido. Se trovejar como antes, não sei onde poderei esconder a minha cabeça. E está-se mesmo a ver que aquela nuvem vai despejar água aos potes. O que temos aqui? Um homem ou um peixe? Vivo ou morto? (Trínculo, em “A tempestade” de Shakespeare)2.

Nem peixe, nem homem! Os andorinhões não precisam de moitas ou arbustos para abrigá-los. Os andorinhões, como o personagem Próspero, de Shakespeare, amam a tempestade.

No final da primavera do hemisfério sul, quando as condições atmosféricas tornam-se propícias para a formação destas tormentas, os andorinhões viajam por centenas, talvez milhares de quilômetros, as procurando e as seguindo sempre na linha de frente das nuvens mais pesadas. É ali que se refestelam de cupins e formigas aladas e outros insetos e aracnídeos perdidos no plâncton aéreo, levantados pelos fortes ventos da tempestade que se aproxima.

Tate; (c) Tate; Supplied by The Public Catalogue Foundation

Figura 1. “Um pequeno barco está no meio de uma tempestade e luta para se manter à superfície. O mar, a neve e a fumaça do motor do barco foram sugados por um turbilhão de vento fustigante e vagalhões” [O livro da Arte – Martins Fontes]. “A tempestade de neve’ de William Turner (Quadro de 1842, hoje exposto na Galeria Tate de Londres; Fonte: Wikipédia).

Os biólogos têm reivindicado por várias décadas que andorinhões permanecem voando a maior parte da sua vida, praticamente pousando apenas durante os dias em que estão com seus ninhos ativos. Essa ideia vem de observações feitas por radares de aeroportos que detectaram bandos de andorinhões planando durante toda a noite nos céus da Europa. Entretanto, até recentemente não existiam dados disponíveis irrefutáveis confirmando tais voos de longa duração.

Mas agora parece que esse mistério está sendo solucionado3. Quanto tempo os andorinhões permanecem voando?

Baden é o nome de um pequeno vilarejo de 16 mil habitantes, situado no cantão da Argóvia, na idílica Suíça, entre a Basiléia e Zurique. O burgo beija as margens florestadas do rio Limago que desce das montanhas que o circunda trazendo sua água cristalina e gelada. Carvalhos, pinheiros, amieiros, bétulas e bordos de folhas verdes é a cor do verão. Casas em enxaimel da tradição germânica e seus íngremes telhados, ruelas alcantiladas e estreitas onde só pedestres circulam, bares e cafés charmosos, pequenos museus, um castelo e uma torre medieval com o inexorável relógio de ponteiros dourados (Figura 2). No verão, a paisagem verde e doce tem seu silêncio cortado apenas pelos gritos dos andorinhões-alpinos ou andorinhão-real4. Estas aves aprenderam a fazer seus ninhos sobre os telhados das casas e passam ali o curto verão se reproduzindo (Figura 3).

Figura 2. Baden, na Suíça, durante o silencioso verão (a) e (b) fonte Wikipedia; (c) fonte: http://images.gadmin.st.s3.amazonaws.com/n26177/images/buehne/stadtturm.jpg; (d) fonte: https://theswissrock.files.wordpress.com/2012/07/baden-switzerland-by-world-beauty-4.jpg.

Figura 2. Baden, na Suíça, durante o silencioso verão (a) e (b) fonte Wikipedia; (c) fonte: http://images.gadmin.st.s3.amazonaws.com/n26177/images/buehne/stadtturm.jpg; (d) fonte: https://theswissrock.files.wordpress.com/2012/07/baden-switzerland-by-world-beauty-4.jpg.

Figura 3. O andorinhão-do-temporal, o andorinhão-real e o andorinhão-preto (Fonte: Wikipédia).

Figura 3. O andorinhão-do-temporal, o andorinhão-real e o andorinhão-preto (Fonte: Wikipédia).

