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Vida outdoor, Ornitologia, Literatura Selvagem

NAVEGAÇÃO OLFATIVA

Este texto foi publicado originalmente na revista CIÊNCIA HOJE (vol. 318/Setembro de 2014)

NAVEGAÇÃO OLFATIVA: As aves encontram seus ninhos seguindo odores

Uma pequena ilha dos Açores, um dos arquipélagos mais isolados do mundo, ajudou a obter evidências cruciais para o entendimento de como o sentido do olfato é essencial para a navegação das aves. Esse conjunto de nove ilhas vulcânicas, situado no meio do oceano Atlântico, a 2 mil km de Portugal e a 3,5 mil km das Bermudas, exibe vulcões ativos, praias áridas formadas por lavas, paredões rochosos, baías e angras cercadas por um mar cristalino, lagoas em meio a pastagens e vilarejos de casario colonial português, e abriga grandes colônias de aves marinhas.

azores

Açores, uma visão esplêndida (Foto de Luis Ascenzo).

 

Açores (Foto de A. Purvis).

Açores (Foto de A. Purvis).

A orientação do voo dessas aves na imensidão oceânica, ou seja, a capacidade de voar por grandes distâncias e retornar aos locais onde fazem ninhos e cuidam dos filhotes, é tema de muitos estudos. Em biologia, a navegação envolve dois mecanismos: o primeiro está associado à capacidade do indivíduo determinar sua posição em relação a uma meta (é o chamado ‘mecanismo de mapa’) e o segundo à capacidade de orientação para esta meta (‘mecanismo de bússola’). As aves têm os dois mecanismos.

Muitas aves usam o posicionamento do Sol e das estrelas como mecanismo de bússola para navegar. Outras conseguem detectar os campos magnéticos naturais do planeta e se orientar por eles. Os debates entre os estudiosos de navegação estão focados justamente nos estímulos usados no ‘mecanismo de mapa’. Parte deles argumenta que as aves têm um mapa magnético. Outros defendem que elas têm um mapa olfativo. A descoberta de que algumas aves usam pistas olfativas para navegar é uma das mais inusitadas nesse campo.

As chamadas aves pelágicas – as que vagueiam no mar aberto na maior parte do ano e fazem seus ninhos em ilhas oceânicas remotas – são capazes de identificar sua colônia e seu ninho com precisão apenas usando o olfato. Esse resultado foi publicado no ano passado no Journal of Experimental Biology por cientistas europeus, liderados pela bióloga italiana Anna Gagliardo, da Universidade de Pisa.

Pardelas-de-bico-amarelo procurando por alimento na região do arquipélago de Açores (Foto de Joel Bried).

Pardelas-de-bico-amarelo procurando por alimento na região do arquipélago de Açores (Foto de Joel Bried).

Magnetismo ou olfato?

 Os ninhos das aves marinhas ficam em colônias reprodutivas com centenas, às vezes milhares, de casais reprodutores. A maioria das colônias se localiza em pequenas ilhas oceânicas e os adultos passam a época reprodutiva viajando entre os locais de alimentação em alto mar e seu ninho. Navegar em mar aberto é um desafio para as aves: o alto-mar parece um ambiente sem pistas visuais relevantes que possam ajudar as aves a alcançar seus objetivos. Então, como elas navegam nesse ambiente?

A hipótese mais difundida para explicar como as aves pelágicas encontram seus ninhos propõe que os indivíduos dependem de pistas magnéticas para identificar seu objetivo no meio do oceano. No entanto, todos os experimentos que tentaram testar essa hipótese em aves marinhas não conseguiram confirmar o papel das informações magnéticas na navegação. Isso reforçou a hipótese alternativa de que essas aves usariam alguma pista olfativa como a base de seu mapa de navegação em alto-mar.

O papel crucial do olfato na navegação de aves foi constatado apenas no início da década de 1970, graças aos pombos-correios. Um grande número de evidências coletadas nos últimos 40 anos confirmou que os pombos-correios têm um mapa de navegação baseado em odor. Essa ave associa os odores trazidos pelo vento em sua área de residência com a direção dos ventos. Ao ser solto em local distante e desconhecido, o pombo-correio é capaz de determinar o sentido de seu deslocamento com base nas informações das fragrâncias locais.

No entanto, ainda há poucos estudos, em espécies selvagens, sobre o possível uso do olfato na navegação. Evidências desse uso foram obtidas apenas para três espécies de aves terrestres migratórias: estorninho (Sturnus vulgaris), andorinhão (Apus apus) e sabiá-do-campo-da-carolina (Dumetella carolinensis).

