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Vida outdoor, Ornitologia, Literatura Selvagem

O condor, o urubu e o abutre

O condor, o urubu e o abutre: parecidos mas nem tanto

 

Serra do Cipó. Montanhas íngremes no coração de Minas Gerais onde em seus cumes e platôs desenvolve-se um dos mais belos ecossistemas do Brasil, os campos rupestres. Extensos campos cobertos por gramíneas, canelas-de-ema e sempre-vivas dominam a paisagem, rasgada por pequenos capões de mata de galeria que eventualmente desnudam cachoeiras com a mais cristalina das águas.

Os campos rupestres da Serra do Cipó, Minas Gerais (Foto LM Costa).

Os campos rupestres da Serra do Cipó, Minas Gerais (Foto LM Costa).

É neste cenário que sobrevoam planando majestosamente o grande condor-real, de plumagem branca com as penas primárias das asas negras e a cabeça totalmente nua ornada por saliências epidérmicas multicoloridas.

Condor-real? Condor no Brasil? Essa história precisa ser esclarecida.

 

O urubu-rei, espécie mais aparentada ao condor-dos-andes (Foto: J. Mattos).

O urubu-rei, espécie mais aparentada ao condor-dos-andes (Foto: J. Mattos).

Meio dia. O sol a pino. Um urubu-de-cabeça-vernelha (Cathartes aura) desfere intensas bicadas sobre a cavidade traseira de uma vaca morta. Esses urubus são incapazes de rasgar o couro e por isso acessam as vísceras da carcaça pela porta dos fundos. Em poucos minutos, outros três urubus o acompanham no banquete que exala o fétido odor característico destas cenas.

Algumas horas de observação são suficientes para presenciarmos uma implacável interação competitiva entre o urubu-de-cabeça-vermelha, o urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) e o urubu-rei (Sarcoramphus papa) que poderia ser chamado de condor-real. Por que não?

 

O urubu de cabeça-vermelha usa o olfato para localizar as carcaças dentro de floretas (Foto: F. Olmos).

O urubu de cabeça-vermelha usa o olfato para localizar as carcaças dentro de floretas (Foto: F. Olmos).

Quem são os urubus?

Existem sete espécies de urubus, que ocorrem apenas no Novo Mundo (Américas), muitas vezes chamados erroneamente de abutres do Novo Mundo. Todos que vivem nas grandes cidades do Brasil conhecem o urubu-de-cabeça-preta, mas há outros urubus pretos, como o urubu-de-cabeça-vermelha e duas espécies de urubus-de-cabeça-amarela (Cathartes melambrotus e C. burrovianus). Há ainda o incrível urubu-rei (Sarcoramphus papa), bem diferente dos outros urubus devido à sua coloração branca, mas não só isso.

O urubu-rei na verdade é um condor. Ele é parente próximo dos míticos e majestosos condores, o andino (Vultur gryphus) e o da Califórnia (Gymnogyps californianus). Os condores se distinguem dos urubus por características osteológicas do crânio.

A maioria destas espécies de urubus é encontrada principalmente na América Central e do Sul, embora o cabeça-vermelha e o cabeça-preta ocorram ao longo de uma grande área da América do Norte também. Mas o condor-dos-andes sobrevoava a Serra do Cipó, ao longo de toda a Cadeia do Espinhaço, bem no centro de Minas Gerais, há nada mais que sete mil anos. Será que poderiam viver ali hoje se reintroduzidos? Eles seriam os abridores de carcaças de vacas, pois eles sim podem rasgar o couro duro.

As relações de parentesco entre os urubus, sempre foram motivo de muita discussão entre os biólogos. Eles já foram colocados como parentes dos falcões e gaviões, os Falconiformes. Também já foram considerados como cegonhas mais especializadas, ou Ciconiiformes. Análises mais recentes, baseadas no compartilhamento de genes e características morfológicas entre as espécies indicam que os urubus formam um grupo singular, uma ordem chamada Cathartiformes, cujos parentes mais próximos seriam mesmo os Falconiformes (Figura abaixo).

Relação de parentesco entre as várias espécies de urubus e condores em relação outras aves de rapina (o serpentário Sagittarius serpentarius, os carcarás e falcões e as águias e abutres) (adaptado de Brito 2008).

Relação de parentesco entre as várias espécies de urubus e condores em relação outras aves de rapina (o serpentário Sagittarius serpentarius, os carcarás e falcões e as águias e abutres) (adaptado de Brito 2008).

Quem são os abutres?

Atualmente os abutres do Velho Mundo são encontrados na África, Ásia e Europa. Eles são muito mais aparentados às águias e classificados dentro da família Accipitridae, da ordem dos Falconiformes. Dentro desta família, os abutres estão em dois grupos distintos – as subfamílias Gypaetinae e Aegypiinae.

Gypaetinae inclui o abutre-das-palmeiras (Gypohierax angolensis), o abutre barbudo (Gypaetus barbatus), o abutre do Egito (Neophron percnopterus) e a águia-cobreira-de-Madagáscar (Eutriorchis astur). Estes abutres são mais aparentados aos gaviões do gênero Pernis do que a qualquer outro abutre (figura abaixo).

Figura 2. Relação de parentesco entre as várias espécies de abutres mostrando a clara divisão em duas subfamílias (adaptado de Lerner e Mindell 2005).

Figura 2. Relação de parentesco entre as várias espécies de abutres mostrando a clara divisão em duas subfamílias (adaptado de Lerner e Mindell 2005).

Aegypiinae, que inclui os outros treze abutres do Velho Mundo, têm um ancestral em comum com uma série de outros não-abutres da família Accipitridae, inclusive Buteo (gaviões), Aquila (águias), Haliaeetus (a águia-careca americana) e Circaetus (águia-cobreira).

Aegypiinae são representados pelos clássicos tipos morfológicos de abutres, aqueles com o pescoço longo e sem penas: o abutre-real (Torgos tracheliotus), o abutre-preto-da-eurasia (Aegypius monachus), o abutre-de-cabeça-branca (Trigonoceps occipitalis), o abutre-de-cabeça-vermelha (Sarcogyps calva), o abutre-com-capuz (Necrosyrtes monachus) e oito espécies do gênero Gyps.

 

O abutre-das-palmeiras tem hábitos generalistas e ocorre próximo a habitações humanas na África (Foto: F. Olmos).

O abutre-das-palmeiras tem hábitos generalistas e ocorre próximo a habitações humanas na África (Foto: F. Olmos).

O abutre-do-egito ocorre no sul da Europa, África e sul da Ásia, mas com populações cada vez menores (Fonte: Wikipédia).

O abutre-do-egito ocorre no sul da Europa, África e sul da Ásia, mas com populações cada vez menores (Fonte: Wikipédia).

O abutre-barbudo vive apenas em locais montanhosos da Europa, África e Ásia e se alimenta basicamente de medula óssea retirada dos ossos das carcaças de animais mortos (Foto: F. Olmos).

O abutre-barbudo vive apenas em locais montanhosos da Europa, África e Ásia e se alimenta basicamente de medula óssea retirada dos ossos das carcaças de animais mortos (Foto: F. Olmos).

O abutre-de-dorso-branco e o abutre-de-Rüppell possuem a típica forma do que chamamos ‘abutre’, ambos com populações cada vez menores (Foto: F. Olmos).

O abutre-de-dorso-branco e o abutre-de-Rüppell possuem a típica forma do que chamamos ‘abutre’, ambos com populações cada vez menores (Foto: F. Olmos).

Urubus e abutres não são parentes

 

Abutres do Velho Mundo e urubus do Novo Mundo não estão diretamente relacionados entre si, pois compartilham um ancestral muito distante e por isso não são parentes próximos. Assim, as semelhanças morfológicas superficiais que observamos não passam de um fenômeno chamado ‘convergência evolutiva’. Em outras palavras, animais que ocupam nichos ecológicos muito semelhantes e muito específicos evoluem de forma a tornarem-se muito semelhantes, não só em termos morfológicos, mas até comportamentais.

 

Encontrado nas montanhas dos Andes da América do Sul, o condor-dos-andes tem uma envergadura de até 3,2 m (Foto: F. Olmos).

Encontrado nas montanhas dos Andes da América do Sul, o condor-dos-andes tem uma envergadura de até 3,2 m (Foto: F. Olmos).

Os urubus pré-históricos

 

É importante saber que na Argentina, durante todo o Mioceno (época compreendida entre cerca de 23 milhões e 5 milhões de anos atrás) viveu Argentavis magnificens, um urubu gigante, a maior ave voadora conhecida. Ela poderia ter tido seis metros de altura, pesava 80 kg, e tinha uma envergadura de sete metros.

Outro urubu gigante, Teratornis merriami, um pouco maior do que o condor-dos-andes viveu na América do Norte no período conhecido como Pleistoceno (entre 2,5 milhões e 12 mil anos atrás).

Esses urubus pré-históricos, genericamente chamados de Teratornis, são classificados juntos na família Teratornithidae, e as evidências morfológicas os colocam como parentes dos urubus e não dos abutres. Estudos de anatomia os colocam como aves voadoras como os condores; andavam como cegonhas ou perus, mas poderiam ter sido predadores ao invés de necrófagos.

teratornis_merriami

Teratornis merriami (fonte: http://es.prehistrico.wikia.com/wiki/Archivo:Assets-teratornis_merriami.jpg)

Descobertas recentes mostram que outras espécies de condores sobrevoavam os céus da América do Sul durante a época do Pleistoceno. Pleistovultur nevesi era bem maior do que um urubu-rei, mas levemente menor que um condor-dos-andes. Wingegyps cartellei era uma miniatura de um condor-da-califórnia, e menor ainda do que um urubu-de-cabeça-amarela, o menor dos urubus, e poderíamos até chamá-lo de condor-anão. Ambas as aves foram descritas de restos de ossos fossilizados encontrados nas cavernas calcárias próximas à Serra do Cipó e ao Morro do Chapéu na Bahia.