Quando chega o final do verão, em agosto, estes andorinhões e seus filhotes agora já crescidos desaparecem. Os céus de Baden se tornam inóspitos, o céu se acinzenta, a floresta perde suas folhas, o silêncio é interrompido pelos ventos uivantes, as chuvas geladas se transformam em neve, a neve se transforma em frio ameaçador. Os andorinhões e centenas de outras espécies de animais simplesmente desaparecem. Para onde voam os andorinhões? (Figura 4).

Figura 4. Baden no inverno (fonte: http://www.myswitzerland.com/en-us/baden.html )

Figura 4. Baden no inverno (fonte: http://www.myswitzerland.com/en-us/baden.html )

Uma equipe de biólogos e engenheiros suíços capturou seis andorinhões-reais que nidificavam sobre as telhas das casas de Baden. Cada uma das aves foi equipada com minúsculos aparelhos conhecidos pelo nome de data loggers, que são sensores capazes de registrar sua posição geográfica, a data e a hora e a frequência do movimento de suas asas (capazes de medir a velocidade) (Figura 5).

Figura 5. Um exemplo de data logger que é colocado sobre as costas das aves (fonte: http://www.vogelwarte.ch/telemetrie-projekt.html )

Figura 5. Um exemplo de data logger que é colocado sobre as costas das aves (fonte: http://www.vogelwarte.ch/telemetrie-projekt.html )

Após o seu regresso ao local de reprodução, no ano seguinte, três das seis aves foram recapturadas em seus antigos ninhos dos telhados de Baden. Com base nos dados armazenados, pode-se reconstruir os movimentos dessas aves durante o período não reprodutivo (Figura 6). Além disso, foi possível conhecer o padrão de atividade das aves, se estavam voando, a que velocidade e a que horas do dia.

Figura 6. Rota migratória do andorinhão-real que nidifica na Suíça (ponto preto e foto acima a direita) e passa o ‘inverno’ no sudoeste africano, nos céus das escarpas de Bandiagara, em Mali (foto abaixo a direita). Cada cor representa um indivíduo.

Figura 6. Rota migratória do andorinhão-real que nidifica na Suíça (ponto preto e foto acima a direita) e passa o ‘inverno’ no sudoeste africano, nos céus das escarpas de Bandiagara, em Mali (foto abaixo a direita). Cada cor representa um indivíduo.

Para onde foram os andorinhões-reais?

Deserto do Saara. O maior deserto do planeta cobre nada menos que 9,5 milhões de quilômetros quadrados de dunas de areia e cadeias de montanhas de rocha nua. Temperaturas acima dos 40 graus, nenhuma vegetação e precipitação inexistente. O desolamento o torna um dos lugares mais inóspitos do planeta, para qualquer ser vivo. Os andorinhões-reais o atravessam voando, apenas com o auxílio de suas asas, músculos peitorais e a ajuda das correntes de convecção formadas pelos ventos quentes.

Mali é um país situado no sudoeste africano, em pleno ecossistema de transição entre o mítico deserto do Saara e a savana da região do Sudão: é a semi-árida região do Sahel, uma longa planície de estepes (extensos campos arenosos onde crescem apenas gramíneas) que corta a África de leste a oeste. O Sahel é caracterizado por um clima hostil, eternamente quente, sem sombras e com um horizonte infinito. É neste lugar desolado, ao longo do rio Níger que surgem as misteriosas falésias de Bandiagara. Essas falésias de arenito se elevam a cerca de 500 metros acima da planície seca e arenosa. Ela tem um comprimento de 150 km. Ali vive o povo Dogon, exímios astrônomos, artesões e caçadores que habitam em casas feitas de argila penduradas sobre as escarpas (Figura 7).

O rio Níger inunda anualmente, de outubro a maio, e devido a uma inclinação contrária do terreno forma um extenso delta dentro do continente. Este estranho delta, quando inundado, enche de vida os arredores semiáridos. É ali que alguns andorinhões-reais passam seus ‘invernos’, aproveitando-se da colossal oferta de insetos alados que cortam os céus de Bandiagara.