Sabe-se, porém, que as aves marinhas, como albatrozes, petréis e pardelas, têm a neuroanatomia olfativa muito desenvolvida, em relação a outras aves, e o uso do olfato em várias tarefas já foi demonstrado experimentalmente. Os cheiros ajudam tais aves a encontrar alimento, reconhecer o ninho e até identificar o parceiro sexual. Por isso, aves marinhas têm sido apontadas como as candidatas adequadas para estudos de navegação de longo alcance mediados pelo olfato.

Diferenças no retorno

A pesquisa, feita em junho de 2010 e junho de 2011, foi iniciada na ilha do Faial, uma das nove ilhas principais que compõem o arquipélago dos Açores. Próximo ao vulcão do Capelinho, ainda em atividade, estão situados os ninhos de uma das maiores colônias da pardela-de-bico-amarelo (Calonectris diomedea) do mundo. São cerca de 7 mil pares reprodutores que colocam o único e precioso ovo entre as fendas de rochas formadas pela lava do vulcão. No local, os pesquisadores capturaram pardelas recém-chegadas de suas áreas de alimentação, e cada ave recebeu um rastreador GPS e, em uma caixa acoplada à cabeça, um forte ímã. A função desse ímã era a de anular a capacidade de orientação das aves pelo campo magnético da Terra.

A colônia reprodutiva próxima ao vulcão do Capelinho, na ilha do Faial (Foto de Anna Gagliardo).

A colônia reprodutiva próxima ao vulcão do Capelinho, na ilha do Faial (Foto de Anna Gagliardo).

Outras aves receberam apenas o rastreador por satélite, mas suas narinas foram lavadas com uma solução de sulfato de zinco, que induz a necrose das células olfativas. Essa solução deixa as pardelas sem o sentido do olfato, mas o efeito é temporário: novos neurônios olfativos se formam e, algumas semanas após o tratamento, a mucosa olfativa se regenera completamente. Um terceiro conjunto de aves (grupo controle) não recebeu qualquer tratamento que alterasse a percepção magnética ou o olfato. Os ovos das aves usadas no estudo foram mantidos em incubadoras e ‘devolvidos’ após o seu retorno, ou em alguns casos entregues a aves que perderam seus ovos por diferentes motivos.

A pardela com um rastreador GPS e um imã acoplado próximo à cabeça (Foto de Anna Gagliardo).

A pardela com um rastreador GPS e um imã acoplado próximo à cabeça (Foto de Anna Gagliardo).

Na noite do dia da captura, as aves foram levadas de Faial para Lisboa, em um navio cargueiro, e liberadas cerca de 20 horas após a partida, em 2010, e cerca de 40 horas depois, em 2011 – a liberação foi feita a cerca de 800 km a leste da colônia e a mais de 500 km da ilha mais oriental dos Açores. Após a soltura, os ninhos das aves deslocadas foram monitorados diariamente, para verificar se haviam voltado e para recuperar os dispositivos de rastreamento.

Sete das oito aves com ímãs e com o olfato intacto (e as oito do grupo controle) voltaram para seu ninho em cerca de cinco dias. Elas foram claramente capazes de se orientar com sucesso e fazer a navegação de volta para o ninho, e todas seguiram rotas muito semelhantes. Em contraste, apenas duas das oito pardelas sem o olfato encontraram o caminho de volta para casa, algumas semanas após a liberação. As rotas de retorno ao ninho, tanto das aves com ímãs e olfato intacto quanto das aves do grupo controle, ficaram limitadas a um corredor estreito, enquanto as pardelas sem olfato mostraram rotas tortuosas, percorrendo milhares de quilômetros sobre o oceano.

Os resultados foram muito claros: as aves que perderam o olfato se tornaram incapazes de identificar a colônia e ficaram completamente confusas, vagando sem um rumo certo no oceano. Algumas voltaram, mas só depois de uma viagem longa e sinuosa. Além das duas primeiras, outra pardela desse grupo retornou, meses depois, quando seu olfato já estava restaurado.

Um sentido crucial

 Foi o primeiro experimento que comparou diretamente essas duas manipulações (perturbação magnética e privação olfativa), e a primeira vez em que a manipulação olfativa foi feita deslocando as aves por uma longa distância. O estudo destaca de modo claro o papel crucial de pistas olfativas na navegação oceânica e confirma que os ímãs ligados à cabeça das aves, para perturbar a informação geomagnética, não interferem com o comportamento de navegação. Já o olfato parece ser necessário para que as pardelas determinem a direção de deslocamento.

