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Vida outdoor, Ornitologia, Literatura Selvagem

O ataque cardíaco do chintã

O vale do rio Cipó (Foto L.M. Costa)

O vale do rio Cipó (Foto L.M. Costa)

O ataque cardíaco do chintã

Quase um infarto numa manhã calma e silenciosa na extensa planície de campos limpos formados pelo rio Cipó, coração de Minas Gerais. Céu ainda palidamente azul com a névoa já se dissipando pela copa das árvores da mata de galeria que acompanha o rio.

Observo atentamente com binóculo em punho um bando de papa-capins se deslocar entre as gramíneas. Lá parece que estão todos eles: o coleirinha, o baianinho, o chorão e até mesmo o raro caboclinho. E lá também estão todas as fêmeas, indistinguíveis. As fêmeas de papa-capins têm o mesmo padrão esverdeado pardacento e a identificação exata é mais do que um drama para o observador de aves.

Na paz do silêncio de piados agudos, seguro o meu binóculo e os acompanho lentamente, passo a passo tentando me aproximar do bando. Os papa-capins voam entre as hastes que suportam os grãos, dependuram-se, esticam o pescoço tentando alcançar as sementes, e quando as alcançam prendem-nas com o bico cônico, trituram-na, engolem-na e partem para mais um voo curto. Tudo dentro de um silêncio rural.

Baiano (foto de Jarbas Mattos)

Baiano (foto de Jarbas Mattos)

 

Caboclinho (Foto de Priscilla Diniz)

Caboclinho (Foto de Priscilla Diniz)

Fêmea de papa-capim (Foto de Priscilla Diniz)

Fêmea de papa-capim (Foto de Priscilla Diniz)

De repente um susto aterrorizador!

Uma explosão aos meus pés!

Um grito gutural de um fantasma saído debaixo da minha bota!

Um estampido!

Um espavento!

E um salto espontâneo para trás me faz perder o controle do binóculo.

Meu coração dispara enquanto ainda procuro entender onde eu estava. Mas de imediato vejo o vulto de um tinamídeo caindo de um voo obsoleto e desaparecendo na vegetação de gramíneas há uns cinquenta metros a minha frente.

Recomponho-me. Mas meu coração palpita incessantemente.

Tinamídeos são essas aves que tem uma aparência de uma codorna mais encorpada. A aparência, entretanto é mero fruto de convergência evolutiva.

Estudos mais detalhados da morfologia dos tinamídeos os colocam como um grupo irmão ao das aves ratitas. As aves ratitas são aquelas famosas aves gigantes que não voam. Um grupo de poucas espécies, cada uma espalhada por um continente do hemisfério sul do planeta: duas espécies de ema na América do Sul; uma espécie de avestruz na África; três ou quatro espécies de kiwi na Nova Zelândia; três espécies de casuar na Austrália e Nova Guiné e uma última espécie, o emu, restrito à Austrália.

Os tinamídeos, assim como as ratitas, possuem os ossos do palato íntegros, com o palatino, vômer e o pterigoide grandes e fundidos entre si. Todas as outras aves conhecidas (as mais de 9950 espécies) não possuem essa conformação óssea.

As ratitas e os tinamídeos são consideradas as aves mais antigas que se conhece, e possivelmente evoluíram a partir de um ancestral comum que perambulava pelo grande continente da Gondwana ainda no período Cretáceo (entre 145 a 65 milhões de anos) antes de sua derradeira separação.

Quem são estes tinamídeos?

Durante o susto, que durou um piscar de olhos, percebi que a ave que explodira aos meus pés era um tinamídeo. Seu voo desengonçado, seu corpo globular, suas asas curtas e sua abrupta queda e desesperada fuga por entre o mato são característicos. Poderia ser um inhambu-chitã ou um inhambu-chororó, as duas espécies de tinamídeo mais comuns no vale do rio Cipó. Mas poderia também ter sido uma perdiz ou até mesmo uma codorna-amarela (nome popular de um pequeno tinamídeo). A identificação destas aves com base em simples observação é muito difícil, pois todas as espécies da família são muito parecidas e possuem uma coloração críptica, isto é, camufladas. Essa identificação é feita com mais facilidade quando estas aves cantam.

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Chororó (Foto de Jarbas Mattos).

Esse voo dos tinamídeos parece obsoleto, débil. Nas aves, o principal músculo que fornece a potência para uma ave alçar voo é o músculo peitoral, que está inserido fortemente à quilha formada pelo osso esterno. Aves voadoras têm essa quilha (projeção) bastante desenvolvida e aves que voam pouco têm a quilha pequena ou até ausente (todas as aves ratitas, por exemplo).

Mas os tinamídeos possuem a musculatura de voo tão desenvolvida quanto à de um beija-flor. Eles têm músculos de voo extremamente grandes (40 % do peso corporal, 63 % dos quais corresponde ao peitoral) e grandes músculos da perna (17 %). Os peitorais são tão grandes que se estendem além da quilha do esterno. Inclusive a massa desses músculos é a razão principal para o seu alto valor de caça. Os tinamídeos foram as aves mais caçadas e consumidas no período do Brasil Colônia até sua quase extinção nos dias atuais.