Figura 7. Acima, trajes de manifestações festivas do povo Dogon, vilarejo Dogon, uma caçador Dogon e escultura em terracota. Abaixo as falésias de Bandiagara na República do Mali e arredores (as estepes do Sahel), onde os andorinhões costumam passar o ‘inverno’. (Fonte: Wikipédia).

Figura 7. Acima, trajes de manifestações festivas do povo Dogon, vilarejo Dogon, um caçador Dogon e escultura em terracota. Abaixo as falésias de Bandiagara na República do Mali e arredores (as estepes do Sahel), onde os andorinhões costumam passar o ‘inverno’. (Fonte: Wikipédia).

Os minúsculos sensores confirmaram o paradeiro de ‘inverno’ dos andorinhões-reais nos céus da África Ocidental. A viagem também inclui uma pequena temporada no norte da África (Marrocos e Tunísia) e uma temporada no sul da Espanha ou um ‘cruzeiro’ pelo Mediterrâneo pela costa da Sardenha. Quem de nós não gostaria de fazer esse passeio durante as férias?

Foi possível saber também que durante a estadia nos céus de Bandiagara a atividade de bater as asas era bem menor a noite do que de dia. Os três andorinhões estudados tiveram um aumento da atividade de voo por volta do amanhecer e entardecer. Estes dados corroboram os registros dos radares que mostraram que o andorinhão-preto5 faz longos voos planados sem bater as asas durante a noite, o que os biólogos chamam de ‘voos de descanso’. Assim, o voo de descanso é caracterizado por longos intervalos de planeio (com quase zero de atividade) e posição estável. Os sensores mostraram que essas aves permanecem em voo por pelo menos seis meses seguidos!

Mas afinal como essas aves dormem?

Durante muitas décadas, os neurocientistas consideraram o sono como uma necessidade inevitável para restaurar algumas das funções fisiológicas do cérebro. Em andorinhões-reais parece não existir necessidade para esta inatividade física.

Uma das possibilidades é de que os andorinhões utilizam o sono de ondas lentas (sono profundo onde no eletroencefalograma aparecem frequências de ondas mais lentas), utilizando apenas um hemisfério do cérebro, como os golfinhos.

A tempestade

A tempestade avança, chega até meu jardim, levantando folhas, arrancando galhos, derrubando vasos, deslocando telhas. O vento assobia pelos quatro cantos da casa. Relâmpagos iluminam a tarde escurecida pela nuvem catatônica. Estrondos de trovões fazem as janelas de vidro tremular. Ela passa despejando mega litros de água em poucos minutos, suficientes para que córregos intermitentes corram por entre os caminhos naturais do gramado. A tempestade dura poucos minutos.

Após o dilúvio parece que a catarse foi realizada. Revejo os andorinhões-do-temporal com seus voos rasantes e seus piados agudos, como se nada tivesse acontecido.

Na última passagem de “A tempestade”, Alonso, rei de Nápoles, expõe a Próspero que anseia por ouvir sua história. Próspero responde2:

Contá-la-ei toda,

E prometo-vos mares calmos, ventos de feição,

E viagem tão rápida, que apanharemos

A vossa frota real – meu Áriel, pintainho,

Deixo isso ao teu cuidado. Sê livre

Como os elementos. Adeus – entrai, senhores.

 

Para saber mais

1- Chaetura meridionalis é o nome científico do andorinhão-do-temporal.

2- A tempestade, de William Shakespeare, tradução de Fátima Vieira.

3- Liechti, W. Witvliet, R. Weber & E. Bachler. 2014. First evidence of a 200-day non-stop flight in a bird. Nature Communications 4: 2554/DOI: 10.1038/ncomms3554.