A hipótese de que aves marinhas como pardelas, albatrozes e petréis explorem informação ambiental olfativa para navegação tem sido muito investigada, mas o modo como essa informação é utilizada por elas, em um contexto espacial, ainda é objeto de especulações teóricas. Em outras palavras, evidências apontam que os odores ajudam essas aves a encontrar seu caminho na vastidão oceânica, mas ainda não foi esclarecido como isso é possível.

As pardelas-de-bico-amarelo (Calonectris diomedea) foram utilizadas no estudo sobre navegação olfativa (Foto de F. Olmos).

As pardelas-de-bico-amarelo (Calonectris diomedea) foram utilizadas no estudo sobre navegação olfativa (Foto de F. Olmos).

Como já se sabe que pardelas, albatrozes e petréis são capazes de localizar áreas de alimentação em mar aberto apenas explorando os odores associados à abundância de presas, é possível que as aves memorizem diferentes áreas dos oceanos com base em suas características olfativas, o que permitiria a elboração de um ‘mapa’ de sinais olfativos. Propõe-se que uma das substâncias que atuaria como indicador de comida para as aves pelágicas seja o dimetil-sulfeto (DMS), liberado por organismos do fitoplâncton quando estes são comidos por organismos do zooplâncton. O DMS liberado se dissolve na água do mar e depois escapa para a atmosfera, onde permanece por horas ou até por dias. Portanto, a concentração de DMS (e de outros odores) varia no espaço sobre o oceano, e poderia ajudar a formar uma ‘paisagem olfativa’, usada pelas aves para sua localização espacial.

A investigação sobre o papel potencial dos sinais olfativos para a navegação em aves (em especial em ambientes onde são escassas as pistas visuais) ainda está em seus estágios iniciais. No entanto, as provas recolhidas até agora sugerem que a navegação olfativa pode ser um mecanismo generalizado nesses animais.

O albatroz é outra ave marinha que provavelmente utiliza a navegação pelo olfato em seus deslocamentos no oceano (Foto de F. Olmos)

O albatroz é outra ave marinha que provavelmente utiliza a navegação pelo olfato em seus deslocamentos no oceano
(Foto de F. Olmos)

68 Comentários

  1. O número da edição da Ciência Hoje onde foi publicado o texto é 318, e não 138 como consta acima.

    • Obrigado Alícia. Erro meu que será corrigido. Abraço.

  2. Eu tenho dificuldade de absorver a ideia de que aves tenham um bom olfato, porque seus focinhos são pequenos em relação ao dos mamíferos, de mogo geral.

    Quem diria, elas têm esta capacidade!

    Artigos como estes são fundamentais para que a gente saiba o quanto podemos ser preconceituosos.

    Muito bom!

    • Obrigado Mauro.

  3. Claro e preciso! Sempre quis saber isso! Obrigada!

  4. Interessante pesquisa e incrível capacidade das aves!

  5. Realmente super interessante com informações valiosas e inusitadas para mim, obrigada!!!!

  6. Muitíssimo interessante essa capacidade das aves de se localizarem pelo olfato! Sempre ouvi falar que elas se orientavam pelo campo magnético da Terra, principalmente as aves migratórias. Mas com o experimento explicado no texto, pode-se ver que o geomagnetismo não afeta o modo de localização da espécie em estudo.
    O que eu fico especulando é: será que todas as aves se localizam da mesma forma? No caso de aves não migratórias e não oceânicas, faz sentido elas se localizarem no meio pelo sistema olfatório, uma vez que existem muitas pistas odoríferas ao redor. Porém no caso das aves pelágicas, o olfato teria que ser muito mais bem desenvolvido, permitindo aos animais perceber odores de locais ou presas que estejam a distâncias muito grandes. Seriam interessantes estudos que comparassem os sistemas olfatórios de diferentes tipos de aves, para verificar se realmente há essa diferença de especialização. Fico imaginando, também, como seriam realizados estudos para avaliar essas características em aves terrestres, ou não migratórias.

    • Luiza, nem todas as aves utilizam o olfato como sentido principal, é verdade. Há alguns estudos sobre esse assunto. Eu sugiro o livro de Tim Birkhead, cuja referencia completa aparece no final do texto. 😉

  7. Fascinante! Algumas explicações simples que escapam aos olhos da ciência por séculos! Enquanto animais de relativamente pouca capacidade olfativa, desconsideramos a potencialidade desse sentido.
    Apesar de não sermos também fisicamente capazes de perceber o magnetismo, já o utilizamos desde o século I a.C para nossa orientação espacial (fonte: http://origemdascoisas.com/a-origem-da-bussola/). Assim, somos capazes de compreender facilmente o geomagnetismo animal, mas a orientação global olfativa me (nos?) chega de forma completamente abstrata.