Qual seria o hábito alimentar de um condor tão pequeno como Wingegyps cartellei? A pergunta procede porque ambos os condores existentes procuram seu alimento usando a visão e preferem grandes carcaças. Uma hipótese foi elabora por Herculano Alvarenga, pesquisador do Museu de História Natural de Taubaté que descobriu várias espécies fósseis de urubus. Segundo Alvarenga, o urubu-rei é menos seletivo quanto ao tamanho da carcaça, mas é muito agressivo com outros carniceiros, deslocando-os facilmente. Daí vem seu nome ‘rei’. O urubu-de-cabeça-preta além de extremamente generalista é também agressivo em relação aos outros urubus. As espécies de urubus do gênero Cathartes encontram suas carcaças com o uso do olfato e assim conseguem descobri-las em locais onde os condores e o urubu-rei não as encontrariam como, por exemplo, no interior de florestas. Assim, o pequeno Wingegyps, sendo um condor e, portanto, sem o sentido do olfato bem desenvolvido, teria que enfrentar competidores muito maiores e mais agressivos que ele. Uma hipótese bastante plausível seria a de que o condor-anão tivesse outros hábitos alimentares, como por exemplo, a frugivoria. O urubu-comum-preto e os outros urubus do gênero Cathartes são conhecidos por incluírem frutos em suas dietas, principalmente de palmeiras. Esse hábito também evoluiu em pelo menos uma espécie de abutre africano, o conhecido abutre-das-palmeiras. Outra possibilidade é a de que Wingegyps poderia sobreviver dos poucos restos de pedaços de carcaças abandonadas pelos grandes condores, como faz o abutre-do-egito hoje em dia.

Durante toda a época do Pleistoceno, a abundância de mamíferos gigantes, como por exemplos os mastodontes (com cerca de três metros de altura e sete toneladas) supriu a fome destes condores, urubus e urubus-gigantes. A extinção desta megafauna certamente acarretou a extinção de muitas destas aves necrófagas.

 

O papel ecológico dos urubus e abutres

Urubus e abutres são carniceiros obrigatórios, dependem de carcaças de animais mortos para sua sobrevivência. Eles as consomem rapidamente e essa limpeza contribui para os ciclos dos nutrientes e limita a disseminação de doenças. Populações de abutres vêm declinando drasticamente na Ásia e na África. O declínio das populações de abutres é atribuído a um medicamento veterinário chamado Diclofenac. Essa droga contamina as carcaças e é fatal aos abutres. Na Índia, a ausência de abutres em carcaças impulsionou o aumento nas abundâncias de cães ferais e ratos. Essa ausência de abutres afeta a transmissão de doenças, pois carcaças servem como incubadoras para muitos patógenos, e os animais que entram em contato com elas são expostos a agentes infecciosos. Um dos resultados é que a Índia tem uma das maiores incidências de raiva humana no mundo.

White-backed_vultures wikipedia

Abutres num típico banquete Africano (Fonte: wikipedia).

O funeral e o banquete

A cena da vaca putrefata no alto da Serra do Cipó mostra uma procissão de urubus, em luto, vestidos de preto, esperando para receber a benção do urubu-rei, este vestido de branco e com sua coroa e colares multicoloridos, refestelando-se solitariamente.

Se estivéssemos no Pleistoceno, a carcaça seria de um enorme mastodonte e o cheiro seria mais do que insuportável. Lá estaria o condor-dos-andes, disputando a primeira bicada lado a lado com Pleistovultur. Quem vencesse abriria o couro do mamífero gigante e tiraria o melhor para si mesmo. Depois viria o déspota urubu-rei, agressivo, observado placidamente por uma longa fila de súditos de cabeças-pretas, cabeças-vermelhas e cabeças-amarelas. Um pequeno condor-anão estaria espreitando a cena; esperando pelas raspas e restos, que tanto lhe interessaria. Talvez uma cena assustadora aos olhos de hoje, mas essencial ao ciclo do ecossistema.

 

 

Para saber mais

Alvarenga, H. M. F. e Olson, S.T. 2004. A new genus of tiny condor from the Plesitocene of Brazil (Aves: Vulturidae). Proceedings of the Biological Society of Washington 117(1): 1-9.

Brito, G. R. S. 2008. Análise filogenética de Cathartidae (Aves) com base em caracteres osteológicos. Tese de doutorado. Universidade de São Paulo.

Lerner, H. R. L. e Mindell, D. P. 2005. Phylogeny of eagles, Old World vultures, and other Accipitridae based on nuclear and mitochondrial DNA. Molecular Phylogenetics and Evolution 37:327-346.

Pough, F. H.; Heiser, J. B.; Janis, C. M. 2008. A Vida dos Vertebrados – 4ª Edição. Atheneu São Paulo.

164 Comentários

  1. (deu pau na hora de postar…caso esteja duplicado apague um!)

    Olá Marcos…

    Gostaria de parabenizá-lo pelo blog! E também por escrever tão bem sobre aves tão fascinantes!

    Digo que me senti lisonjeado de ver “minha” filogenia referida num blog novo, mas que gosto bastante, e é dirigido para o grande público (a meu ver pessoas que temos [servidores públicos e bolsistas] obrigação de retornar seus investimentos em impostos)!

    Também adianto que estou trabalhando pesado na publicação da minha tese, mas resumir 5 anos de trabalho e 400 páginas de trabalho anatômico em artigos curtos, não é fácil! Mas vamo que vamo!

    Grande abraço

    Guilherme Brito

    • Olá Guilherme, que honra! Que bom que vc gostou de ver ‘sua’ filogenia. Se tiver mais novidades sobre a história evolutiva dos urubus será um prazer poder compartilhar. Abç.

  2. Oi Marcos!

    Uma coisa interessante é esse resultado da relação dentro dos Cathartes. Salta aos olhos a relação não-irmã entre os urubus-de-cabeça-amarela. Mas como a filogenia utilizou caracteres osteológicos, em muitos grupos de aves eles são tão conservativos que as relações interespecíficas são praticamente impossíveis de recuperar! Nesse caso somente um caráter sustenta C. aura + C. burrovianus, deixando C. melambrotus “fora”.

    Mas os cranios das 3 espécies de Cathartes são praticamente idênticos, e como infelizmente a série de esqueletos de C. melambrotus é muito pequena (olhei todos os disponíveis e são só 4 esqueletos no mundo todo), provavelmente com o aumento das séries e a inclusão de outros tipos de caracteres é bem capaz que este nó colapse e na verdade as relações entre eles ainda fique incerta aguardando outro conjunto de caracteres. E a ciência vai andando!!

    Grande abraço

    Guilherme

    • Obrigado Guilherme. Nada como um especialista no assunto. Sim, nada é definitivo e a ciência vai andando mesmo.

  3. Excelente texto Marcos! O declínio dos abutres pelo uso do Diclofenac teve uma implicação ecológica inesperada na Índia. Com o aumento dos cães vagando pelas cidades e vilarejos os leopardos, que viviam em florestas adjacentes a esses locais, foram atraídos pela oferta de comida fácil. Isso levou a um aumento do contato entre leopardos e pessoas, levando a conflitos em que na maioria das vezes o felino levava a pior. Tudo causado pelo declínio de uma peça chave no ecossistema.

    • Tomaz, obrigado por lembrar desta cadeia de eventos que deveria servir de lição a todos nós.

  4. Olá, Marcos.

    Sou aluno de Zoologia 3, e achei interessantíssimo o texto.
    Uma pergunta que eu sempre me faço quando vejo carcaças sendo compartilhadas por diferentes espécies de urubus nas fazendas, é de como essas espécies especiaram?
    Se elas dividem o mesmo nicho e são taxonomicamente próximas, como se dão os eventos de especiação? Especializações reprodutivas, ocorrência não simpátrica no passado?

    att
    Pedro

  5. Ótimo texto!Fiquei curioso a respeito dos motivos que levaram um dia a se colocar os urubus como Ciconiiformes e sobre as características osteológicas do crânio que permitem distinguir os urubus de condores.Achei muito interessante a parte sobre urubus-gigantes e também das repercussões ecológicas do Diclofenac.

    Parabéns pelo blog.

  6. Olá Marcos!
    Adorei o texto, muito esclarecedor! Sempre tive dúvidas sobre as relações entre abutres e urubus e achava que eram grupos próximos evolutivamente, por isso, fiquei surpresa ao saber que compartilham um ancestral muito distante.
    Durante a leitura do texto, surgiram duas dúvidas:
    – Como falado, os abutres e urubus são carniceiros obrigatórios, porém, eles podem se alimentar de outra forma? Através da predação, por exemplo?
    – O medicamento Diclofenac, o qual é prejudicial para as populações de abutres, é utilizado nos animais com qual finalidade? E por quê é tão maléfico para essas aves?

    Aguardo o retorno com os possíveis esclarecimentos.
    Obrigada pelas novas informações.

    Letícia.

    • Letícia, veja este artigo publicado na revista Nature:
      http://www.nature.com/nature/journal/v427/n6975/full/nature02317.html

      “Between 2000 and 2003, high annual adult and subadult mortality (5–86%) and resulting population declines (34–95%) (ref. 5 and M.G., manuscript in preparation) were associated with renal failure and visceral gout. Here, we provide results that directly correlate residues of the anti-inflammatory drug diclofenac with renal failure. Diclofenac residues and renal disease were reproduced experimentally in OWBVs by direct oral exposure and through feeding vultures diclofenac-treated livestock. We propose that residues of veterinary diclofenac are responsible for the OWBV decline.”

  7. Marcos, gostei muito do texto e do blog! “O urubu exerce verdadeira atração sobre a curiosidade humana, pela sua pacífica convivência com a morte, dela extraindo sua própria vida” – Luiz P. Gonzaga (1981). Mas acho que o que me atrai mesmo no urubu-rei são as cores e sua postura elegante, que revela certo ar de superioridade. Um verdadeiro rei do Cerrado! Infelizmente, em minhas andanças pelos campos rupestres, ainda não tive o privilégio de vê-lo.

    • Oi Luisa, obrigado. Gostaria de saber a referencia de sua citação. 😉

  8. Uau professor! Texto super interessante! Fiquei surpresa em saber que existem espécies de urubus que se alimentam de frutos, antes pensava que todos se alimentavam somente e estritamente de carcaças! Outra coisa que não sabia e achei interessante, foi o fato do Diclofenac… Mas não entendi como é que essa droga contamina as carcaças. Como ela é utilizada? Para que ela serve? E o que tem nela que a torna fatal para os abutres?

