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Vida outdoor, Ornitologia, Literatura Selvagem

Coração das trevas

Uma lua cheia domina esta paisagem fluvial, lançando uma luz verde sobre o Tâmisa e os barcos que flutuam nele. O reflexo da luz sobre a água leva o olhar do espectador à cúpula da catedral de São Paulo. [cair da noite sobre o Tâmisa de Atkinson Grimshaw, 1880 e texto do Livro da Arte, Martins Fontes].

Uma lua cheia domina esta paisagem fluvial, lançando uma luz verde sobre o Tâmisa e os barcos que flutuam nele. O reflexo da luz sobre a água leva o olhar do espectador à cúpula da catedral de São Paulo. [Cair da noite sobre o Tâmisa de Atkinson Grimshaw, 1880 e texto do Livro da Arte, Martins Fontes]. Fonte da figura: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Grimshaw-NightfallThames.jpg#mediaviewer/File:Grimshaw-NightfallThames.jpg

Coração das trevas

‘Cair da noite sobre o Tâmisa’ de Atkinson Grimshaw é a melhor imagem que ilustra o início de ‘Coração das Trevas’ de Joseph Conrad, leitura obrigatória nos países de língua inglesa.

O livro conta a história de Marlowe, um ex-marinheiro incumbido pela ‘Companhia Mercantil Belga’ de resgatar o senhor Kurtz nos confins do Congo no final do século XIX. Kurtz é um traficante de marfim que usa métodos heterodoxos para conseguir essa espécie de ‘ouro branco’. Marlowe conta sua história como capitão de um barco à vapor que sobe o rio Congo e ao longo da viagem se depara com horrores, intrigas, traições e o ‘coração das trevas’. Interessantemente a saga é prefaciada por um devaneio que ocorre a Marlowe em pleno cair da noite sobre o Tâmisa, com a chegada dos primeiros navios romanos, colonizadores de um pântano no fim do mundo: “Estava pensando nos tempos muito antigos, quando os romanos chegaram aqui pela primeira vez, mil e novecentos anos atrás – tão pouco tempo… A luz emanou deste rio depois disso…”

Na verdade Conrad é o protagonista, pois navegou pelas águas do rio Congo entre 1890 e 1891 como capitão de um vapor. Conrad narra alguns dos horrores do colonialismo europeu. Mas o fascínio do livro não se resume a apenas a um testemunho de uma época e a uma visão política moderna aos olhos de hoje, mas à descrição sombria, quase gótica, de uma floresta tropical luxuriante e cheia de vida, que na narrativa de Conrad passa a ser ‘as trevas’. A cada curva do rio descrita por Conrad nos deparamos com o medo e o terror que uma floresta tropical emana. A cena da emboscada e a dos rituais do nativos amigos de Kurtz são o ponto culminante de uma aventura involuntária protagonizada por Marlowe.

Por tudo isso e muito mais ‘coração das trevas’ é literatura selvagem, é vida outdoor.

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http://jordanagloberman.com/Joseph-Conrad-s-Heart-of-Darkness

 

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