4- Tachymarptis melba é o nome científico do andorinhão-real.

5- Apus apus é o nome científico do andorinhão-preto.

68 Comentários

  1. Marquinhos, parabéns novamente pelo excelente artigo!É admirável perceber como voce consegue retratar um assunto cheio de detalhes minuciosos e deixá-lo sempre agradável!! Você é um cientista poeta!!Me dá prazer ler os sues artigos!Hoje viajei com os andorinhões que realmente tem uma rota de viagem muito atraente!!É legal saber que ao observá-los nem precisamos mais consultar o climatempo!! rsrs, adorei!” Parabéns, bjs!!

    • Obrigado Verônica. Abç.

  2. Os seus artigos estão cada dia melhores! Adorei a leitura!

    • Obrigado Marina.

  3. Fascinante! Será que ainda dá tempo de tornar-me ornitóloga? rsrs Parabéns pelos seus textos! São incríveis!

    • Luciana, obrigado. Dá tempo sim… rsrsrsr

  4. Marcos, como sempre a leitura dos seus textos são como um estado de meditação para mim. Em alguns minutos sou abstraída da minha rotina e levada para bem longe, quando retorno fico leve e com a sensação de estar mais rica, com mais vida.

    • Obrigado Cintya, e que bom que alguém que não é cientista possa entender e viajar com o texto. Abç.

  5. Marcos….lindíssimo texto, você se superou!!! Ifformação muito interessante e descrição cantada, ainda mais!!!

    • Obrigado, seu elogio é uma honra.

  6. Muito bom Marcos, viajei na leitura. Foi como um “lá e de volta outra vez” rsrs. Estou passando para meus alunos lerem também!

  7. Eu também viajei com esses andorinhões lendo esse artigo. Está lindo! Seu texto é muito cativante e tras mesmo uma sensação agradável quando se lê. Estou cursando o primeiro semestre de biologia, e ornitologia é uma área que muito me interessa. Espero poder um dia escrever artigos tão bons quanto esse. =)

    • Obrigado Giovanna. Espero continuar escrevendo também e boa sorte na sua graduação. 😉

  8. Ótimo artigo, adorei as citações de Shakespeare! Muito interessante o mecanismo dos andorinhões de usarem somente metade do cérebro durante o “voo de descanso”, como os golfinhos. Deste modo, eles não precisam pousar para dormir, podendo manter a integridade das funções fisiológicas do cérebro e ao mesmo tempo se manterem a salvo de possíveis predadores, uma vez que se mantêm no ar.
    Interessante também a rota de migração utilizada por esses animais, que ficam na Europa durante uma parte do ano e, quando o inverno chega, migram para uma região que é sempre quente, o norte da África, e onde podem encontrar alimento em abundância.
    Fiquei intrigada com a relação dos andorinhões com as tempestades. Essa relação se deve à busca por alimento: “É ali que se refestelam de cupins e formigas aladas e outros insetos e aracnídeos perdidos no plâncton aéreo, levantados pelos fortes ventos da tempestade que se aproxima”, o que me faz pensar em como essa relação surgiu e como evoluiu. E foi uma novidade para mim saber que as tempestades tem essa capacidade de reunir artrópodes, que desta maneira viram presas fáceis para as aves.

    • Olá Luiza, é isso mesmo, muitas espécies se aproveitam dos insetos levantados pela linha de frente dos ventos de uma tempestade. Outros também se aproveitam de insetos, artrópodes e até vertebrados fugindo do fogo.

  9. Apreciei bastante a descrição dessas paisagens europeias, bastante similares ao que eu vi na Escócia. Vivi um ano nesse ambiente apaixonante e pude ver em primeira mão esse fenômeno do desaparecimento dos pássaros migratórios durante o inverno. Como cheguei durante o outono as únicas aves que eu encontrava eram corvos, alguns pombos e muitas, muitas gaivotas. Apenas quando a primavera chegou que pude ver a verdadeira diversidade dos pássaros escoceses. Foi como se eles tivessem surgido do nada, da noite pro dia eu passei a ver “robins”, diversos pássaros coloridos e um lindo e pequenino pássaro preto e branco (tao atrevido quanto um pombo) que passou a ser bastante comum na cidade onde eu morava. Infelizmente não tenho fotos deles para sua identificação.