Perdiz (Foto de Jarbas Mattos).

Perdiz (Foto de Jarbas Mattos).

Os tinamídeos possuem uma boa quilha e músculos avantajados para o voo. Por que quase não voam?

Essa ineficiência do voo dos tinamídeos não é causada por uma musculatura de voo pouco desenvolvida, mas sim por uma irrigação arterial ineficiente para os esforços prolongados demandados pela ação do bater de asas. O diâmetro dos vasos sanguíneos é muito reduzido, os pulmões e o coração são também muito pequenos. Os tinamídeos possuem o menor coração dentre todas as aves. Em algumas espécies o coração atinge apenas 0,16 a 0,30% do seu peso corporal total. Para efeito de comparação, tal relação chega a 1,25% no pombo doméstico. Assim, a quantidade de sangue bombeada para o corpo é pouca, e o animal se cansa rapidamente.

A massa cardíaca medida em quilogramas dos tinamídeos pode ser visualizada no gráfico abaixo.

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Relação entre a massa do coração e a massa corporal de várias espécies de aves (Fonte: Bishop 1997)

A pequena massa cardíaca dos tinamídeos indica que esta família tem a menor capacidade aeróbica de todas as espécies de aves, embora tenham excepcionalmente grandes músculos peitorais. Outras aves com coração excepcionalmente pequeno são as juruvas da família Momotidae. As juruvas ocorrem em florestas densas e escuras da América do Sul e tem o peculiar comportamento chamado ‘senta-espera’. Ela fica pousada por horas num poleiro bastante sombreado dentro da mata esperando que um inseto passe inadvertidamente à sua frente para então aplicar-lhe um golpe fatal: um voo certeiro com o bico aberto na direção do inseto. Por outro lado, os surucuás da família Trogonidae, aves sedentárias que vivem no mesmo tipo de floresta, mas com dieta frugívora, têm um coração relativamente grande.

 

Surucuá (Foto de Jarbas Mattos)

Surucuá (Foto de Jarbas Mattos)

A única espécie de pinguim analisada indica que estas aves marinhas não voadoras aproximam-se da extremidade inferior da gama de capacidades aeróbicas das aves. Seus parentes mais próximo, os petréis, embora grandes planadores também possuem um coração pequeno. De fato, petréis e albatrozes podem ficar dias, meses até, voando sem bater asas, apenas planando.

Existe muita variação no tamanho do coração de aves dentro de uma mesma família. Por exemplo, nos columbídeos (pombas) e falconídeos (falcões). É notável que corações pequenos existam predominantemente em espécies de florestas tropicais e com comportamento relativamente mais sedentário.

Bate coração

Aquela explosão de um inhambu-chororó, ou um chintã, aos meus pés, assustou-me a ponto de eu ter aumentado incrivelmente as batidas do meu pobre coração. Mas sem dúvida, a ave passou por um susto muito maior que o meu. Estressada sumiu pelo chão do campo aberto de gramíneas do cerrado sem fim.

E os papa-capins, esses pequenos de coração tão grande, continuam passeando e comendo sementes das espigas do matagal.

Para saber mais

Convergência evolutiva: A evolução convergente é o processo pelo qual organismos não relacionados ou de parentesco distante desenvolvem corpos com formas, ou coloração, ou órgãos e adaptações semelhantes.

Bishop, C.H. 1997. Heart mass ans the maximum cardiac output of birds and mammals: implications for estimating the maximum aerobic Power input of flying animals. Phil. Trans. R. Soc. Lond. B (1997) 352, 447±456.

Hartman, F.A. 1961. Some locomotor mechanismas of birds. Smithsonian Miscellaneous Collection n. 143.

Sick, H. 1997. Ornitologia brasileira, uma introdução. Editora Nova Fronteira.

 

93 Comentários

  1. Excelente!

  2. Muito bom! Leitura gostosa!

  3. Sei bem como eh esse ataque cardíaco. Ja tive um la no Alto Palácio…

  4. Lindo texto!!

  5. Bom demais! 😉

  6. Excelente! Trazer a ciência embalada em tons de crônica torna tudo mais fantástico ainda aos olhos dos leitores. Parabéns!

  7. Muito bom, Marcos! Seu texto nos faz sentir como se estivéssemos lá com vc, passando por essa incrível experiência.

  8. Muito bom texto Marcos. Aliás, como todos.
    Seus textos têm trazido a linguagem científica de forma muito aprazível, inclusive para os leigos.
    parabéns por isso, nosso conhecimento só será verdadeiramente aproveitado pela sociedade dessa forma.