    • Letícia, veja este artigo publicado na revista Nature:
      http://www.nature.com/nature/journal/v427/n6975/full/nature02317.html
      “Between 2000 and 2003, high annual adult and subadult mortality (5–86%) and resulting population declines (34–95%) (ref. 5 and M.G., manuscript in preparation) were associated with renal failure and visceral gout. Here, we provide results that directly correlate residues of the anti-inflammatory drug diclofenac with renal failure. Diclofenac residues and renal disease were reproduced experimentally in OWBVs by direct oral exposure and through feeding vultures diclofenac-treated livestock. We propose that residues of veterinary diclofenac are responsible for the OWBV decline.”

  9. Bom dia, profssor Marcos Rodrigues
    Como apreciadora da sistemática e filogenética, gostei muito de aprender um pouco mais sobre as relações de parentesco existentes entre os urubus, abutres e condores.
    Além disso, pude conhecer um pouco melhor sobre os três grupos, considerando que sou leiga no assunto.
    Sobre as relações do urubu-rei com os outros urubus apresentada na primeira filogenia, fiquei um pouco confusa… O urubu-rei aparece como um parente mais próximo dos condores do que dos urubus, mas ainda sim são considerados urubus? Os urubus formam um grupo parafilético?
    E sobre as relações dos abutres com os gaviões? Abutres também constituem um grupo parafilético?
    Outra coisa que me impressionou foi como a espécie Argentavis magnificens que era tão pesada conseguia voar!
    Gostei muiito do texto!

  10. Boa Tarde Marcos,

    Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pela poética do texto que, mesmo com uma abordagem científica deixou-o com uma leitura de fácil acesso. Além de que o blog é um excelente mecanismo de aprendizado, como eu pude aprender sobre um assunto que antes desconhecia, outras pessoas também poderão.
    Com a publicação, pude aprender a diferenciar um abutre de um urubu tanto por uma abordagem filogenética quanto morfológica, evidenciando que achei bastante interessante as filogenias, principalmente a primeira que fala da relação entre as ordens Falconiformes e Cathartiformes.
    So fiquei com um pouco de dúvida quanto a questão do Urubu-rei, se ele é um condor ou um urubu?
    Gostei bastante das partes do texto que fala do papel ecológico dos urubus e dos urubus pré-históricos.

    Parabéns!

  11. Incrível imaginar aves de grande porte como Argentavis magnificens, com seus 7 metros de envergadura. Com certeza seria um espetáculo observar seu voo imponente. Por outro lado, acho curioso pensar na extinção de Wingegyps cartellei, considerando a “hipótese frugívora” de Alvarenga. Por que uma espécie pequena, com alimentação menos seletiva, incluindo a frugivoria, teria sido extinta? Talvez o condor-anão apresentava um nicho mais restrito e uma biologia mais complexa, bastante associada às espécie de grande porte e extintas.

  12. Olá professor!
    Não sou a “maior conhecedora” de aves mas quero parabenizá-lo pelo texto. Eu sinceramente achei muito interessante, divertido de ler, bem explicado e bem ilustrado. Achei muito interessante e talvez um pouco preocupante a questão do diclofenac influenciando nas populações de abutres. Tenho a impressão de que as pessoas não se preocupam como deveriam com a importância ecológica dessas aves. Não tenho nenhuma crítica a fazer e todas as minhas curiosidadas já foram discutidas aqui nos comentários. Então só me resta o parabéns mesmo! Seria ótimo se outros professores seguissem sua iniciativa.

  13. Olá prof. Muito interessante o texto!
    Também sempre achei que os urubus eram parentes dos abutres. E fiquei surpreso de saber que existem urubus que não se alimentam apenas de carcaças. Mas a parte que realmente me chamou a atenção, foi a do papel ecológico. Nunca tinha de fato parado para pensar da real importância dos urubus para o ecossistema. E depois de ler o texto, vejo que estava sendo ignorante. É muito bom saber o controle biológico de doenças que um urubu pode causar. E mais ainda quando pensamos na realidade das cidades, que são exacerbadas em doenças e pragas. Imagina só o que seria da população urbana se os urubus fossem extintos nas cidades? Prova viva disso é a situação crítica que a Índia vem passando, como citado no texto. Só fiquei em dúvida da aplicabilidade de Diclofenac nas carcaças ?
    Está de parabéns pelo texto!

  14. Boa noite professor,

    Gostei muito do texto, de muito fácil leitura e me trouxe um farto conhecimento.
    Sempre achei que urubus e abutres eram a mesma coisa, interessante saber que eles não são nem parentes, mas ainda tenho uma dúvida, os urubus são aves de rapina?
    Parabéns pelo belo texto e obrigado pela atenção.

  15. Texto realmente muito interessante e abrangente, que deu conhecimento e corrigiu várias crenças que eu tinha até então. Nunca pensei que houvesse diferença entre urubus e abutres (achava que eram dois nomes populares para os mesmos animais), muito menos que fossem tão distantes filogeneticamente; surpreendente saber que apenas um deles é falconiforme. Acho que o nome popular “urubu-rei” é prova de que a distinção entre as várias aves carniceiras não costuma ser feita pelos leigos.

  16. Olá Marcos!

    O texto foi um tanto quanto esclarecedor para mim, pois como alguns dos meus colegas de turma relataram, eu também achava que urubus e abutres eram denominações diferentes para um mesmo animal.

    Mas o que me deixou com dúvida diz respeito ao suposto hábito alimentar do Wingegyps cartellei, pois se uma das possibilidades é a de que ele poderia sobreviver dos poucos restos de pedaços de carcaças abandonadas pelos grandes condores, então em termos de interações ecológicas, Wingepys cartellei seria nesse caso um comensal? E o abutre-do-egito também o seria?

    Abs,
    Rhayanne.

  17. Primeiro gostaria de parabenizá-lo pelo tom de sensibilidade no texto, envolvendo Literatura e Biologia simultaneamente.
    A abordagem é relevante até para quem não é da área, uma vez que quebra o preconceito que as pessoas têm por esses animais, vistos como transmissores de doenças. Pelo contrário, estão muito mais relacionados à ‘limpeza’, por participarem da ciclagem de nutrientes.
    Enquanto estava lendo duas questões que provavelmente já foram estudadas despertaram minha curiosidade:
    -O paradoxo do urubu-de-cabeça preta se alimentar de carcaça, além de ser generalista, mas ainda sim apresentar comportamento agressivo e afasta outros urubus enquanto se alimenta;
    -Provavelmente o sistema imune dessas aves que praticam a necrofagia, mesmo sendo inferior aos dos mamíferos, deve ser muito especializado em reconhecer diversos patógenos e responder rapidamente a qualquer possível infecção.

    Obrigada

  18. Boa noite,
    Primeiramente gostaria de dizer que o texto ficou ótimo, mesmo a abordagem sendo bem científica foi uma leitura fácil, agradável e surpreendente, pois sempre achei que esses animais fossem muito próximos! Mas ainda me restou duas dúvidas: quais as implicações que a alimentação por necrofagia gera, tanto nos microrganismos do sistema digestivo, quanto no sistema imunológico desses animais? E quais as vantagens e desvantagens dos animais que são generalistas e daqueles que são seletivos quanto a carcaça?

    Obrigada!

  19. Boa noite!

    Parabéns pelo texto, mesmo com a abordagem sendo bastante científica, a leitura foi muito agradável e surpreendente, pois sempre achei que esses animais fossem muito próximos!
    Mas ainda me restaram 2 dúvidas: Quais as implicações que a alimentação por necrofagia gera, tanto nos microrganismos do sistema digestivo, quanto no sistema imunológico desses animais? E quais as vantagens e desvantagens dos animais que são generalistas e daqueles que são seletivos quanto a carcaça?

    Obrigada!

    (Obs.: Tive um problema no momento da postagem. Se forem enviadas duas perguntas iguais, me desculpe!)

  20. Olá Marcos.
    Gostei bastante do texto. Seu método de escrita me faz pensar que estou vendo um documentário muito bem produzido enquanto leio. Após ler o texto fiquei me perguntando se os Urubus formam um grupo monofilético com suas 7 espécies.
    Acho fascinante a relação abordada para um cenário no Pleistoceno para as relações alimentares e principalmente de necrofagia e o desequilíbrio que a redução da fauna de mastodontes pode causar para aqueles condores e urubus. A questão do Diclofenac me parece bem perturbadora, por ser um anti-inflamatório e um analgésico muito utilizado, seus efeitos negativos na cadeia ecológica podem ser ainda mais acentuados. A recriação da cena do funeral e o banquete encerra esse texto de uma maneira fantástica.
    Parabéns pelo texto!

  21. Muito bacana o texto!!
    Não fazia ideia dos efeitos do Diclofenac nem das consequências do seu uso na Índia. Também achei interessante saber que algumas espécies incluem frutos em sua dieta, achava que todos os urubus eram carniceiros.

  22. Caríssimo prof. Marcos,

    Sou aluno de Zoologia III neste semestre e devo parabenizá-lo pelo texto, que apesar do cunho filogenético e evolutivo, se apresentou com uma linguagem de acesso simples e que pode ser, facilmente, material de divulgação científica de ótima qualidade. Sempre vi na linguagem popular os usos dos termos abutre e urubu sendo usados se referindo quase às mesmas coisas e tenho interesse fundamental em compreender as relações entre termos populares amplamente difundidos e os grupos científicos a que estes termos se referem. A meu ver, o caso das aves é ainda mais notável dada a quantidade de nomes populares existentes para a enorme diversidade do grupo.

    Durante a leitura do texto decidi por buscar outras informações sobre a diversidade de aves, especialmente sobre envergaduras e tamanhos, dada a impressionante capacidade de voo de Argentavis magnificens, um feito impressionante de biomecânica. Aproveitando para relacionar com a questão de divulgação científica, encontrei esta reportagem (http://g1.globo.com/natureza/noticia/2014/07/fossil-revela-maior-ave-voadora-com-envergadura-de-64-metros.html) que comete o erro de usar o termo “ave” como sinônimo de “pássaro” e que evidencia como o cenário de divulgação científica da grande mídia ainda tem muito o que melhorar.