  8. Adorei o estudo descrito aqui. Um ótimo exemplo de estudo experimental de comportamento, exemplo da área de etologia, ciência que tanto me fascina. Apenas fico na duvida quanto ao seguinte; como nesse caso estão sendo diferenciados os ‘mecanismos de mapa’ e os ‘mecanismos de bússola’ que estão sendo usados por esses animais? A diferenciação entre esses dois mecanismos me parece um pouco subjetiva… O estudo sugere que essas aves criam um mapa olfatório para se localizar com relação ao seu objetivo (seu ninho) mas não seria possível que elas usem o olfato apenas para se orientar – como uma bussola? Alem disso já foi demonstrado que existe uma grande redundância com relação aos sistemas de navegação das aves (Cap 17 Pough). Poderiam outras formas de navegação serem usadas quando essas aves se veem desprovidas de olfato?

  9. Incrivel essa orientação olfativa, se orientar por quilômetros de mar aberto somente por identificação de aromas é fascinante, mais acho que o magnetismo também possa estar envolvido, talvez mais na função de se localizar, como mecanismo de mapa, trabalhando em conjunto com o olfato, que seria o mecanismo de bussola, assim as aves que possuiam imãs podem ter conseguido retornar aos ninhos devido a pouca distancia em que foram soltas provavelmente. Creio eu que ainda há muita informacao valiosa pra ser descoberta dentro do sistema de navegação das aves.

  10. Interessante essa questão do dimetil-sulfeto, já que ele é formado também em locais de acúmulo de lixo. O engraçado é que ele também se acumula em praias poluídas e isso atrairia as aves pelágicas, o que não é observado até onde eu sei. Talvez as aves não se aproximem o bastante da costa ou outros fatores estejam envolvidos na escolha do local de nidificação.

  11. Muito interessante o assunto. Quando falamos na capacidade de orientação das aves, somos automaticamente induzidos a pensar
    na orientação pelo campo magnético. Acho que a orientação pelo olfato é um assunto novo e merece mais estudos a respeito e talvez utilizando distancias maiores bem como outras espécies que tem comportamentos semelhantes.

  12. Incrivelmente fascinante essa idéia de aves terem o olfato desenvolvido! Como estudante de biologia percebo que temos a mania de exaltar o sentido da visão nas aves e o olfato em mamíferos, esquecendo os outros sentidos. Mas estudos como esse são capazes de abrir nossos olhos para novas idéias. A capacidade das aves se localizarem, mesmo em grandes distâncias, sempre foi uma área que me intrigou bastante e a idéia de que elas possuem um mapa magnético e a capacidade de se localizarem de acordo com o Sol e as estrelas conseguem exemplificar a importância do estudo desses animais. Com essa nova descoberta a importância desses estudos se potencializa e aumenta nossa fascinasção em relação a esses animais.

  13. Realmente seria interessante uma investigação relacionando os diferentes tipos de estratégias aos diferentes grupos de aves. Pelo que li, além da orientação pelo olfato nos Procellariiformes e em outros grupos que possuem os bulbos nasais bem desenvolvidos , e da orientação magnética, as aves podem se orientar pelas estrelas, memorizando seus arranjos no céu, pela posição do sol, tendo como ponto de partida seu ritmo circadiano e também pela luz polarizada e por sons de baixa frequência, produzidos por exemplo pelas ondas do ocenano..

  14. Adorei essa experiência! Muito interessante e bem bolada! Eu sempre achei que as aves migratórias se orientassem pelo campo magnético da Terra, o resultado quebrou minhas expectativas! Surpreendente!

  15. A hipótese de que a as aves pelágicas realizam a navegação olfativa é extremamente fascinante, mas intrigante ao mesmo tempo: Como pode um odor ser sentido e ou percebido a milhares de quilômetros de distância?. A pesquisa relatada diz que as narinas das pardelas foram lavadas com uma solução de sulfato de zinco, a qual inviabiliza o olfato momentaneamente, mas se a lesão no olfato fosse irreversível, será que as aves não desenvolveriam outras estratégias para localização dos ninhos, rotas, parceiros sexuais, alimentação?

  16. Muito bom o experimento mostrando que algumas aves podem utilizar uma navegação olfativa para se orientar em grandes distâncias.