  10. 6 meses de voo! Que criaturas impressionantes! São talvez equiparáveis aos primeiros tetrápodas não aminióticos se observamos a mudança de habitat. Enquanto uns conquistaram o meio terrestre, os outros conquistaram o meio aéreo, e neste vivem todo o tempo. Mas para a reprodução, isto é, para originar vida, é preciso voltar as origens…

  11. Muito interessante a trajetória dos andorinhões, sabem bem onde ir..
    Uma dúvida, o “voo de descanso” é o torpor?

    • Boa pergunta. Acho que ainda não sabemos se a ave entra em torpor durante este vôo.

  12. Como sempre muito bom o seu trabalho Marcos! Ao mesmo tempo em que desperta curiosidade você apresenta informações consistentes e de fácil assimilação (uma leitura viável a todo público). Na minha terra as pessoas sempre assimilam a presença de andorinhões com chuva, e assim que eles aparecem no céu já comemoram a chegada da chuva para iniciar as atividades agrícolas.

  13. Ótima leitura, me senti lendo uma obra literária ao invés de um artigo, e que pesquisa interessante, aves em voo durante 6 meses seguidos é fascinante.

  14. Que lugar incrível! Belíssima paisagem. E mais incrível ainda é a capacidade de voar por um longo período de tempo que os andorinhões possuem.Como aves que vôam por um longo período de tempo dormem sempre foi intrigante para mim. Esse tipo de rastreamento exemplifica bem a importância do vôo de longas distâncias para aves migratórias. Outro fator que me chamou a atenção foi a capacidade dessas aves de viverem em ambientes tão díspares. Parabéns pelo texto leve, poético e didático.

  15. Lembro que na minha infância minha mãe sempre associava a presença dos andorinhoes no céu com a chegada de chuva. Sempre que começavam a aparecer os andorinhoes era hora de tirar a roupa do varal e fechar a casa rsrs.É incrivel poder entender o porque dessa relação agora.

  16. Que texto maravilhoso, sem contar a riqueza de informações e fotos sobre o local e o povo.

  17. Esses pássaros habitam dois lugares completamente diferentes no decorrer de um ano. Eles mudam de casa, de paisagem, conhecem duas culturas completamente diferentes: africana e europeia; atravessam fronteiras sem nenhuma alfândega pois possuem o céu. O vasto e livre céu azul. É por isso que, quando tristes o que mais desejamos é sermos pássaros e possuirmos asas, sabe-se lá onde poderíamos chegar.
    Desculpe a poesia. Mas não pude segurar.

  18. Que texto maravilhoso!. Professor enquanto eu lia eu voava com os andorinhões, mas quando cheguei ao deserto do Saara fiquei desesperada, pois não via nada que pudesse sustentar a minha vida ali, no entanto para a minha surpresa, depois de voar algum tempo, chegamos ao local do nosso banquete, o delta do rio Niger. Agora não estava mais sozinha, havia milhares de andorinhões comigo que me orientavam no local, mas de repente eu acordei e tudo fora apenas um sonho.
    Eu tenho uma dúvida: Quais são as funções do cérebro que permanecem ativas durante o sono de ondas lentas no andorinhões? Por exemplo, caso um predador os atacassem durante esta fase.

    • Lindiomar, boa pergunta.

  19. Adorei o texto Professor Marcos! Andorinhões são criaturas realmente fascinantes! Não sabia tantos detalhes a respeito de seu modo de vida e fiquei maravilhada em perceber como uma espécie de ave consegue reunir tantas características que favorecem sua vida e adaptação em diversos ambientes. O habitat de vida destas aves despertou o meu interesse e curiosidade, e agora quero saber mais a respeito delas.