    Para finalizar, é interessante ver como essa convergência de hábitos alimentares e de morfologia externa existe no grupo das aves de rapina. Seria correto assumir que as linhagens de abutres e de urubus foram isoladas geograficamente e tal fato contribuiu para a evolução de dois grupos distintos com esses hábitos semelhantes? De que época datam os registros das primeiras aves de rapina e como era a organização dos continentes nesse período? Você teria algum artigo que trate especificamente sobre a evolução do grupo das aves de rapina (que, a meu ver, é um dos grupos de animais mais fascinantes da face da Terra)?

    Por fim, gostaria de parabenizá-lo novamente pelo excelente texto: didático, simples e muito esclarecedor.

    Agradeço pela atenção!

  23. Bom dia professor Marcos,
    gostei muito do seu texto. Até então eu achava que abutre era um sinônimo para urubu e não imaginava que esses animais fossem tão diversos; muito menos que a maior ave que já existiu (com impressionantes 6 metros de altura) era um urubu. Achei também muito interessantes as relações de hierarquia que esses animais possuem, suas diferentes formas de detectar as carcaças e a especificidade apresentada por alguns com relação as mesmas (como o abutre-barbudo). Certamente olharei esses animais com mais interesse e admiração , ao invés de apenas descaso ou até mesmo nojo, agora que sei o quanto são interessantes.

  24. Bom dia professor! Ótimo texto!
    O que mais me chamou atenção no texto foi a parte do papel ecológico dos urubus e abutres.
    É incrivel a forma como a ausência desses animais causa um desequilíbrio no ambiente em que eles estão inseridos, fazendo com que na Índia por exemplo, ” a ausência de abutres em carcaças impulsionou o aumento nas abundâncias de cães ferais e ratos.” Acho muito legal pensar nessa questão ecológica, e as consequências que a retirada desses animais causa, principalmente com o aparecimento de outros animais que tem maior contato com o ser humano e serão vetores de algumas doenças. Achei muito interessante a questão do Diclofenac. Queria entender o motivo pelo qual a droga é utilizada.
    Obrigado !

  25. Bom dia professor Marcos,
    gostei muito do seu texto. Até então eu achava que abutre era um sinônimo para urubu e não imaginava que esses animais pudessem ser tão diversos; muito menos que a maior ave que já existiu (com impressionantes 6 metros de altura) tivesse sido um urubu. Achei surpreendente também as relações de hierarquia que esses animais apresentam, suas diferentes formas de detectar as carcaças e a especificidade que alguns (como o abutre-barbudo) apresentam em relação as mesmas. Certamente vou observar esses animais com mais carinho e admiração, ao invés de descaso ou até mesmo nojo; agora que sei o quanto são seres interessantes.

  26. Bom dia professor,

    Achei muito interessante o texto, fácil de ler e com uma escrita sucinta e didatica, alem de poetica também! Parabéns,seu blog é excelente!

    Fiquei um pouco confusa quanto a classificaçao de urubus e condores, no texto é falado que a diferença se basea em características osteológicas do cranio, porem alguns animais podem ser considerados condores e ao mesmo tempo serem chamados de urubus. Dei uma pesquisada e percebi que em muitos sites essa distinção nem existe.
    Há mais características que os diferem? Condor e urubu podem ser considerados apenas nomes diferentes pra uma mesma ave?

    Obrigada!
    Layara. Aluna de Zoologia 3, UFMG.

  27. Texto muito bom e esclarecedor, não imaginava que a relação ente abutres e urubus fosse tão interessante. Nem sabia diferencia-los por sua semelhança e agora vejo que nem são parentes próximos. Parabéns pelo blog e pelo texto.

  28. Muito bom o texto, eu sempre tive dúvidas sobre a diferenciação entre abutres e urubus, e o texto foi bastante explicativo. Já tinha uma noção de que condores e urubus eram aparentados, e o texto agora me deu uma melhor ideia disso.

  29. Muito bom o texto, sempre tive curiosidade em saber a diferença entre abutres e urubus. Também tinha noção de que condores e urubus eram aparentados, e o texto me deu uma ideia melhor sobre isso.
    Obrigada

  30. Bom dia professor,

    Por favor desconsidere esse comentário, caso já tenha recebido outro meu, no meu computador não aparece que enviei, ta travando o site, por isso estou mandando outro.

    Gostei muito do seu texto, achei-o sucinto, didático e com uma escrita excelente! Seu blog é muito bom, parabéns!

    Fiquei um pouco confusa quanto a classificação dessas aves como condores ou urubus, ao longo do texto é falado que essa diferença consiste em características osteológicas do crânio, porém existem alguns animais que foram nomeados como urubus e também como condores, exemplo: urubu-rei, que pode também ser chamado condor real. Fiz um pesquisa no google e percebi que em vários sites essa distinção nem é feita.
    As únicas características que separam esses dois grupos são as diferenças no crânio? Existem outras? Qualquer urubu também pode ser chamado de condor?

    Obrigada!!
    Layara, aluna de Zoologia 3, 2014/2, UFMG.

  31. Olá professor,
    Gostei muito do texto. Sempre achei que urubus e abutres fossem a mesma coisa. Uma dúvida minha foi sobre o que consideraram ao colocar os urubus e as cegonhas como grupos próximos?
    Parabéns pelo blog.

  32. Boa Tarde Professor,

    Achei o texto interessantíssimo, principalmente por mesclar saberes populares e científicos. O texto é de leitura clara e objetiva e contém informações evolutivas, ecológicas e biológicas dos animais supracitados. O papel ecológico me chamou atenção, por conter consequências reais e diretas que a falta dessas espécies podem causar em nosso meio ambiente. E por fim, em um momento há um comentário sobre o condor-dos-andes, no qual a pergunta: “Será que poderiam viver ali hoje se reintroduzidos?” me fez pensar que até poderiam, mas acredito que deve haver um bom motivo para terem saído de lá há mais de 7 mil anos. Qual seria esse possível motivo? Parabéns e obrigada pela atenção.

  33. Olá, Professor!
    Realmente o texto é interessante, principalmente por que se trata de um grupo de aves que nós geralmente desprezamos ou até evitamos. Isso nos faz pensar a respeito da importância desses animais.
    Achei que texto poderia abordar também sobre outras aves carniceiras não especialistas, como o carcará.

  34. Marcos, a utilização do olfato pelas aves é meio que “negligenciada” ou nem abordada nas aulas de zoologia de Ensino Médio. Fiquei surpreso e achei bem interessante esse mecanismo. Minha curiosidade é: a área sensorial ligada ao olfato fica em que região do crânio??

  35. Olá professor. Adorei o texto!
    Foi interessante perceber os diferentes tipos de alimentação de carcaças, mesmo entre as aves detritívoras. O urubu-rei aproveitando as melhores partes e os pretos com o resto. Tal situação me lembrou o “Hawk-Dove game” exemplificado por Maynard, em que o urubu-rei, por ser mais forte, estaria no papel de Hawk (se mostrar agressivo e entrar em combate se for desafiado). Os demais urubus representariam os Dove (ser agressivo, mas evitar o combate). A relação seria observada como um “respeito” dos urubus-de-cabeça-preta com o urubu-rei.
    Gostei de pensar que a introdução de um mamífero de grande porte como a vaca poderia fazer com que o condor-dos-andes voltasse à Cadeia do Espinhaço para aproveitar desse recurso. Isso mostraria que a extinção da megafauna da América do Sul coincidiu com a restrição do habitat dessa ave nos Andes.
    Uma dúvida que ficou é se os urubus do Novo Mundo poderiam ter os mesmos problemas que os abutres com o uso veterinário de Diclofenac.
    Obrigado

  36. Olá professor Marcos, parabéns pelo seu texto. Achei muito explicativo e serve de grande ajuda para pessoas que não entendem muito do assunto como eu. O que achei mais interessante foi saber que os urubus não são parentes próximos apesar de possuírem características visuais e comportamentais tão parecidas, e fato de alguns urubus incluírem frutos em sua dieta.
    Fiquei curiosa em saber quais são as características anatômicas que permitem diferenciar os urubus pretos entre si (urubus-de-cabeça-preta, urubus-de-cabeça-vermelha e urubus-de-cabeça amarela).

    Parabéns pelo blog.

  37. Boa tarde professor,

    Achei o seu texto extremamente interessante! Eu não tinha conhecimento dessas diferenças entre os 3 grupos. O fenômeno de ‘convergência evolutiva’me chamou muita atenção. É muito interessante o fato de 2 grupos, tão semelhantes morfologicamente, serem tão distantes evolutivamente. Outra informação que me chamou muita atenção foi a importância ecológica desses animais e como que eles vêm beneficiando a saúde humana, mas ao mesmo tempo sendo prejudicados por suas medidas. Muitas vezes esquecemos de como o nosso ecossistema está ligado. Esses animais muitas vezes são tidos como banais e entender melhor seus papeis ecológicos, morfologia, comportamento e filogenética, me acrescentou muito.

  38. Boa tarde professor,

    Achei o seu texto extremamente interessante! Eu não tinha conhecimento dessas diferenças entre os 3 grupos. O fenômeno de ‘convergência evolutiva’me chamou muita atenção. É muito interessante o fato de 2 grupos, tão semelhantes morfologicamente, serem tão distantes evolutivamente. Outra informação que me chamou muita atenção foi o papel ecologico desses animais e como que eles vêm beneficiando a saúde humana, mas ao mesmo tempo sendo prejudicados por suas medidas. Muitas vezes esquecemos de como o nosso ecossistema está ligado. Esses animais muitas vezes são tidos como banais e entender melhor seus papeis ecológicos, morfologia, comportamento e filogenética, me acrescentou muito.

  39. Olá Professor Marcos!

    Me interessou muito a relação de parentesco não imediata entre urubus e abutres; além disso, o fato de os popularmente chamados “abutres” não formarem um grupo monofilético. Não tinha conhecimento sobre o que era um condor e sua relação filogenética com os “urubus”. Entendi melhor como caracteres comportamentais aliados a morfológicos podem garantir uma gama de possibilidades de interações ecológica, explicada em: “O funeral e o banquete”.
    Basicamente o texto só me apresentou informações novas e interessantes: foi muito válido. Parabéns!!

  40. Boa tarde prof. o texto é muito esclarecedor!! Mostra de forma literaria e didatica um conhecimento que por muitos é desconhecido!! Não fazia nem ideia de que urubus e abutres nao são parentes proximos e sim as semelhanças se devem a convergencia! Obrigadaa!