  17. O tema principal do texto é a capacidade voo a distancia das aves e o seu retorno pro ninho. As aves possuem dois mecanismos para navegação: o de mapa e o de bússola. Alguns estudiosos defendem a ideia de que as aves utilizam pistas olfativas para navegar e é a ideia mais bem aceita, um exemplo disso são as aves pelágicas. Outra alternativa é de que as aves possuem um mecanismo magnetico, mas os testes não obtiveram sucesso para comprovar.
    Uma prova do mecanismo olfativo são os pombos correios,que usam o odor para navegação. Além disso o odor pode ajudar algumas aves a encontrar alimento e até parceiros sexuais. Já foi comprovado a utilização do olfato por algumas aves, que se localizam no oceano atraves de odores de substancias (ex:DMS é sinal de comida) ajudando as aves a memorizarem regiões do oceano. Como forma de resumo e conclusão desse texto, retiro do próprio este trecho: “O estudo destaca de modo claro o papel crucial de pistas olfativas na navegação oceânica e confirma que os ímãs ligados à cabeça das aves, para perturbar a informação geomagnética, não interferem com o comportamento de navegação. Já o olfato parece ser necessário para que as pardelas determinem a direção de deslocamento.”
    O uso do olfato pelas aves é inacreditável, pois tem um focinho reduzido, enfatizando ainda mais a importancia de haver estudos sobre isso, não excluindo outras tecnicas para navegação.

  18. Texto muitissimo interessante! Fiquei impressionada ao saber que o olfato pode influenciar na orientação. Tal estudo me leva a pensar se a intervenção humana com a emissão crescente de gases, e também com a pesca ( diminuindo em alguns lugares costeiros o numero de peixes) poderiam alterar a tal ponto que ficasse inviável reconhecer as rotas pelo olfato. Principalmente em aves com fidelidade ao ninho, o que poderia levar até a uma extinção a longo prazo caso as características do meio fossem completamente alteradas..
    Muito bacana o estudo, espero que continue sendo aprimorada a pesquisa sobre o assunto!

  19. No primeiro momento quando olhamos as aves, raramente pensamos e realizamos conexões entre o vôo e sua grande capacidade de se deslocar para diversos locais. O texto abre os nossos olhos e nos explica a capacidade de orientação das aves por campos magnéticos e mecanismos de olfação que é muito interessante permitindo a eles o retorno aos ninhos, busca de alimentos e o deslocamento em condições que necessitem de uma migração. A investigação destes mecanismos é vital para compreendermos também se há mudanças na capacidade de orientação entre as espécies, e as estratégias por eles utilizadas.

  20. Texto bem elaborado e informativo. Primeiro, não poderia imaginar que o olfato desta aves seriam tão importantes para direção do voo destes animais, e visto pelo experimento, o quanto a deficiência deste órgão podem acarretar pertubações em seu ciclo reprodutivo e abandono dos ovos. É muito interessante saber desses acontecimentos na história biológica e firma o quanto é importante o testar das hipóteses em uma pesquisa. Excelente.

  21. Excelente texto!! Fiquei impressionada ao saber da hipótese que as aves podem utilizar uma navegação olfativa para se orientar indo em contraponto a hipótese que ouvimos desde pequenos na escola, que as aves se orientavam pelos polos magnéticos da terra. Os argumentos dados aos recorrer do texto fizeram muito sentido para mim, mudando meu modo de pensar sobre as aves, elas ficaram mais impressionantes ainda para mim.

  22. O texto aborda a navegação de aves pelágicas, dando enfoque ao principal mecanismo utilizado para tal ação. A pesquisa realizada para descobrir se a navegação destas aves está ligada a uma orientação magnética ou ao olfato foi extremamente didática e interessante. Ela revelou de maneira simples que as aves dependem, predominantemente, do olfato para que possam voltar aos seus ninhos. Entretanto, eu não descartaria outros modos de localização. A precisão do retorno das aves aos seus respectivos ninhos pode ser uma junção de dois ou mais “aparatos”, ou seja, orientação magnética e olfativa podem atuar em conjunto.

  23. Já ouvi muito a respeito de que as aves, principalmente os representantes da família dos falconiformes, possuem a visão muito bem desenvolvida. Porém nunca tinha escutado a respeito de olfato bem desenvolvido, e como ele poderia auxiliar na localização desses animais.Bom, se for realmente o olfato que auxilia o retorno dessas aves até seus locais de nidificação, nós humanos precisamos ficar atentos ao que lançamos na atmosfera, pois talvez a emissão de gases tóxicos pode influenciar diretamente na sobrevivência dessas espécies. E além disso, os dejetos que são lançados nos oceanos, que são a fonte de alimento desses animais, podem prejudicar de maneira direta pois vão afetar todo ecossistema responsável por liberar o DMS que muitas espécies usam para localização do alimento.

  24. Muito interessante a relação da direção do voo com o olfato das aves. A capacidade de direção das aves é de grande importância para reprodução, deslocamento, procura de alimentos. E particularmente eu não tinha noção de como isso acontecia.