  20. 6 meses em voo! Isso é incrível!! Estou tentando imaginar quais os cenários anteriores que levaram a seleção desses caracteres. E as imagens colocadas ao decorrer do texto fizeram minha imaginação ir mais longe ainda. Adorei ler esse texto e ficarei mais atenta aos céus em época de chuva.

  21. De longe a melhor leitura que fiz nesse blog, até o momento. Ao fim do texto me encontrei encantada com os andorinhões e com a tecnologia do data logger. É incrível como um aparelho tão pequeno, ao ser colocado nas costas das aves, pode detectar com tamanha precisão os percursos realizados pelas mesmas. Mais incrível ainda é se deparar com uma ave que habita ambientes tão diversos ao longe de sua vida e, principalmente, sua capacidade de voar por tanto tempo. Estou fascinada também com o modo como essas aves dormem.
    Mais uma vez, parabéns.

  22. Ótimo texto Marcos. Não tinha conhecimento de que os andorinhões podiam voar por tanto tempo em ambientes tão adversos e distintos. Realmente, são animais impressionantes e que merecem nosso respeito. Gostaria de saber mais a respeito do funcionamento do cérebro quando passam longos períodos voando…

  23. Conhecer a história de vida desses pássaros é viajar! Parabéns,e obrigada por compartilhar esse conhecimento.

  24. Professor, gostei muito do texto, muito interessante o estilo de vida dos andorinhões,como conseguem viver em dois ambientes totalmente diferentes, sua capacidade de voar por um período longo de tempo, sem dormir, apenas usando o sono de ondas lentas por pouco tempo e plainando um pouco durante a noite. São animais fantásticos, a medida que leio os textos, por um breve momento fico imaginando todas essas situações. Parabéns!

  25. Muito bom o texto. É encantador a forma em como é narrada a história de vida destes animais. É supreendente como estas aves conseguem permanecer seis meses seguidos voando nos céus, a adapatção para este modo de vida, possivelmente deva ter algum recurso atrativo a mais, para que consigam se manter firmes aos ares.

  26. Viajei junto dos andorinhões durante a leitura! Juntamente com essas belas imagens que acompanham o texto, fiquei a imaginar como/qual seria a sensação de presenciar a cheia do Rio Níger, a transformação da paisagem semi-árida, as tradições do povo Dogon… Atiçou ainda mais minha curiosidade acerca do comportamento dessas espécies e também acerca das surpresas do continente africano! Além disso, a intertextualidade com “A Tempestade” de Shakespeare tornou ainda mais real a adrenalina de se estar frente uma grande tempestade! Parabéns!!

  27. Muito interessante o texto, fiquei pensando sobre a alimentaçao dessas aves durante a migraçao em lugares com recurso limitado como no deserto do Saara, elas precisam manter um minimo de alimentaçao para pelo menos sustentar o voo, certo?
    Muito bacana os materiais usados para o estudo, essas aves tem fidelidade ao ninho?

  28. Como os andorinhões são aves fascinantes, essa capacidade de voar durante 6 meses é algo que realmente fascina e, além disso, o vôos de descanso e essa possibilidade de utilizarem o sono de ondas lentas, os torna ainda mais interessantes. Que a extinção não seja capaz de eliminar tamanha beleza, que os andorinhões sejam preservados e permaneçam com seus vôos, ou melhor, viagens de longos meses!

  29. Professor, não tem como começar a ler os seus textos e não adentrar na história descrita. Desta vez me imaginei voando sem parar assim como estes andorinhões, sentindo o prazer da liberdade, sem preocupações desta nossa realidade humana.