  41. Olá Marcos!Achei muito interessante o texto e o blog!A forma de escrita é muito bacada e chama a atenção para os temas discutidos de forma leve e cuiriosa. Gosto bastante de conhecer a relação filogenética entre grupos e, por ser leiga no assunto, as relações de parentesco entre urubus, condores e abutres me surpreenderam, além de que não conhecia as diferentes espécies de urubus! Há mais alguma informação sobre o urubu gigante Argentavis magnificens?
    Abraços,
    Lunna.

  42. Primeiro gostaria de parabenizá-lo pelo tom de sensibilidade no texto, envolvendo Literatura e Biologia simultaneamente.
    A abordagem é relevante até para quem não é da área, uma vez que quebra o preconceito que as pessoas têm por esses animais, vistos como transmissores de doenças. Pelo contrário, estão muito mais relacionados à ‘limpeza’, por participarem da ciclagem de nutrientes.
    Enquanto estava lendo duas questões que provavelmente já foram estudadas despertaram minha curiosidade:
    -O paradoxo do urubu-de-cabeça preta se alimentar de carcaça, além de ser generalista, mas ainda sim apresentar comportamento agressivo e afasta outros urubus enquanto se alimenta;
    -Provavelmente o sistema imune dessas aves que praticam a necrofagia, mesmo sendo inferior aos dos mamíferos, deve ser muito especializado em reconhecer diversos patógenos e responder rapidamente a qualquer possível infecção.

    Obrigada

    Ps.: Eu já havia mandado esse comentário no dia 16, à noite, mas não foi aceito. Estou mandando novamente caso tenha dado algum problema.

  43. Prezados Marcos e colegas,
    Olá!

    Muito interessante o texto! É surpreendente que a semelhança entre abutres e urubus seja fruto de convergência adaptativa. Igualmente fascinante é a interdependência e a sutileza das relações ecológicas, como o uso de Diclofenac e o consequente aumento da incidência de raiva humana na índia.
    Selecionei três questionamentos que considerei importantes:

    – Quais possíveis pressões seletivas levaram à divergência da população ancestral comum entre urubus e condores, e como estas selecionaram as diferenças osteológicas mencionadas no texto?
    – Quais são e como estas diferenças osteológicas beneficiam cada grupo?
    – Podemos destacar a reprodução como principal pressão para a seleção das saliências epidérmicas multicoloridas de Sarcoramphus papa?

    Agradeço pelos esclarecimentos e registro meus parabéns pelo importante papel na divulgação científica, como mencionado pelo colega Pedro Loureiro.

    Saudações,
    Iago Simões

    • Olá Iago,
      suas perguntas são pertinentes, mas não há respostas para elas. As saliências epidérmicas podem sim desempenhar algum papel na seleção sexual, como visto em outras espécies.
      Obrigado, Marcos.

  44. É um texto muito completo a ser lido, desde a filogenia até impactos ambientais como o Diclofenac e como isso interfere em outras populações. Era para desconhecido que as semelhanças de urubu e abutres se devem a convergência evolutiva e não um parentesco próximo.

  45. Bom dia professor,

    Achei seu texto muito interessante e de fácil leitura. Nunca havia pensado sobre a diferença entre essas aves, muito menos sobre suas relações filogenéticas. O que mais me chamou a atenção foi o importantíssimo papel ecológico dessas aves comedoras de carcaças. Muitas vezes pensamos que este papel é menor, menos importante ou menos nobre que os outros, mas sua importância é muito clara, e na realidade nenhuma estrategia de sobrevivência é maior ou menor que a outra e todos organismos viventes são igualmente adaptados e evoluídos. Obrigado pelas informações e parabéns pelo blog!

    Pedro César

  46. Excelente texto professor! Não imaginava qual era a diferença entre essas aves, e me surpreendi com a importância de seu papel ecológico, tantas vezes considerado inferior ou menos “nobre”.

    Abraços,
    Pedro César

  47. Professor

    Parabéns pelo blog!

    Este texto mostra o quanto é importante para o ecossistema, animais dados como insignificantes pela grande massa humana. Muito interessante o papel ecológico dos Urubus e Abutres quanto agentes atuantes contra a propagação de doenças. Deveríamos observar mais a nossa volta e procurar dar mais sentido para o papel de cada ser Biótico e Abiótico que nos faz presente durante a vida.

  48. Boa Noite Professor Marcos!

    Muito legal o blog, tem muitas informações interessantes.
    Em relação a esse texto o que me chamou mais atenção foi a não proximidade entre os urubus e abutres. Não sabia que suas semelhanças se davam por convergência evolutiva.

  49. Boa noite professor.
    Gostei muito do texto e percebi que já estive por diversas vezes na Serra do Cipó e não havia notado naquele lugar exuberante essa variedade na espécie, percebo também que como informa no texto países que não tem esse carniceiro acabam por sofrerem com certas doenças. Seria muito interessante se o Sr. levasse-nos ao campo onde poderíamos presenciar na prática os hábitos e diferenças das espécies.

  50. Professor Marcos, muito bom o texto publicado, de fácil leitura e compreensão.

    Achei fantástico o fato dos Abutres e urubus sendo visualmente tão idênticos, não estarem filogeneticamente relacionados entre si, por compartilharem um ancestral muito distante.

    Fiquei com duvida quanto à relação do diclofenac nos abutres, sei que o diclofenac é utilizado para tratar inflamação em bovinos, ovinos e caprinos, desconheço o uso deste medicamento em outros animais, assim sendo, abutres comem carcaças de tudo quanto é tipo de animal e não necessariamente desses 3 grupos, e mesmo assim a população vem declinando por causo do uso do medicamento, mas porque??

    Outra duvida “As carcaças servem como incubadoras para muitos patógenos”, algum patógeno oriundo da carcaça pode causar algum tipo de dano aos abutres?

    Att.
    Bruna

  51. Boa noite professor.
    Gostei muito do texto e percebi que já estive por diversas vezes na Serra do Cipó e não havia notado essa variedade na espécie, percebo também que como informa no texto países que não tem esse carniceiro acabam por sofrerem com certas doenças. Seria muito interessante se o Sr. levasse-nos para uma visão no campo onde poderíamos presenciar na prática os hábitos e diferenças das espécies.

  52. Parabéns pelo texto professor. Uma ótima leitura e repleto de curiosidades, pelo menos para mim que acreditava que urubus e abutres apresentam relação de parentesco próximo. O levantamento da importância ecológica dos carniceiros é muito apropriada e cabe uma reflexão sobre como não damos muita importância a esses animais, no entanto lugares onde esses ocorrem de maneira reduzida sofrem com doenças e desequilíbrio de algumas espécies.

  53. O texto me remete a muitas curiosidades, como por exemplo, nunca imaginei que algumas espécies de urubus complementariam suas dietas com hábitos alimentares de frugivoria. Também sempre me relacionei a urubus como sendo abutres e vice-versa. Erro este que imagino ser comum entre muitas pessoas, que unem estes animais olhando somente seus hábitos alimentares. Esclarecer essas questões é muito importante para nós biólogos e futuros biólogos,ampliando mais nossos conhecimentos sobre a história evolutiva desses animais, e nos permitindo diferencia-los e classifica-los corretamente de acordo com suas histórias de vida.
    Também achei muito interessante como o texto aborda o papel ecológico desses animais, que é de extrema importunância, mas que muitas pessoas geralmente por ignorância, os classificam como nojentos e carnicentos, sem nenhuma importância para o meio e principalmente para nós humanos.

  54. Esse texto me levou a várias reflexões.
    Nunca tinha parado para pensar no impacto ecológico causado pelos medicamentos veterinários sobre as espécies. De um lado, temos criações pecuaristas buscando o melhoramento animal para a comercialização, de outro temos espécies de abutres morrendo devido a esses medicamentos, e como resultado, temos um desequilíbrio ecológico.
    Quais são os outros animais que correm o risco de serem eliminados do ambiente por causa de medicamentos veterinários? Que impactos ecológicos seriam causados?

    • Daihana, são boas as suas perguntas, assunto ainda pouco estudado no Brasil.

  55. Olá professor, muito bom o texto!!
    Primeiramente fiquei admirada com o urubu-rei por sua beleza, a diversidade da forma de alimentação entre eles é algo que impressiona, saber que urubus e abutres vem de um ancestral muito distante mas que por ocupar nichos ecológicos parecidos desenvolvem características morfológicas e ate comportamentais semelhantes nos demonstra como o próprio ambiente é fundamental para o desenvolvimento das espécies.
    O papel ecológico dos urubus e abutres eu conhecia mais sobre essa disseminação de patógenos por falta dos mesmo levar a um desequilíbrio, nos faz entender melhor a importância e o cuidado a esses animais e a necessidade de educação para que seja evitado atos conscientes ou inconscientes a esses animais e outros.

  56. Olá Professor, primeiramente gostaria de parabeniza-lo pelo texto. Achei muito interessante. Uma das coisas em que me chamou a atenção foi a semelhança entre os Urubus e Abutres, sendo que ambos não compartilham do mesmo ancestral, porém são parecidos devido o fenômeno da convergência evolutiva.
    Segundo ponto muito interessante é sobre a ecologia do animal. Os Urubus e Abutres tem a fama de serem carniceiros e nojentos, porém o fato de se alimentarem das carcaças é algo benéfico na natureza. O interessante foi saber que eles contribuem para o ciclo de nutrientes, além de limitarem a disseminação de doenças, como por exemplo, a raiva.

  57. Olá professor,

    Gostei muito do texto. Ele é rico e a linguagem é de fácil compreensão, mesmo não biólogos podem ler e entender sem maiores dificuldades. Sou do interior e perto da minha cidade tinha um matadouro, e a presença de urubus de cabeça vermelha e preta era frequente nas regiões mais próximas de lá. O interessante desse texto é que assim como eu, muitas pessoas não sabiam que os abutres e os urubus não têm relação de parentesco.

    Além do mais achei interessante saber que mesmo os urubus e condores sendo tão parecidos, é possível distingui-los com características osteológicas do crânio .
    Tive dúvida sobre o resultado da ingestão de Diclofenaco, pois me surpreendeu que ele é capaz de causar mortes nas populações de Abutres. Mas vou procurar saber mais sobre isso, achei bem interessante.