  25. A capacidade de algumas aves de se orientaram de acordo com o olfato é fantástico, realmente é magnífico perceber que elas podem encontrar seu caminho na imensidão do mar fazendo uso do olfato. É preciso ressaltar também, como os experimentos são importantes para a comprovação de hipóteses e como a investigação é essencial para esclarecimentos.

  26. Muito bacana o texto professor, não sabia da importância do olfato para orientação das aves. Muito interessante os testes que foram feitos para verificar se as aves usam o sistema olfativo ou o campo magnético da Terra para se orientarem. Este assunto sobre a olfação das aves e sua relação a navegação, que ainda é estudado por pesquisadores, se assemelha a dúvida sobre a orientação e navegação das tartarugas marinhas,sabe-se que elas são capazes de detectar a intensidade do campo magnético terrestre, mas isso ainda esta sendo estudado.

  27. Muito interessante esse tipo de orientação das aves utilizando o olfato. Com isso, comecei a me perguntar como e quanto a poluição e as mudanças climáticas poderiam afetar essa capacidade tão fascinante das aves.
    O equilíbrio da vida é facilmente observado nos exemplos utilizados no texto. Por exemplo, teoricamente, se algo dizimasse fitoplânctons ou zooplânctons em uma determinada área, poderia causar uma grande confusão no “mapa” de sinais olfativos dessas aves, certo? Enfim, apenas uma especulação.

  28. Pelos estudos realizados e exposto no texto, acredito que o olfato seja a principal fonte de orientação dessas aves, e caso mais pra frente, isso não consiga ser comprovado, é inegável a importância, que esse sentido tem na alimentação e no acasalamento dessas aves.

  29. Muito interessante como as aves conseguem localizar seus ninhos apenas pelo olfato. Esse texto mostra como o sistema olfativo das aves é o componente essencial para a sua navegação e esclarece o pensamento acerca da utilização do campo magnético para esse fim.

  30. O olfato como o guia da ave para busca de alimentos, localizar seus ninhos mesmo a quilômetros de distância. É incrível quando paramos para pensar nessa associação e quão importante ela é para a vida das aves.

  31. Uma palavra: Fascinante! sempre me intrigou como as aves se localizavam em voos de curta e de longas distâncias, como criariam pontos de referências para ir e vir, é um assunto com muito a se pesquisar ainda sim, mas pensar em que fatores permitem que isso ocorra como a orientação através do olfato descrita no texto é extremamente interessante, mesmo que tudo não esteja explicado creio que a importância desse sentido para as aves se orientarem é indiscutível.

  32. Muito interessante essa orientação olfativa das aves, quando penso em orientação das aves só me vem à cabeça orientação pelo campo magnético. Muito bom obter essa informação.

  33. Novamente vamos esquecer tudo que aprendemos no ensino médio ou nos documentários antigos que vimos sobre navegação das aves, até mesmo alguns filmes como ” O Núcleo” que mostra problema com o campo magnético da Terra provocando desorientação nestes animais, porque o mapeamento é olfativo. A minha única dúvida é que algumas aves pelágicas não tem o olfato tão desenvolvido para ter este avançado sistema de mapeamento. Isto é verdade?

  34. Estou ficando encantada com essa classe de seres vivos a cada texto que leio! A pesquisa apesar de possuir uma metodologia simples, é muito significativa e interessante.

  35. É realmente fascinante como essas aves podem percorrer quilômetros orientando-se pelo olfato, é algo inusitado. Sempre quis saber como as aves conseguem voltar para o lugar desejado com tanta precisão,mas jamais pensei que fosse devido ao seu olfato extremamente desenvolvido. Esse texto mostra com clareza a importância que esse sentido tem para as aves.

  36. A diferenciação entre os dois mecanismos para a localização de alimento foi bem esclarecedora e muitíssimo interessante.

  37. Muito interessante o estudo feito para compreensão da navegação das aves. Até então o que se achava era que as informações magnéticas eram mais relevantes para a localização geográfica, mas esse estudo foi crucial para refutar isso, pois o olfato foi colocado em destaque nessa função, provavelmente foi um espanto para muitos. Entretanto, hoje tem sido descoberto que o olfato tem várias outras funções além da obvia olfação, como a socialização, reconhecimento e percepção.

  38. Texto interessantíssimo!! É inegável que uma dúvida compartilhada por muitos e principalmente por mim era a de como as aves se localizam durante seu voo. Estou impressionada em saber sobre a relação do olfato das aves e o direcionamento do seu voo. Vale ressaltar também como os experimentos são importantes para a comprovação de hipóteses.