  9. É muito interessante pensar nessas características das aves sob à luz da Seleção Natural, como as espécies foram selecionadas de acordo com as necessidades que a sua dieta, ou o meio impõem. Por exemplo, os falconídeos precisam de um coração cujo tamanho seja suficiente para suprir a demanda energética da caça, com grande esforço físico. Enquanto espécies mais sedentárias, como as juruvas, não precisam de um coração muito bem desenvolvido, devido ao seu comportamento de “senta-espera”.
    Também há o fato dos Tinamídeos possuírem um coração pequeno, não adaptado a grandes esforços por tempo prolongado, apesar de terem músculos peitorais muito bem desenvolvidos, e a característica da sua penugem ter coloração críptica, camuflada. Teria a seleção natural levado essas duas características a se relacionarem? Sendo que, por terem um coração pequeno, que não permite longas fugas, essas aves são mais adaptadas a se esconder no meio ambiente através da sua penugem do que fugir de um possível predador. As asas curtas em relação ao tamanho do corpo indicam que a ave em questão não possui hábitos de voar por um longo período, o que me faz pensar se foi essa característica que influenciou o tamanho pequeno do coração, ou o contrário.

  10. É bastante intrigante o fato de essas aves possuírem tão pouca capacidade aeróbica para o voo mas ao mesmo tempo possuírem músculos peitorais tão grandes e de uma quilha bem desenvolvida! Já foi feito algum estudo que tente explicar a utilidade destes músculos peitorais avantajados para essas aves? Ou seriam eles apenas características vestigiais de um ancestral de voo mais eficiente?

  11. Texto lúdico e informativo 🙂

    Fico sem entender porque essas características foram selecionadas: peitorais potentes com corações pequenos. Que vantagem adaptativa isso poderia ter?

    • Boa pergunta Gabriel, mas nem tudo é adaptação na natureza.

  12. Ótimo texto Marcos!Me faz lembrar de um projeto chamado Ciência para todos, que procura divulgar a ciência de maneira prazerosa e acessível mesmo a quem não é da área. Confesso que por alguns instantes até estive na Serra do Cipó ao ler esse texto.

    • Obrigado Edvânia.

  13. Peitorais potentes mas corações pequenos não conferem vantagem em caso de fuga repentina de predadores? Me lembro de ter me assustado muitas vezes quando criança ao sair em disparada atras de codornas e quando pensava que ia pegá-la ela voava e o bater de suas asas fazem muito barulho que me fazia voltar correndo rs rs.

  14. Parabéns pelo texto, uma ótima maneira de divulgar o conhecimento científico através de relatos bem escritos do trabalho de um biólogo. Interessante a questão da ineficiência cardíaca e pulmonar desse grupo. Incialmente o porquê dessa ave não voar nos induz a responder com base em caractéres da morfologia externa que conseguimos visualizar. Esse vôo débil, como você coloca em seu texto poderia ser uma forma de defesa causando susto ao predador( assim como o susto que ele lhe causou)? Os músculos peitorais poderiam estar associados a isso?

    • É uma boa hipótese Priscilla, mas não sabemos.

  15. Esses textos em tom de crônica torna o aprendizado muito agradável, parabéns pelo trabalho Marcos.

  16. Excelente texto, leitura muito agradável e ao mesmo tempo rica em conhecimento. Muito interessante a relação entre a massa do coração e a massa corporal das aves e ao mesmo tempo muito intrigante. Parabéns pelo texto!

  17. Parabéns, Marcos, pela riqueza de detalhes com que escreve os textos. Foi fácil imaginar toda a situação ocorrendo, sem contar na contribuição para o nosso conhecimento transmitido pela narração.

  18. Belo texto! O senhor soube conciliar literatura e ciência de uma maneira tão harmoniosa, afinal, a ciência é uma arte e a arte é uma ciência, não é mesmo? As aves são animais são tão lindos, interessantes, diversos e fofinhos. hahaha

  19. Ótimo texto! É super interessante saber as relações entre estrutura corporal e fisiologia com o estilo de vida das aves, como nesse caso em que o tamanho do coração é de grande importância para compreender as formas de voo.

  20. Muito bom texto. É interessante e divertido observar como é contado o acontecimento despertando no leitor uma visão diferente de ver a biologia. Todas as estruturas relatadas como o coração, ossos corporais modificados para voo e características externas demonstram a diversidade de aves que podemos encontrar nestes lugares. Além de entender como funciona a os hábitos e biologia da ave, pois isto está intimamente ligado as modificações que tiveram ao longo do tempo, para que o ambiente selecionasse. É importante entender isto.

  21. Muito bom texto, interessante e rico em conhecimento. A relação entre tamanho do coração e forma de voo é incrível!

  22. A minha dúvida também é compartilhada pelos demais leitores: Por que uma ave desenvolveria uma musculatura propícia ao voo sendo que a sua fisiologia não está adaptada para tal situação?. Os tinamídeos devem intrigar vários pesquisadores em relação a esta característica!. Mas uma musculatura desenvolvida seria um bom amortecedor durante uma queda, não?
    A predominância de aves sedentárias em florestas tropicais faz sentido e pode ser explicado através da Seleção Natural, pois as aves não precisam fazer esforços para conseguir se alimentar devido à abundância de alimentos existentes nas florestas tropicais.