  58. Boa tarde,professor. Parabéns pelo texto e por propiciar a seus alunos informações adicionais de bastante relevância. É muito bom para o andamento da disciplina, visto que, a mesma tem tão curta duração. Urubus sempre me chamaram a atenção. Gostaria de indicações de livros ou artigos, a respeito da fisiologia destas aves. Obrigado!

  59. Primeiramente gostaria de parabenizar pelo blog, os textos são fáceis de ler e possuem informações valiosas que contribuem para a nossa formação. O que mais me chamou atenção no texto “O condor, o urubu e o abutre” foi o urubu pré-histórico que viveu na Argentina durante o Mioceno, os hábitos de animais tão grandes sempre me chama atenção.

    • Obrigado Daiana.

  60. Boa tarde professor,

    Ótimo texto!
    O relato evolutivo dos condores, urubus e abutres foi bastante esclarecedor, e devo confessar que não conhecia a posição taxonômica do urubu-rei, acredita que se tratava de uma espécie de urubu. Através de casos como este de convergência evolutiva é que se compreende a importância de estudos da história evolutiva das espécies, além dos caracteres morfológicos e moleculares.
    Em relação ao uso indiscriminado do Diclofenac na Ásia e na África, percebe-se como uma interferência antrópica pode interferir drasticamente na dinâmica e no equilíbrio ambiental, causando consequências imensuráveis.

  61. Olá professor Marcos!
    O texto é muito interessante. O fato dos abutres e urubus não serem parentes próximos, achei interessante, visto que eles possuem características muito semelhantes.
    Os urubus geralmente não são aves muito admiradas, mas possuem um papel ecológico muito importante. Chamou-me atenção à informação sobre a morte deles pelo medicamento Diclofenac.

  62. Marcos, muito interessante sua postagem e é sempre bom podermos esclarecer dúvidas que temos.
    Essa especiação em conseguir furar a pele do animal morto para se alimentar é muito interessante e significativa.
    E podemos perceber também o quão é trágico é a quebra de ciclo na cadeia alimentar, e mesmo assim continuamos fazendo isso com outros animais.

  63. Ótimo texto professor!

    Assim como nas aulas de “herpeto”, onde a maioria dos alunos aprende a diferenciar sapos, pererecas e rãs, ou tartarugas, cágados e jabutis, através do seu texto, podemos estabelecer comparações entre estes fantásticos indivíduos da “Ave fauna”. E outro ponto positivo do texto, é a relevância sobre o papel ecológico destes animais, e seu lugar na teia alimentar. Por serem na maioria das vezes observados perto de carniças e animais mortos, ocorre um “pré-conceito” de várias pessoas em relação a eles, e é muito importante desmistificar isso!

  64. Olá professor,
    boa tarde!
    Uma das coisas que mais me chamou a atenção é a “convergência evolutiva” capacidade da transformações morfológicas de espécies totalmente distintas que não estão diretamente relacionados entre si, com ancestral comum bem distante. Ainda mais que essas transformações podem ter vindo por causa de ninhos ecológicos semelhantes. Isso nos faz refletir as grandes possíveis mudanças que ainda poderão ocorrer em outras espécies, já que o ambiente e as condições ambientais estão cada dia mais seletivos.

  65. Olá professor, boa tarde!
    Uma das coisas que mais me chamou a atenção no texto foi a “convergência evolutiva”, capacidade de transformação morfológica entre espécies distintas e que não apresentam parentesco próximo. Ainda mais que isso pode ocorrer por causa que compartilharam o mesmo nicho ecológico. Isso nos permite refletir sobre grandes possível mudanças entres outras espécies, já que o ambiente e as condições ambientais estão cada dia mais seletivo.

  66. Muito interessante esse blog professor! Lendo o texto e dando uma olhada nos comentários, não posso deixar de destacar o mesmo que meus colegas, sobre a idéia errada que eu tinha sobre a proximidade de abutres e urubus. Também é legal sempre se lembrar do papel de cada indivíduo. No caso desses animais, apesar de ignorados, eles têm grande importância!

  67. Olá professor!
    Texto muito interessante. Percebi que não sabia nada sobre urubus e condores (para mim eram a mesma coisa). Saber da diversidade de hábitos alimentares dele também me deixou surpresa. Fiquei muito curiosa a respeito destes animais que sempre me fascinaram pela beleza que mantém no ar.
    Não entendi muito bem a relação do Diclofenac (que conheço muito pois morei em fazenda) com as aves. Por que é tao maléfica para os urubus?
    Por final, parabéns pelo artigo. Muito completo, sutil e bem interessante. Até pessoas que não são da biologia gostaram muito do texto.

  68. Professor, achei muito interessante o texto. Sempre achei que urubus e abutres tinha algum parentesco por causa das semelhanças da morfologia e do hábito alimentar e me surpreendi ao ler que existem espécies que se alimentam de frutos. Também achei muito interessante saber mais sobre a importância ecológica destes animais e que o declínio das espécies de abutres por causa do Diclofenac é um dos fatores que causou índices altos de raiva na Índia.

  69. Bom dia, Marcos.
    Achei o texto muito esclarecedor em relação às diferenças entre urubus e abutres, acredito que para leigos no assunto essas diferenças não parecem tão claras. Também me chamou atenção a história da filogenia dos urubus, com o fato de eles já terem sido considerados Ciconiiformes.
    Por fim, achei interessante o destaque para a importância ecológica desses animais.
    Parabéns pelo texto.

  70. caro professor este texto nos esclarece sobre o a filogenia deste grupo que apesar te ser do mesmo nível ecológico tem o parentesco indefinido pois algumas espécies não tem ligação ancestral.Alem disso o saber sobre alguns grupos extintos é muito relevante para o nosso conhecimento cientifico.Alem disso mais uma vez o fator humano contribui para a pressão sobre grupo de animais como o Abutre asiático, provocando uma quebra na cadeia ecológica, tendo como consequência a proliferação de pragas humanas.

  71. Bom dia professor!
    Muito interessante o texto, já salvei o blog nos favoritos, com certeza será de grande importância para minha formação como biólogo. Gostei muito da forma como o texto foi escrito, bem esclarecedor e de fácil entendimento. Fantástico o papel ecológico dessas espécies, nunca tinha pensado por esse ponto. Continuarei lendo os demais textos do blog. Meus parabéns e grande abraço.

  72. ESTE TEXTO NOS ESCLARECE SOBRE UM GRUPO DE ANIMAIS DE POUCA IMPORTÂNCIA PARA A MAIORIA DAS PESSOAS, NÃO PARA OS PESQUISADORES, POIS ECOLOGICAMENTE ESTE GRUPO CONTRIBUI COM A LIMPEZA JÁ QUE SÃO CARNICEIROS. E TAMBÉM O ESCLARECIMENTO DA FILOGENIA DESTE GRUPO É DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA NOS ESTUDANTE, ALEM DISSO O CONHECIMENTO DA HISTORIA DE ALGUMAS ESPÉCIES EXTINTAS. POR FIM FOI ESCLARECIDO QUE ESTE GRUPO TAMBÉM SOFRE PRESSÃO HUMANA APESAR DE SER IMPORTANTE ECOLOGICAMENTE.

  73. Bom dia professor Marcos.

    Primeiramente gostaria de parabeniza-lo pelo blog e pelos textos. Achei muito interessante e interativo.
    Acho os urubus, condores e abutres animais fascinantes, principalmente pelo seu papel ecológico de extrema importância. Admito que achava que essas aves eram todas da mesma família, e nem imaginava que algumas especies tivessem outro habito alimentar, como a frugivoria, e que no Mioceno atingiam tamanhos tao grandes.
    Muitas pessoas não gostam dessas aves por causa de seu habito alimentar, e acham que elas que mataram os outros animais. Urubus são vistos por muitas pessoas como animais ruins, sendo que na verdade seu papel ecológico é super importante, evitando varias doenças. Esses tipos de informações, como os textos do blog, são muito importantes para as pessoas saberem melhor sobre esses incríveis animais!

  74. Primeiramente, gostaria de parabeniza-lo pelo texto interessantíssimo que despertou a curiosidade até mesmo em um aluno de biologia que está totalmente inserido na área da saúde.

    Ao ler o texto,comecei a me questionar sobre os hábitos destes animais.

    ” A cena da vaca putrefata no alto da Serra do Cipó mostra uma procissão de urubus, em luto, vestidos de preto, esperando para receber a benção do urubu-rei, este vestido de branco e com sua coroa e colares multicoloridos, refestelando-se solitariamente¨

    Haveria alguma relação de bando entre estes? são animais extremante solitários? Poderia haver ao longo da história alguma característica migratória? Como funciona a adaptação climática destes? isto influenciaria na distribuição global?

    Outro aspecto que me chamou atenção foi a diversificação da alimentação entre os aparentados.É extremamente interessante como determinados grupos tenderam a necrofagia. Existem determinadas adaptações intestinais nestes,certo? darei uma olhada a mais nisso!

  75. Texto muito interessante, esclarece que os urubus não são abutres e que não são nem mesmo parentes. As aparências entre eles pode ser explicada pelo fenômeno de “convergência evolutiva” por apresentarem nichos semelhantes.
    O texto também aborda a importância desses animais para o equilíbrio do ecossistema e cita a incidência de raiva humana na India por redução da ação desses animais.
    Me chamou a atenção o fato de algumas espécies serem frugívoros também.

  76. Texto interessante por mostrar que urubus não são abutres e também não são parentes. As semelhanças entre eles se deve ao fenômeno chamado de “convergência evolutiva”: apresentam comportamentos e características semelhantes porque possui nichos semelhantes.
    informação importante sobre seu papel no ecossistema e a incidência de raiva humana na INDIA devido a ausência desses animais.

  77. Muito instrutivo o texto professor! Realmente eu não sabia que existis uma diferença entre abutres e urubus, e

  78. Olá Professor! Excelente Texto! Fiquei surpresa em saber que urubus e abutres não se alimentam somente de carcaças. Nunca tinha me ocorrido também, a importância ecológica destas aves no controle de doenças,que pelo visto é muito maior do que eu poderia imaginar!