  39. Achei muito interessante a capacidade de orientação olfativa, a qual, as aves se localizam. O experimento realizado foi muito bom e demonstrou o quanto é importante os experimentos para a comprovação de hipóteses e a investigação é primordial para os esclarecimentos das mesmas

  40. Agora sei como os pombos correios retornavam ao local de origem, tinha essa curiosidade mas nunca tinha pesquisado para saber. Impressionante a capacidade olfativa dessas aves, um texto bem esclarecedor.

  41. Fenomenal capacidade destas aves de encontrarem seus ninhos através do olfato. Mas penso que também somos capazes de desenvolver habilidade semelhante, claro que com uma precisão inferior. Mas precisamos prestar mais a atenção nos nossos sentidos e consequentemente em nossos extintos.

  42. Este interessante texto mostra claramente o importante papel do olfato na orientação destas aves, acredito que a orientação por campo magnético é importante junto com o olfato, mas aplicada em alguma outra função.

  43. Muito interessante as informações deste texto. Não é muito espantoso saber que algumas aves utilização o magnetismo como forma de orientação, porem, a relação do olfato neste processo é bastante intrigante.

  44. Muito bom o texto!
    Acho surreal essa capacidade de se localizar no oceano através do olfato, não consigo imaginar isso! Espero que saiam logo os estudos explicando essas conquistas evolutivas mirabolantes dessas aves…
    ps.: Que lugar maravilhoso heim?!!

  45. Engraçado pensar que as aves possam ter um olfato tão aguçado. A anatomia das mesmas sempre me fez imaginar que o olfato não era tão desenvolvido. Mas a natureza sempre encontra formas de nos surpreender. Não somente a questão do mapa olfativo, mas também a noção do campo magnético e a utilização dos astros para localização são surpreendentes! Enquanto nós precisamos de diversos aparelhos tecnológicos, essas aves adquiriram métodos de localização incríveis!
    Porém, me pergunto se as mudanças climáticas que estão ocorrendo poderiam interferir nesses mecanismos de localização e, se sim, como elas poderiam afetar?

  46. Impressionante o fato das aves se orientarem por longas distâncias utilizando o olfato. Uma questão a ser pensada é se essa habilidade pode vir a ficar comprometida devido ao aumento de atividades antrópicas que estão contribuindo cada vez mais com a poluição atmosférica.

  47. Mais um fato curioso sobre as aves, o uso do olfato para localização. Imagino a dificuldade de trabalhar com aves e principalmente quando se trata de comportamento, mas isso de causar necrose me fez pensar se não alteraria outras coisas além de interferir no retorno à ilha e se isso não faria com que a ave demorasse mais, como foi observado. Por exemplo, em um processo de necrose a ave além de sentir dor estará tentando combater o problema e talvez isso a deixasse menos ágil. De qualquer forma acredito que esses detalhes não afetariam o resultado que demonstra o quão importante é o olfato para essa essa espécie.

  48. Muito bacana como é a navegação e orientação desses animais. Já tinha ouvido falar em magnetismo e correntes de ar, mas olfato é novidade pra mim e achei muito interessante!

  49. É importante conhecer os mecanismos das aves, com destaque para as marinhas, para se orientarem na imensidão oceânica, com dois mecanismos (determinar a sua posição em relação a uma meta e capacidade de orientação para esta meta). Ao analisar os resultados do experimento realizado, é muito possível que estas aves realmente precisem do seu olfato para se guiarem até o seu ninho e busca de alimento através de fragrâncias trazidas pelo vento.

  50. É importante conhecer os mecanismos de orientação das aves, com destaque para as marinhas, em que elas precisam de determinar a sua posição em relação a uma meta e ainda ter a capacidade de orientação para esta meta, e que para isto, elas usam o sentido do olfato para irem aos seus ninhos e buscar alimento. Os resultados do experimento realizados com as pardelas demonstra que possivelmente o olfato tem um papel crucial na sua orientação, o que não ocorre tanto com o magnetismo.

  51. Professor, você falou das aves pelágicas e que são capazes de identificar sua colônia e seu ninho com precisão apenas usando o olfato. Os Atobás também se encaixam nisso?
    Muito legal o experimento realizado e incrível resultado !

  52. Comentário

  53. Professor, existe algum outros estudo em cima disso? Sempre imaginei que as aves teriam como maior influencia direcional pelo campo magnético, mas por essas afirmações aparentemente não faz muita diferença para elas não. Seria interessante pegar o DMS e fazer um trajeto com ele para ver se as aves o seguiriam. Muito esclarecedor o seu texto

  54. Realmente curioso, não só como esse pequeno grupo se localiza mas outros grupos que fazem longas viagens. Ótimo texto para nos fazer pensar sobre essa questão. Achei o experimento muito interessante.