  30. Os artigos deveriam ser escritos dessa forma, muito mais agradável de ler. Os andorinhões são incríveis! 6 meses de voo, quem poderia imaginar?! Parabéns

  31. Os andorinhões são criaturas incríveis! Além de lindas aves,conseguem voar por longas distâncias, e para isso possuem a capacidade de planar durante meses e utilizam um hemisfério do cérebro para um sono de ondas lentas! Adorei a leitura!

  32. Não sei o que mais me fascinou nesse texto; se é a colocação de informações tão importantes e interessantes de uma forma tão poética e agradável de se ler, ou a interessante vida dos andorinhões que possuem uma grande capacidade de voo e um interessantíssimo mecanismo para o sono. Adorei demais a leitura desse texto.

  33. Bem interessante o texto, incrível a capacidade dos andorinhão voarem sem pouso por tanto tempo, é realmente fascinante como funciona sua fisiologia, como seu corpo permanece ativo o tempo todo e que sua forma de descanso é apenas diminuindo a atividade de apenas um hemisfério cerebral, ou seja, eles estão sempre ativos.

  34. Excelente texto Professor Marcos. Desconhecia que os andorinhões podiam voar por tão longo período de tempo e em locais tão diferentes.

  35. Texto muito interessante, as citações de Shakespeare trazem uma imersão muito agradável ao universo das tempestades, onde insetos levados pelos ventos viram presas fáceis para as aves. E com certeza as aves serviam de orientação para alertar sobre tempestades em tempos que não existia a “previsão do tempo”.
    A fisiologia dos andorinhões é incrível, como conseguem fazer vôos, na verdade, viagens, de até 6 meses sem parar. A migração deles é baseada na busca pelo alimento, e o rastreamento dos andorinhões chama a atenção pela disparidade de ambientes em que é capaz de viver.

  36. Muito interessante esse voo prolongado dos andorinhões. Esse texto me fez lembrar a relação que minha avó sempre fazia da presença deles com a chegada de chuva.

  37. As citações de Shakespeare sempre cheias de poesias e retóricas, foram muito bem colocadas no seu, como sempre, interessante texto. Desta vez, contando a longa jornada intercontinental dos andorinhões-do-temporal que, devido a sua fisiologia, conseguem a façanha que pouca aves fazem, que é ficar muito tempo em voo de descanso. É muito bom saber que os cientistas aproveitam o avanço da tecnologia para acabar com dúvidas, desvendar mistérios e confirmar hipóteses que acercam estas maravilhosas formas de vida que são as aves.

  38. Interessante a capacidade fisiológica e metabólica dos andorinhões de se manterem por longos períodos voando e de sua capacidade de habitar ambientes diferentes e de condições extremas. Parabéns pelo texto.

  39. Impressionante a capacidade de permanência em voo dessas aves, me lembrei dos Albatrozes, que são aves também capazes de ficar por longos tempos em voo. Não sabia que os Andorinhões podiam ficar esse tempo todo sem vir em terra. Muito legal o texto.

  40. É incrível como informações científicas casadas com literatura e poesia ficam muito mais prazerosas do que os costumeiros artigos científicos. É como se eu pudesse “entrar no texto” e ver cada momento, cada detalhe. Além disso, as citações de Shakespeare foram muito bem colocadas, deixando o texto ainda mais atraente.

  41. Impressionante como os andorihões conseguem voar por longas distâncias e por longo tempo (atravessar todo o shaara). Muito interessante também a relação dos andorinhões e as tempestades, muita comida sendo levada pelo vento.

  42. Ótimo texto!Quanta leveza na leitura, muito didático.Estou surpresa com tamanha capacidade de vôo dos Andorinhões!

  43. Nossa impressionante a capacidade de vôo dos Andorinhões…e como podem descansar voando?

  44. É até dificil imaginar como o andorinhão consegue voar por tanto tempo sem sequer pousar um pouco para descansar. A atividade corporal desta ave é incrível. Fiquei espantada ao descobrir que a forma utilizada para o descanso se baseia na diminuição da atividade de um hemisfério cerebral, o que significa que mesmo assim eles continuam ativos!!