  79. Muito bom o texto Marcos, não sabia qual a diferença entre abutres e urubus. Só sabia que eram diferentes.

  80. Boa dia professor,

    Não tenho muito conhecimento de aves, mas o texto que o senhor fez é bem simples e objetivo, sendo de fácil entendimento e bastante instrutivo. Vários pontos que a maioria das pessoas, não sabiam, contradizendo o pensamento de bastante alunos. Aconselho a publicar mais o seu blog que vai fazer bastante sucesso!

  81. Essas Três aves realmente são aparentemente muito parecidas porém, acho o condor mais parecido com o urubu.Pensava que não haviam espécies de Condor no Brasil. Era uma ave que eu não conhecia, digo, a ave aparentemente.Antes de conhecer o blog,se me mostrassem um condor e me perguntassem, eu diria que era um urubu. Muito interessante o texto. Acho que muitas pessoas que leram,descobriram que o urubu rei é um condor aqui. Assim como eu.

  82. “Abutres do Velho Mundo e urubus do Novo Mundo não estão diretamente relacionados entre si….” esta ai uma relação que não sabia,e confesso ser dificil de entender como animais com hábitos tão parecidos e ao mesmo tempo compartilham um ancestral muito distante e por isso não são parentes próximos. A convergência evolutiva tem me surpreendido bastante!!! A citação de tantas outras espécies no texto, nos faz viajar um pouco na historia, deu ate vontade de presenciar a cena do banquete com seu alto rigor de hierarquia no Pleistoceno !!

  83. Olá Marcos! Gostei muito do texto, e acho muito importante o fato de você chamar a atenção para importância ecológica dos urubus bem como dos abutres, pois quando chamamos a atenção para o papel de um organismo no ecossistema, conseguimos alcançar um publico maior conscientizados para defender a conservação e preservação destes.

  84. Gostei muito deste texto! Acho muito importante utilizar destes conhecimentos para abordar importância ecológica dos animais, pois quando o publico alvo consegue visualizar o papel de um organismo na natureza este se sensibiliza e aderem com maior facilidade a iniciativas de preservação e conservação da biodiversidade. Muito bom mesmo!

  85. Muito interessante o texto mostrando as relações de parentesco que contradizem o que seria intuitivo para muitos de nós. Porém mesmo após a leitura me ficou uma pequena dúvida.
    Aqui no blog você colocou os urubus e condores como grupo irmão dos Falconiformes; foi o que eu entendi com a frase: “Análises mais recentes, baseadas no compartilhamento de genes e características morfológicas entre as espécies indicam que os urubus formam um grupo singular, uma ordem chamada Cathartiformes, cujos parentes mais próximos seriam mesmo os Falconiformes” e com o cladograma apresentado. Porém na classificação de Livezey & Zusi (2007) coloca o grupo Catharthes dentro do grupo dos Falconiformes e não como um grupo irmão.
    Qual seria a classificação mais atual com relação a esses grupos?

    Livezey, B. C., & Zusi, R. L. (2007). Higher‐order phylogeny of modern birds (Theropoda, Aves: Neornithes) based on comparative anatomy. II. Analysis and discussion. Zoological Journal of the Linnean Society, 149(1), 1-95

  86. Incrível imaginar a existência dos magníficos condores-dos-andes em Minas Gerais! Qual teria sido o motivo de seu desaparecimento? Pela idade tão próxima, suponho que tenha a ver com a presença antrópica. Já ouvi dizer que eles sumiram de Machu-picchu espantados pela presença de helicópteros (usados principalmente para resgates), mas encontrei essa outra versão neste blog, falando sobre caça para produção de artesanato: http://www.oeco.org.br/fernando-fernandez/18370-oeco-17579

    Assim como os grandes mamíferos nativos, responsáveis pela dispersão de muitos frutos que hoje parecem “mal projetados”, o cerrado perdeu também aqueles que iniciavam o ciclo de macro-decomposição destes animais. Talvez pela falta de comida (com a extinção dos primeiros e a introdução tardia de grandes quadrúpedes do velho mundo) tenham os condores debandado, e agora os pequenos carniceiros tem que se virar sem o especialista em “iniciar o trabalho”.

  87. Ótimo texto para esclarecer alguns erros que instintivamente cometemos, como as relaçÕes de parentesco entre algumas espécies, como no caso, os urubus e abutres. Além disso é importantíssimo valorizar o papel ecológico e a diversidade de animais como esses que, frequentemente, são vistos com repulsa e preconceito. A ilustração do texto está belíssima.

  88. Texto muito esclarecedor quanto as origem destas aves, incrível a aparência de algumas serem apenas devido a convergência evolutiva. Parabéns pelo texto Marcos.

  89. Texto que explica de forma clara a diferença entre os urubus e abutres e ainda ressalta a sua importância ecológica. Infelizmente pra maioria das pessoas a conservação de algum animal só se faz necessária se o mesmo traz algum beneficio para os humanos.

  90. Professor Marcos Rodrigues. Ao ler o texto não pude deixar de pensar nas crendices populares em torno desses animais. Em como eles são vistos pelas pessoas, principalmente devido a pensamentos oriundos da era medieval em que esses pássaros eram associados a morte, bruxaria, maldição, mal presságio, etc. (Você pode perguntar para uma pessoa mais velha, principalmente, o que ela acha dos abutres e verá o resultado).
    Na verdade seria interessante o desenvolvimento de um programa educativo para levar até a sociedade o conhecimento sobre a importância ecológica desses animais e tentar quebrar esses paradigmas que são, ainda, muito comuns. Esses animais, na verdade, são fabulosos e merecem reconhecimento pelo importante trabalho que fazem para toda a biosfera!

  91. Os urubus foram as primeiras aves que eu conheci em minha vida e isto remete a minha infância, pois quando eu era criança sempre os via voando na cidade na qual eu nasci, Eunápolis (BA) e mesmo antes de frequentar a escola já conhecia o seu papel ecológico, entretanto eu não sabia que algumas espécies poderiam incluir frutos em suas dietas!
    Neste ano dezenas de urubus foram mortos simultaneamente em Eunápolis e há suspeita de que foram envenenados!. Será que as intervenções no meio ambiente, especificamente em minha cidade natal, estão contribuindo para que estas aves se desloquem até a zona urbana?. Áreas nas quais poderiam desenvolver a agropecuária já foram substituídas por plantações de eucaliptos. Além disto, não há um aterro sanitário,o qual fora substituído por um depósito irregular de lixos (lixão), localizado em uma área de preservação ambiental e está distante apenas 12 Km da cidade.

  92. Texto bastante explicativo e muito interessante sobre a origem dessas aves. Apesar de possuírem um fenótipo parecido possuem um ancestral comum distante, mostrando a importância do estudo sobre evolução para entender com maior precisão as relações entre as espécies.

  93. Existe uma variedade de urubus, o urubu-rei é na verdade condor e se difere dos urubus por caracteristicas do cranio. A maioria dos urubus se encontram na america do sul e central, mas diante de uma observação se cogita a ideia da reintrodução do condor na serra do cipó pois eles podem rasgar o couro de vacas para se alimentar da carne. A questão filogenetica dos urubus é confusa e bem complexa.
    Ja os abutres são aves tipicas na africa, asia e europa e são parecidas com aguias, e a questão filogenetica é mais clara. Os abutres e urubus não tem relação de parentesco, as semelhanças observadas são devido a convergencia evolutiva.
    É interessante observar o papel biologico dos urubus, são carniceiros obrigatorios ajudando no ciclo dos nutrientes. O texto foi muito bem ilustrado trazendo curiosidades filogeneticas e ecologicas.

  94. Gostei muito do texto Professor Marcos! Através dele começo agora a entender a diferenciação entre estas espécies, que muitas vezes julgamos ser o mesmo animal devido ao compartilhamento de habitats, caracteres morfológicos e os “mesmos” modos de alimentação, esclarecidos aqui por você como se tratando de uma convergência evolutiva. Além disso, compreender sua importância e atuação no ciclo dos nutrientes e sua grande relevância ao ecossistema é muito interessante, pois na sua ausência têm-se altos prejuízos na população humana.

  95. Parabéns pelo texto professor! Além de nos instigar a imaginação mais profunda nos ajuda a compreender a relação filogenética entre essas especies, que em termos de morfologia é bem parecidos. Como futuros biólogos é muito importante saber diferenciar especie com deste tipo. Muitas vezes a existência de caracteres vindos de convergência evolutiva, acaba nos confundido, e consequentemente, fazendo uma mal classificação dessas especies; É relevante uma análise detalhada para que não aja controvérsias.

  96. Parabéns pelo texto prof. Marcos. Além de nos instigar a imaginação profunda nos ajuda a entender a relação filogenética dessas especies. Como futuros biólogos é de extrema importância que entendamos esta relação e diferenciação dessas aves, que são em termos parecidas, no qual acaba nos confundindo. Além da convergência evolutiva que é um ponto crítico para saber classificar e identificar esse animais, por isto é importante se ter uma base teórica para depois conseguir distinguir as relações e diferenças.

  97. Este texto deu um pequeno nó na minha cabeça! Acreditava que os urubus e abutres eram pelo menos parentes próximos! As relações filogenéticas e as outras explicações dadas me ajudaram a entender e a desatar um pouco do nó inicial. Ao final fui novamente lembrada de dois pontos importantes: características morfológicas e comportamentais parecidas não querem dizer que há um parentesco próximo, e que tudo na natureza está interligado.

  98. O título, por si só, é bastante convidativo. A descrição da paisagem observada na Serra do Cipó permite que tenhamos uma visão nítida do lugar. A interação competitiva entre os urubus é um convite para prosseguir a leitura. É interessante evidenciar as relações de parentescos para que possamos entender, em partes, as diferenças entre abutres, urubus e condores. Outro ponto positivo do texto é apresentar o papel ecológico desses animais, que contribui para a ciclagem de nutrientes e para disseminação de doenças. Vemos assim que, apesar de serem discriminadas, essas aves tem um papel fundamental na natureza.

  99. Ótimo texto Professor! Muito interessante a abordagem sobre as diferenças e entre essas espécies essenciais para o equilíbrio do ecossistema, além de nos esclarecer sua a filogenia desses indivíduos que eu mesma conhecia tão pouco.