  23. Leitura muito agradável Professor Marcos! Acho muito interessante pensar e analisar a diversidade morfofisiológica existente entre grupos e espécies de aves. O conhecimento a respeito destes animais nos permite também entender a funcionalidade da seleção natural, que nos capacita relacionar fatores fenotípicos e sua atuação no ambiente.

  24. Muito bom, forma interessante de agregar conhecimento.
    Bem interessante essa relação entre o tamanho do coração e o voo e não podia deixar de comentar sobre as fotos, lindas!

  25. O texto foi escrito com uma sensibilidade tão comovente que quase nos imaginamos no lugar do eu lírico. As características que lemos a respeito dos Tinamídeos nos deixam fascinados por essa ave. É extremamente interessante a relação do estilo de voo dos tinamídeos com a sua irrigação arterial ineficiente.
    Através dessa leitura também podemos saber um pouco mais a respeito dos juruvas e seu estilo de caça “senta-espera”.

  26. É um pouco irônico os tinamídeos possuírem tantas características importantes e “elaboradas” para o vôo e por uma característica mais “simples”, o coração pequeno, não possam voar. A sensação que dá é que há algo errado!
    Há alguma hipótese de como é porque essas características foram selecionadas?

  27. Incrível leitura. Esse texto mesclou várias características de diferentes famílias sem perder o foco. Uma forma de aprendizagem simples mas completa.
    O uso das fotos me fez imaginar cada momento.
    Um texto com muita emoção e sensibilidade. Parabéns Marcos!

  28. Excelente Texto. É muito interessante a relação existente entre de sentimentos e informação no texto. É uma forma muito prazerosa de adquirir o conhecimento sobre aves. Parabéns!

  29. Belo texto Professor Marcos.É impressionante ver como ficamos tão curiosos a respeito dos fatos ocorridos( cotidiano vivenciado) e das características morfológicas trazidas por você.É fato que a evolução nos prega muitas peças, e quanto mais conhecemos a respeito da dinâmica dos organismos, mais perguntas surgem para ser respondidas. E hoje me pergunto: qual seria a justificativa para músculos desenvolvidos se eles não podem “exibi-los”?

  30. Essa forma poética de escrever relatos científicos estimula a leitura e deixa mais agradável. É interessante observar que mesmo com a musculatura peitoral desenvolvida essas aves, por outros motivos, quase não voam.

    • Muito bacana!

  31. Muito bom o texto professor Marcos!
    A maneira como você escreve nos faz sentir como se estivéssemos vivendo o momento, fora que é a parte mais gostosa da biologia saber essas curiosidades.. 🙂

  32. Texto muito bom, a forma lúdica como escreve facilita muito o aprendizado.
    Achei muito interessante o fato dos tinamídeos não conseguirem voar direito, apesar de terem um musculatura peitoral bem desenvolvida, devido ao pequeno coração que possui.

  33. Excelente texto, de fácil aprendizagem, que reúne história com informação. Eu não sabia que os petréis tinham um coração pequeno como os tinamídeos. Eles têm mais esforço ao alçar voo do que no voo em si. Ou seja, um coração pequeno já basta.

  34. Excelente texto! O modo diferente de como é contado o fato, nos traz curiosidade ao longo da leitura do texto, a forma como o Sr. associa a morfofisiologia das aves e fato acontecido é muito interessante, nos permite ter um entendimento mais claro sobre algumas características das aves, que de uma outra forma, como a leitura de um texto de livro didático ou artigo, não compreenderíamos. O modo como o texto é escrito, nos traz mais interesse sobre as aves. Parabéns!

  35. Ótimo texto! Ao longo da leitura, foi como se eu tivesse voado pelo Cipó e assistido toda a cena do susto!
    Muito interessante as relações fisio e morfológicas dessas aves. Fiquei me perguntando como uma musculatura peitoral desenvolvida poderia ter sido selecionada junto de um sistema circulatório, aparentemente, ineficiente para voo. Então me lembrei que tudo está em constante mudança, e que não necessariamente as enxergamos. Em algum tempo, tais características poderiam ser vantajosas de alguma forma. Sabe-se lá como eram verdadeiramente as coisas em tempos passados, antes das grandes mudanças provocadas pelo homem.

  36. Professor Marcos Rodrigues, gostei da forma como trabalhou o texto através de características morfofisiológica, como os hábitos de vida das aves descritas e o tamanho do coração sendo importante para entender as formas de voo.

  37. Ótimo texto, impressionante como o aspecto do tamanho do coração pode afetar o voo das aves. Muito bom.

  38. Gostei muito deste, Marcos!
    O Urutau, que também apresenta este comportamento de senta-e-espera insetívoro estaria dentro do grupo das juruvas, citado acima?

    • Diego, o urutau é um Caprimulgiformes. Outro grupo.

  39. Muito bacana o texto professor! O fato dessas aves possuírem baixa capacidade aeróbica assim como o fato de terem grandes músculos peitorais explica também a sua predação, relativamente mais fáceis de caçar e com muita carne para o consumo. Interessante também saber que a circulação e o coração limitam a capacidade de voo.