  45. Umas férias como as dessas aves seriam ótimas!

  46. Professor, sempre achei muito interessante o trabalho que é feito com as aves com os aparelhos que dão aos pesquisadores a posição e algumas condições desses animais !A exemplo o data loggers.vIncrível ver que são sensores que podem medir até a frequência do movimento de suas asas. Esse tipo de equipamento é muito caro ? É muito utilizado no Brasil ?

  47. Professor, o texto foi muito bem ilustrado e bem escrito. As imagens facilitam e clareiam as ideias expostas no textos, fazendo com que entendamos melhor o que está sendo falado. Os andorinhões são aves extremamente curiosas por terem tantas peculiaridades. Os habitos dessas aves foi abordado de forma bem interessante e desperta curiosidade do leitor.

  48. Excelente texto! Esse é um assunto super curioso, é incrível como eles conseguem voar ininterruptamente por tanto tempo! O que eu percebo é que geralmente temos uma visão tão antropocêntrica que quando nos deparamos com características tão inusitadas como essas ficamos admirados (bom… pelo menos eu fico!)

  49. Que legal, aves que voam tanto tempo. O que estou gostando muito dos textos é conhecer a parte prática, ou seja, quais os experimentos e tecnologias usadas pelos ornitólogos para responder à questões interessantes como essa.

  50. Incrível como que os andorinhões passam tanto tempo voando, queria ter a capacidade deles de não precisar dormir também kkkk. Excelente texto professor, fiquei encantado com as imagens selecionadas, que inveja dessas aves, não tinha rumo melhor para migração. Professor, existe alguma hipótese do porque que eles selecionam Bandiagara para sua migração?

  51. Muito bom o texto! Eu ainda fico perplexa diante da enorme capacidade de certas aves voarem longas distâncias, eles passam por ambiente tão diferenciados, é incrível. Parabéns pelo texto Marcos!

  52. A cada texto ficou mais admirada e surpresa pela história natural das aves.
    Não imaginava que andorinhões pudessem voar durante tanto tempo, além da capacidade de resistir a mudança de habitat. Estes textos deveriam ser mais divulgados, principalmente, para fora da academia.

  53. O tempo que essas aves passam voando é incrível! Quase difícil de acreditar, pra ser sincera. E além do tempo que passam voando, ainda são capazes de voar distâncias enormes! É realmente impressionante.

  54. Esta capacidade de adormecer com apenas um lado do cérebro e continuar voando é fascinante! Belo texto!

  55. Impressionante como os Andorinhoes passam maior parte de sua vida voando e não tem a necessidade de inatividade física. Nos mostra como a evolução é algo genial. Além disso,os andorinhoes se mostram um grupo muito resistente, capaz de aguentar grandes mudanças de habitat.
    Gostei!

  56. Muito bonito o texto!! Impressionante a forma de passar informações de forma poética.

  57. Muito bom o artigo, mas me deixou com uma dúvida.

    Os andorinhões tem as penas primárias até 3/vezes maiores que as secundárias, dando um forte indício que eles bateriam as asas constantemente durante o seu vôo, com baixa capacidade de planar.

    E se eles conseguem manter o vôo por seis meses, eles teriam que planar por tempo considerável, ou teriam que possuir uma dieta constante como de um beija-flor. O problema é que eles não dormem, como foi evidenciado no texto, o que impediria que eles entrassem em estado de torpor diariamente, para economizar energia.

    Comofuncio a então o metabolismo dessas aves?

  58. Muito bom o texto, os andorinhões são aves realmente muito interessantes! Não sabia da existência desse “voo de descanso”, parece ser uma maneira bem eficiente de poupar energia. Muito curiosa também sua caça aos insetos em meio a uma evidente tempestade! Ótimo texto!

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