  55. Incrível a complexidade na navegação das aves! Como dito em sala de aula, elas podem se orientar através dos campos magnéticos, pelo sol ou pelas estrelas, e além disso, pelo olfato. Este último descoberto recentemente. Muito interessante o experimento realizado com as aves para desvendar o mistério se elas utilizavam o olfato ou a percepção magnética!
    Muitas pessoas não acreditam que as aves possuem um bom olfato, simplesmente pelo fato de terem pequenas narinas. Logo, o seu texto se torna essencial para acabar com essa teoria. Meus parabéns por explicar tal fato de forma tão simples e completa!

  56. Excelente texto! Como você disse na aula Marcos, o fato das aves utilizarem o olfato como localização que pegou de surpresa, porque já presenciei um fato que ocorreu de cerca de 10 pombos voltarem para casa depois de serem soltos a uns 100 km de distância, mas não sabia como eles conseguiram voltar, quais mecanismos utilizaram, cada vez mais me surpreendo lendo seus textos! Parabéns!

  57. As aves são fascinates e complexas. Sempre me perguntei como seria o mecanismo de orientação dos pombos-correios, e após esse texto vejo como essas orientação é incrível. Não digo apenas a olfativa mas em relação ao geomagnetismo, posicionamento das estrelas e do sol. Esse estudo foi bem esclarecedor, apesar de não ser totalmente conclusivo.
    Obrigada pela ótima leitura.

  58. As aves são maravilhosas por diversos fatores. Um deles é obviamente o voo, mas outro muito interessante citado no texto é o posicionamento (mecanismo de mapa) e a orientação (mecanismo de bússola) no oceano através do olfato.
    Foi enfatizado no texto que as aves se posicionam/orientam através do olfato e nao pelo magnétismo, dessa maneira vejo que as aves são mais desenvolvidas que os mamíferos que têm um focinho maoir para justamente possuir um olfato desenvolvido. Mas até quando e como as aves conseguem se orientar atráves do olfato mesmo em uma longa distancia de 500 à 800 km? apenas através do cheiro vindo pelo vento… eis o mistério…
    muito bom o texto!

  59. É incrível imaginar que aves tenham um olfato tão bom e que elas não utilizam apenas a navegação por campo magnético (afinal, esse é o senso comum). Achei o experimento muito interessante também.

  60. Muito interessante! Ótimo texto! Sempre achei difícil engolir a ideia da orientação por campos magnéticos. Assim fica bem mais agradável e óbvio.

  61. A ideia da localização pelo campo magnético só faria sentido se as aves possuíssem uma espécie de concentração de minério férrico no bico/cabeça/crânio, muito sensível al magnetismo da Terra, de modo que atuasse como uma bússola.

    A ideia disso me soa possível, mas estranha. O mapeamento por odores é mais plausível, pois já existe em outros grupos, como os canídeos. Um lobo/cão cego co segue retornar ao local que ele considera a sua casa.

    Muito boa a análise e certamente abrirá novas portas de pesquisa envolvendo mapeamento de rotas migratórias. Isso pode auxiliar na manutenção de espécies ameaçadas, isolando essas rotas da pesca de espinhel, por exemplo.

  62. Foi uma descoberta saber que o pombo-correio utiliza o olfato para auxiliar na sua navegação! Muito interessante o texto!

  63. Como é maravilhoso descobrir o fascinante mundo das aves!

  64. Interessantíssimo o texto sobre métodos de navegação/localização. Nunca tinha lido a respeito do papel do olfato sobre esse assunto, aprendi somente sobre o magnetismo. Imagino mesmo que em territórios ou ambientes menores o olfato seja mesmo uma melhor referência do que o magnetismo que deve possuir variação quase mínima em áreas pequenas demais. Já para aves migratórias de longas distâncias o magnetismo se torna uma medida muito mais confiável uma vez que odores nos oceanos se dissolvem e não devem conseguir propagação nem no quesito distância quanto no sentido altitude de voo das aves. É muito interessante ver que ainda há muito espaço para esse tipo de pesquisa e que nada está escrito em pedras.

  65. Olá… Sou Acadêmico de engenharia florestal da UTFPR – Campus Dois Vizinhos e tenho interesse em pesquisar sobre o sentido de orientação e navegação da sp Tesourinha (Tyrannus savana)…. Possuo algum material para início, muito incipiente e gostaria que você compartilha-se alguma experiência sobre o tema e a espécie em questão… Estou iniciando agora meus estudos com aves e a ornitologia é uma ciência de muito interesse para mim e que possui poucos estudos… Esse sentido de orientação e navegação seria constituído diferentemente entre aves oceânicas ou terrestres??? um assunto fascinante…

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