  40. Muito interessante o texto que nos traz de uma forma simples e clara a relação existente entre o tamanho do coração das aves com o voo.Foi muito bacana descobrir que algumas apesar de possuir uma anatomia favorável ao voo, não o fazem devido a seu diminuto coração resultando em sua baixa irrigação sanguínea.
    Como sempre texto muito bom…

  41. Muito legal saber como a fisiologia interfere na capacidade de vôo desses animais, e a comparação entre o vôo deles com as demais aves nos faz refletir sobre a relação de parentescos dos animais tanto os bons voadores quanto ao maus voadores. Não se trata apenas da morfologia ou a anatomia semelhante, mas uma questão fisiológica associada ao vôo.

  42. Ótimo texto! Muito interessante perceber com a anatomia, a fisiologia e a massa cardíaca interferem no modo de voo das aves. Ciência em crônica! Parabéns e lindas fotos.:)

  43. Super prazeroso ler seus textos,o canto dos Tinamídeos sempre me faz lembrar as músicas sertanejas tão populares aqui no Brasil, imagino que deva ser difícil ver tal ave na natureza uma vez que não possuem cores vistosas, no entanto, seu canto faz com que saibamos que ela está ali…
    Quanto a questão peitorais bem desenvolvidos versus coração pequeno de fato nos intriga…

  44. Muito relevante as informações contidas no texto, e a forma como você conseguiu expressar e compartilhar a sua experiência. Apesar dos tinamídeos possuírem o músculo peitoral bem desenvolvido, é curioso eles não possuírem a capacidade de voar devido ao pequeno tamanho do coração e pulmão. É interessante observar como o processo evolutivo atua ao longo do tempo. Isso me fascina. =)

  45. Achei bem interessante a relação da massa corporal com a massa do coração!!

  46. Ótimo texto! Leitura muito agradável e de fácil compreensão. A relação entre a anatomia, a massa cardíaca e fisiologia relacionadas com a capacidade o voo das aves é algo muito interessante. Parabéns pelo trabalho!

  47. Um texto vivo, rico e muito interessante! Nosso coração bateu junto com o seu, Marcos. Tive uma curiosidade ao ler o texto; os tinamídeos vivem em média quanto tempo? O coração pequeno com relação ao tamanho do corpo interferiria nesse número? Parabéns pelo texto.

  48. Ótimo texto. Texto bem interessante e de fácil compreensão onde se aborta aspectos fisiológicos e anatômicos no modo de vida destas aves. Parabéns!

  49. Muito interessante as informações contidas no texto. Nunca imaginei que oque impossibilitava os tinamídeos de realizarem um voo eficiente fosse a relação do tamanho do coração e a circulação de sangue. Isso mostra as estreitas relações entre comportamento e fisiologia.

  50. Interessante saber que um músculo bem desenvolvido não está inteiramente relacionado com a capacidade do voo, e que outras estruturas, nesse caso o tamanho do coração, possa diminuir a capacidade dos tinamídeos. Belo texto Marcos!

  51. Muito interessante o texto. Não tinha conhecimento sobre a influência do sistema circulatório na eficiência do voo das aves. A medida que fui lendo o texto achei que o que dificultava os tinamídeos de voar era o peso e não o tamanho do seu coração e pulmão. É incrível o que podemos aprender com as observações da natureza. Excelente trabalho!

  52. Caro professor,nunca avistei um tinamídeo, mas através do seu texto, consigo ter imaginação do que seja. Além disso, seu texto é muito esclarecedor sobre suas características e ainda sobre o porque deles quase não voarem, apesar te terem músculos e outras características que o ajudariam para tal. Meus parabéns!

  53. Muito bom o texto! A maneira como descreve as características das aves prende a nossa atenção na leitura e aumenta a curiosidade sobre o assunto. Além dos Tinamídeos terem uma musculatura tão desenvolvida quanto ao de um Beija-flor eles possuem asas pequenas se não me engano o que dificultaria também o voo.

  54. Adorei o texto!! A linguagem utilizada foi dinâmica, aguçou a curiosidade e fez o texto ser facilmente compreendido. Não imaginava que o tamanho do coração e o diâmetro dos vasos interferiam no vôo dos tinamídeos. Muito legal!!!

  55. De forma simples este texto fornece informações importantes sobre as adaptações para o voo bem como explica o motivos de algumas aves não voarem. A forma como foi escrito permite uma compreensão facilitada das características dessas aves. Algo que despertou minha curiosidade foi o fato de uma ave com o coração pequeno conseguir voar por tanto tempo e outra também de coração pequeno não consiga nem ao menos levantar um voo eficiente, isso nos mostra que apesar das semelhanças anatômicas das aves elas apresentam muitas diferenças.

  56. Interessante essa relação do tamanho do coração das aves com o seu voo.

  57. Texto muito bem escrito, professor. Me espanta e me surpreende a riqueza de detalhes e a facilidade com que escreve nos levando pra dentro da historia. É um caso curioso dos tinamideos que apesar de terem adaptações para ter um otimo voo não obterem sucesso, podendo sofrer influencia sobre o tamanho das asas. Isso me chamou bastante atenção no seu texto e trouxe informações novas. Nesse ponto é interessante pensar no processo de seleção natural, como que isso interfere e age nas espécies.

  58. O textor realmente me fez sentir no local do autor. É interessante a observação do comportamento das aves no seu dia a dia. Como os papa-capins que habilmente pegam as sementes nos ramos como se não tivessem peso algum e com seu bico cônico as capturam e trituram. Os tinamídeos são espécies fascinantes, volumosas e que voam muito pouco, e agora que sabemos sobre o pequeno tamanho do seu coração, o que leva à ineficiência da distribuição rápida e em grande volume de sangue que o bater das asas necessita, podemos entender o porque que aves grandes e com musculatura peitoral desenvolvida como os tinamídeos não voam tanto. Acredito que o peso corporal relativamente alto possa atrapalhar também no voo.

  59. Muito interessante pensar que a ineficiência do voo dos tinamídeos é por outro motivo que não por ter uma musculatura de voo pouco desenvolvida, ou esterno pouco desenvolvido. Sempre associo a ineficiência do vô com essas características, não sabia que por possuir uma irrigação arterial ineficiente para a ação do bater de asas e além disso o diâmetro dos vasos sanguíneos é muito reduzido, os pulmões e o coração são também muito pequenos. Muito legal o texto !

  60. Gostei especialmente desse texto pelo seu conteúdo informativo. Muito interessante o fato de relacionar uma ave próxima de outras distantes e tão diferentes entre si. Bom também notar como cada adaptação é importante para o voo, as vezes como os tinamídeos tem duas adaptações importantes para o voo e no entanto quase não voam pelo seu coração pequeno. Isso indica que eles são intermediários no processo evolutivo entre as ratitas e as aves que voam efetivamente? Ótimo texto!

  61. Adorei o texto! Além de ser um texto científico de fácil entendimento, devido a maneira como foi escrito, as informações sobre Ratitas e principalmente Tinamídeos são de grande relevância evolutiva. Achei super interessante os tinamídeos possuírem características comuns tanto com aves de grande capacidade de vôo quanto com aves que não voam. (Musculatura peitoral desenvolvida, palato íntegro, coração pequeno, irrigação arterial ineficiente e coração pequeno.)

  62. Muito interessante o texto! E interessante também o fato dessas aves apresentarem uma musculatura tão desenvolvida apesar de seu voo limitado. Me pergunto porquê.

  63. Excelente texto! Acho muito interessante a maneira como o texto traz informações científicas na forma de uma leitura leve e que incentiva o leitor a querer saber mais.

  64. Muito interessante o texto… especialmente quando foi levantada a pergunta “Os tinamídeos possuem uma boa quilha e músculos avantajados para o voo. Por que quase não voam?”a partir dessa pergunta vejo de uma maneira prática como é importante que a fisiologia e anatômia andem sempre juntas.

  65. Belo texto! De forma poética, você transmite com riqueza de detalhes informações interessantes sobre os Tinamídeos e suas características. São mesmo fascinantes!

  66. Muito interessante, Marcos! Mas, o que levaria à formação de uma musculatura tão avantajada, sem uma utilidade para o vôo, ter sido selecionada durante a evolução?

  67. Muito bom professor!

    Mas acredito que junto com a limitação do coração proporcionalmente pequeno, existam outras “válvulas de escape”.

    Não acredito que o tinamídeo infartasse pelo susto da sua presença. Principalmente porque ele provavelmente já tinha te percebido, e deu o “grito” exatamente para alarmar o invasor e dar-lhe tempo para fugir.

  68. Mais um texto muito interessante, a diversidade das aves é realmente maravilhosa, de uma ave grande e pesada com coração pequeno, e um passarinho pequeno de coração grande!
    E nunca havia associado que aqui tão pertinho de onde moro existem aves que estão aqui na Terra a tanto tempo, como os Tinamiformes inhambu-chitã e inhambu-chororó, e com uma característica tão peculiar. É realmente fantástico (:
    A natureza é um colírio pros olhos!

  69. Muito bom o texto, Marquinhos!! Relevante e interessante ao extremo!

  70. Ao iniciar o texto, tive a curiosidade de saber porque os tinamídeos tem todo o aparato para voar (quase igual aos dos beija-flor) e não voam, então descobri que é por causa da capacidade de bombeamento do coração. As galinhas por outro lado se especializaram em comer e andar (haha), os tinamídeos tendem a se especializar de forma semelhante no futuro?

  71. A explicação para o fato de certas aves, como os tinamídeos, não voarem é realmente muito lógica e ao mesmo tempo muito interessante. Se não pesquisamos sobre o assunto, a presença de asas parece ser a única característica necessária para o voo, especialmente se nos deixamos guiar somente por senso comum, ou o que ouvimos por aí, mas quando lemos um texto como esse, percebemos que existem muitos fatores envolvidos no voo, e tudo se torna claro. Foi muito esclarecedor ler sobre a capacidade respiratória dos tinamídeos, que a despeito de outros aparatos que facilitariam o voo, como quilha e músculos avantajados, limita o voo do animal por ser um fator fundamental em termos de fornecimento de oxigênio e consequente geração de energia para o voo.

  72. Gostei do texto, pois nos leva a pensar e analisar a diversidade morfofisiológica existente entre grupos e espécies de aves. Conhecer esses seres, contribui para que possamos entender a função da seleção natural, que nos prepara para relacionar fatores fenotípicos e sua atuação no ambiente.
    Outro ponto interessante do texto, o qual eu não sabia que os petréis tinham um coração pequeno como os tinamídeos. E que eles têm mais esforço ao alçar voo do que no voo em si. Ou seja, um coração pequeno já basta.
    Também fique me perguntando como uma musculatura peitoral desenvolvida poderia ter sido selecionada junto de um sistema circulatório, aparentemente, ineficiente para voo. É então que percebemos que tudo está em constante mudança, e que não necessariamente as enxergamos. Em algum tempo, tais características poderiam ser vantajosas de alguma forma. Sabe-se lá como eram verdadeiramente as coisas em tempos passados, antes das grandes mudanças provocadas pelo homem.

  73. Mais um texto que mostra o quão diversificadas são as aves. É interessante saber que não só caracteres morfológicos ou moleculares podem ser usados para diferenciar um animal, mas também diferentes cantos e é curioso pensar como essa característica acabou divergindo em espécies tão similares. Outro aspecto interessante que o texto aborda, são as diferentes características necessárias para o voo. Apenas musculatura e penas não são o suficiente para suportar a carga energética demandada no ato de voar. Outras adaptações, como ossos pneumáticos, sacos aéreos, quilha e endotermia essenciais para o voo.

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  74. Esse texto mostra a importância da oxigenação do corpo para o desempenho do voo. O voo é uma condição alcançada pelas aves de forma complexa e dependente de muitos fatores, como o tamanho do coração, o calíbre das artérias, o tamanho dos músculos peitorais, o tipo de asas, entre outros fatores que precisam atuar em conjunto para permitir uma ave voar. A falta de oxigenação, devido ao tamanho redizudo do coração, poderia explicar a estratégia de senta-espera da juruva, uma vez que tendo condições anatomicas para voar, mas desprovida de oxigênio suficiente para manter um voo longo sentar e esperar pela presa aparenta ser a estratégia mais interessante para a sobrevivencia deste animal.
    Ashtari Mota Piancastelli Ni

  75. Achei bem interessante poder entender como o modo de vida de algumas aves estão relacionadas com suas características morfológicas e fisiológicas, além de poder desmistificar a ideia do senso comum que basta ter asas para o animal poder voar, são necessários diversos fatores para o desenvolvimento dessa atividade, como músculo peitoral e quilha bem desenvolvidos, uma irrigação arterial suficiente para conseguir manter a demanda energética do voo, ossos pneumáticos. É preciso uma combinação de fatores. Dessa forma, é muito interessante perceber porque algumas aves não voam ou não voam com facilidade e assim desenvolveram modos de vidas diferentes, como os tinamídeos apesar de possuírem quilha e músculos peitorais bem desenvolvidos, possuem coração e pulmões pequenos, o que fazem ser ineficientes no voo, mas possuem adaptações, como musculatura da perna desenvolvida, para andar e como vivem no emaranhado de vegetação, possuem coloração camuflada e assim podem disfarçar sua presença ficando de pé e imóveis, e só voam quando já quase atingidos.
    Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/tinamidae

  76. Curioso o fato de animais com musculatura tão bem desenvolvida quanto os Tinamídeos não serem capazes de voar por longos períodos. Mas após a explicação, torna-se realmente algo muito associativo e lógico, afinal, de que vale músculos bem desenvolvidos, se eles não são bem oxigenados? Por outro lado, também sempre me questionei sobre o motivo de aves como o avestruz e ema não serem capazes de voar. Normalmente, quando não se tem conhecimento sobre o assunto, associa-se apenas a presença de asas e penas com a possibilidade de voo. Entretanto, isso está errado. Pois, inicialmente para que uma ave consiga levantar voo, é necessária uma boa quilha do osso esterno que associa-se com a musculatura bem desenvolvida, além de ossos pneumáticos. Para que essa musculatura funcione corretamente, é necessário que ela seja bem vascularizada, garantindo assim que boas quantidades de oxigênio alcancem os músculos. A partir disso, também é possível estabelecer uma relação em que o tamanho do coração, dos pulmões e das artérias de uma ave será proporcional a quantidade de sangue arterial produzido por ela e consequentemente, a sua capacidade de voo, lembrando que também são necessárias uma boa quilha, ossos pneumáticos e uma musculatura bem desenvolvida para que o movimento das asas seja possível.

  77. É curioso o fato de que uma ave, mesmo que com toda a musculatura bem desenvolvida para voar, tem características que a despreparam tanto para o voo como por exemplo um coração pequeno incapaz de sustentar um voo. Também se torna curioso o fato de que uma análise morfológica de apenas uma característica, ou mesmo uma análise completa se for feita apenas com as características externas do organismo, pode levar a um erro. A convergência evolutiva nesse caso se retrata quando os animais mesmo que muito parecidos, são tão diferentes em outros aspectos.

  78. Curioso um animal possuir estrutura favorável para o vôo, mas não possuir tal capacidade bem desenvolvida devido ao tamanho do coração.
    Fiquei me perguntando quais são as hipóteses para a não perda da estrutura de vôo nas asas, musculatura, etc.?

  79. Professor, seu texto é muito esclarecedor, sobre suas características e ainda sobre o porque deles não voarem, apesar te terem músculos e outras características que o ajudariam para tal.

  80. Interessante texto com tanta divergência e tão belas imagens. De todos os aspectos citados no texto uma dúvida me surgiu ”As ratitas e os tinamídeos são consideradas as aves mais antigas que se conhece, e possivelmente evoluíram a partir de um ancestral comum que perambulava pelo grande continente da Gondwana ainda no período Cretáceo (entre 145 a 65 milhões de anos) antes de sua derradeira separação.”” ( tento este ancestral comum pode ser considerado convergência evolutiva ?)

  81. Eu perguntaria porque esses animais , sendo incapazes de voar , têm as estruturas favoráveis para o vôo? Porque em vez de ter uma boa quilha e os músculos vantajosos para o vôo, eles não desenvolveram em vez disto, o coração e a melhoria da irrigação arterial .

  82. Lendo o texto, percebe-se que o voo depende muito mais que simplesmente a presença de asas e penas. Diversos fatores, como tamanho da quilha e músculos peitorais, peso dos ossos e até mesmo tamanho do coração também e a capacidade aeróbica influenciam nesse processo. Dessa forma, explica-se porque diversas aves não conseguem voar, como as aves ratitas ou os pinguins. Bem interessante a forma como isso foi abordado no texto a partir dos tinamídios.

  83. Interessante notar a convergência evolutiva existente entre os tinamídeos e sua posição como grupo irmão das aves ratitas, a partir dos ossos do palato íntegros. Ao contrário dessas, os tinamídeos possuem musculatura de voo bem desenvolvida, mas ineficiente por apresentar irrigação sanguínea que não atende aos esforços que são necessários para o bater de asas. Além disso, esse grupo apresenta a menor capacidade aeróbica de todas as aves, mostrando que para o sucesso do voo não é necessário apenas asas, mas sim uma série de outros fatores (como os demonstrados pelo texto). Gostei bastante de aprender sobre os hábitos dessas espécies e de como sua identificação pode-se mostrar um desafio para os observadores.

  84. Os tinamídeos são aves ratitas que possuem certas estruturas favoráveis ao voo, como musculatura para voo desenvolvida, com os músculos peitorais grandes. Porém, mesmo com estas características, estas aves não são capazes de sustentar o voo por longos períodos de tempo, realizando apenas os chamados voos explosivos, nos quais percorrem pequenas distâncias (cerca de 50 metros) no ar. Esta inabilidade para o voo é devida principalmente a uma baixa taxa de irrigação sanguínea e ao pequeno tamanho do coração e pulmões destas aves.
    O caso dos tinamídeos é muito interessante, pois mostra que uma quantidade de fatores muito maior do que imaginamos influencia a capacidade de voo de uma ave. Não basta que possuam o conjunto completo de músculos para o voo. Se não possuirem características como quantidade adequada de irrigação sanguínea para estes músculos e coração e pulmões com tamanho adequado para bombear sangue e captar oxigênio de maneira suficiente, não serão capazes de voar por distâncias maiores nem de sustentar o voo.

  85. O texto demonstra claramente que as aves necessitam de todo um conjunto de especializações para o voo. O tinamídeo que apareceu repentinamente no local é um exemplo de que sem uma boa irrigação arterial não é possível voar plenamente, mesmo que se tenha uma boa musculatura para o batimento de asas e uma quilha bem desenvolvida. Isso mostra que o voo das aves não depende unicamente de asas, mas sim de vários fatores e, quanto melhor eles puderem ser assoociados, mais facilmente o voo pode ser alcançado.

  86. O texto aborda muito bem a questão de como o voo ocorre nas aves. Como dito, vários aspectos são necessários para que seja possível voar com qualidade, não apenas a presença de penas e músculos peitorais proeminentes. Embora de grande importância, além desses, também é necessária irrigação adequada, tamanho de coração e pulmão suficientes para que a ave possa voar por mais tempo e, não apenas voos curtos como os de um tinamídeo.

  87. O texto deixa claro que as adaptações para o voo vão além do que conseguimos ver morfologicamente, de modo que a explicação do porquê algumas aves não voarem são dadas de forma simples. Saber que a presença de músculos peitorais e asas não são o suficiente para o voo, pois precisa, além disso, de aspectos fisiológicos como irrigação adequada e um coração capacitado foi muito esclarecedor. Isso mostra a complexidade do voo das aves.

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