  100. Essa elucidação filogenética a respeito das espécies viventes hoje e daquelas já extintas, faz com que possamos observar de maneira critica o papel desses animais nos mais diversos ecossistemas. Nos mostra que, há uma hierarquia entre eles e que o respeito a ela é imprescindível , e talvez seja isso que os torna tão peculiares e assustadores aos nossos olhos. Além disso, o texto faz com que não nos deixemos levar somente pela observação para reconhecimento e diferenciação das espécies, é preciso considerarmos que a convergência evolutiva existe e pode nos conduzir a classificações precipitadas.

  101. Ótimo, texto Marcos. Muito impontante para a diferenciação desses grupos que são muito confundidos por terem nichos ecológicos e morfologia tão semelhantes. Foi interessante também entender as relações filogenéticas deles, assim como, entender qual é a importância dessas aves carniceiras que as vezes menosprezamos.

  102. Esse Diclofenac é fatal/faz mal somente aos abutres? Digo… se é um medicamento veterinário, nao seria capaz de fazer mal ao ser humano que se alimenta de carne bovina?

  103. Ótimo texto. Quebra a ideia do senso comum de que urubu e abutre são sinônimos. Consegui compreender a diferença entre esses dois animais, facilitando o entendimento da filogenia dessas aves. Achei incrível o fato de não comerem apenas carcaça, era algo que eu realmente não sabia.

  104. Adorei texto! Quanta informação!

  105. O texto “derruba” o mito de que os urubus e os abutres são da mesma família, ele nos esclarece as relações de parentesco entre eles e nos permite compreender que as semelhanças morfológicas superficiais não passam de convergência evolutiva sendo que eles não são parentes próximos pois compartilham um ancestral muito distante. Além disso, é interessante perceber que a limpeza que abutres e urubus promovem contribui para os ciclos dos nutrientes e limita a disseminação de doenças, ou seja, eles apresentam um papel ecológico importantíssimo.

  106. Muito bom o texto, pra mim urubus e abutres eram animais que pertenciam a mesma família, só eram de regiões diferentes. Com a leitura do texto pude compreender melhor a diferença desses animais, não sabia da importância que esses animais tinham para ciclagem de nutrientes e que os abutres correm o risco de serem extintos.

  107. Texto muito bom que fez minha mente voltar alguns anos atras, quando ainda morava no interior de Minas. O texto serviu para mim, além de saber a diferença entre animais muito parecidos tanto fisicamente quando no hábito de vida e alimentação, como também,desmitificar uma questão que é de suma importância: o fato de algumas espécies de urubus serem frutíferas também. Isso pra mim foi uma novidade, e foi colocada de forma simples e esclarecedora no texto.
    Obrigada pelo texto, muito bom…

  108. Muito interessante! A convergência evolutiva relacionada à morfologia das aves realmente prega peças!
    Achei mais legal ainda a relação da diminuição de abutres e a incidência de de raiva humana na Índia. Onde posso encontrar mais informações sobre o isso? Estou iniciando um trabalho com os “Lyssavirus” e muitas ideias começaram a surgir em minha cabeça.

    • Ana, Veja a bibliografia recomendada.

    • Marcos, verifiquei na bibliografia recomendada e também busquei informações utilizando palavras-chave, mas não encontrei. Alguma dica de onde posso procurar? Obrigada!

  109. A dúvida que envolve os abutres e urubus sempre causou confusão sobre os mesmos. E primeiramente, o que me causou surpresa foi saber que urubus e abutres possuem um ancestral muito distante. Outro ponto que me causou surpresa foi saber que algumas espécies de urubus se alimentam de frutos. E o mais interessante, e talvez mais importante, é o papel ecológico desse animais para o ambiente, os quais contribuem para os ciclos dos nutrientes e o controle de doenças.

  110. Excelente texto!!! Ótimas explicações das diferenças entre Condor, Urubu e Abutre, sendo algumas diferenças novidades para mim. Impressionante a convergência evolutiva, no caso dos urubus e abutres, achei que eram tipos de aves próximas evolutivamente.

  111. Boa noite, Professor Marcos!
    De fato, o tamanho da convergência evolutiva entre o grupo de abutres frente ao de urubus/condores, intuitivamente nos faz pensar que seriam mais relacionados do que de fato são.

    Parabéns pelo texto

  112. Muito interessante como o ambiente seleciona e, assim como outros em casos, a convergência evolutiva nesses animais nos leva a uma interpretação errônea aos primeiros olhos. Legal também ressaltar a importância ecológica dessas aves à fim de esclarecer que embora vistas com preconceito, tem papel fundamental no ecossistema, sendo sua conservação também muito importante.

  113. Muito interessante como abutres e urubus são parecidos pelo simples fato de compartilharem de mesmo habitat e comportamento, mas no fim não são aparentados. Através desse texto, podemos tomar conhecimento como os hábitos podem nos confundir a cerca da filogenia entre os grupos, e como a morfologia e anatomia são importantes para definir grupos-irmãos.

  114. Professor

    Parabéns pelo blog!

    Este texto mostra o quanto é importante para o ecossistema, animais dados como insignificantes pela grande massa humana. Muito interessante o papel ecológico dos Urubus e Abutres quanto agentes atuantes contra a propagação de doenças. Deveríamos observar mais a nossa volta e procurar dar mais sentido para o papel de cada ser Biótico e Abiótico que nos faz presente durante a vida.

  115. Engraçado como as pessoas e suas crenças fazem com que estes belos animais sejam tão injustiçados. A falta de conhecimento não dá o devido valor a eles. Uma vez eu vi um documentário que dizia que o gás de cozinha tem este cheio fétido por causa dos “abutres”, agora sei que são urubus. Explicando direito: Na época que foram construídas as grandes tubulações de gás ao ar livre, não se sabia onde havia vazamento, então, foi introduzido este cheiro para que, onde tivesse urubus voando ao redor da tubulação, se soubesse que havia um vazamento de gás ali.

  116. É interessante observar que cada Ser vivo possui um papel ecológico importante no ambiente. Mesmo que alguns ainda julguem o comportamento carniceiro desses animais, não podemos depreciar a sua importância, e é fundamental a sua preservação.

  117. Muito legal! Ótimo para quebrar a ideia de que abutre e urubu são as mesmas aves. Muitas vezes percebemos os hábitos alimentares desses animais e não observamos qual a importância dele no ambiente em que ele vive. Muito legal mesmo, parabéns!

  118. Gostei muito do texto, muito informativo. Sempre achei que urubus e abutres eram evolutivamente de grupos próximos, me surpreendi ao saber que os abutres e os urubus não estão diretamente relacionados.

  119. Bastante esclarecedor o texto. Nem sempre fica fácil entender as relações filogenéticas.

  120. Excelente texto! Informações muito interessantes. A parte de filogenia foi muito esclarecedora, fiquei muito surpresa ao saber que urubus e abutres não estão diretamente ligados.

  121. Então quem diria que urubus e abutres não são parentes próximos? Me lembrei até de uma vez uma conversa na aula de biologia do ensino médio que ao relacionarem ambos foi utilizada a expressão popular “farinha do mesmo saco”, como possuem semelhanças em seus hábitos de vida não ficou difícil de não concordar. Pelo visto as coisas não são bem assim, mais uma vez um caso de convergência evolutiva assim como entre andorinhas e andorinhões.

  122. Ótimo texto, Marcos. Vale frisar que as informações foram extremamente úteis, visto que até então eu não sabia fazer a diferenciação de um condor e um urubu. Parabéns pelo trabalho.

  123. Excelente texto, com informações bem esclarecedoras sobre estas aves, além da filogenia bem esclarecedora sobre os abutres. Não tinha muita informação sobre o importante papel ecológico que estas aves proporcionam ao ambiente, principalmente evitando a propagação de doenças.

  124. Impressionante! Desconhecia completamente as relações filogenéticas entre urubus, abutres e condores. Interessante como a “convergência evolutiva” pode nos levar a relações errôneas.

  125. Olá professor Marcos,
    muito bom o texto!Ótima forma de divulgação científica, e também de mostrar o outro lado que leigos não conhecem dos urubus, pois, muita gente acha o urubu um bicho horripilante, devido ao fato do mesmo comer carniça,e estar sempre perto do lixo. Muito educativo!Parabéns!

  126. Excelente texto. Além de esclarecer a relação filogenética entre os grupos, trás uma visão ecológica das aves carniceiras. Penso que a elucidação do papel ecológico, tanto das aves carniceiras quanto de todos os animais, é de extrema importância, uma vez que a sociedade, por não ter uma noção biológica melhor, acaba por criar preconceitos contra certos animais, como por exemplo os urubus, que são amplamente discriminados porém, além de ter um papel ecológico muito importante, como foi citado no texto, é um animal muito bonito e merece nossa admiração.

  127. Professor, quão majestoso é o urubu-rei, não é mesmo? Fico maravilhada com a sua aparência apesar de carregar “urubu” em seu nome, já que na maioria das vezes associamos estes à horrorosos carniceiros. Talvez seja ignorância de minha parte, mas que surpresa descobrir que urubus e abutres não são evolutivamente próximos, apesar de extrema semelhança! Outra surpresa foi descobrir que a maior ave voadora conhecida se trata de um urubu! É uma pena que a grande maioria das pessoas não dá a devida importância ecológica a essas aves. Por fim, gostaria de parabeniza-lo pelas belas imagens e o texto muito bem explicativo acompanhado das filogenias.

  128. Muito bom o texto professor. Sempre imaginei que urubu e abutre fossem mais próximos devido ao hábito deles. Inclusive, existe alguma teoria para saber como esses animais chegaram a esse hábito um pouco peculiar? Já que vemos outros animais que, não comem de forma alguma um animal já morto. Bom, muito esclarecedor o texto do senhor.

  129. Fiquei surpresa ao perceber que urubus e abutres compartilham um ancestral muito distante e, logo, não são parentes próximos. Apesar da aparência assustadora desses animais, assim como seus hábitos alimentares, eles desempenham um papel extremamente importante na natureza: contribui para a ciclagem dos nutrientes e minimiza a disseminação de doenças. Certamente estes animais não devem ser julgados pela aparência!!!

  130. Muitas pessoas aparentam animais pelos seus hábitos e morfologia externa, portanto, a filogenia apresentada é valiosa para quebrar um pouco isso. Uma coisa interessante é a forma como se organizam para alimentar da carcaça, é extremamente organizado, mesmo que seja uma organização não muito amigável. É muito triste saber que esses carniceiros que são tão importantes para o ecossistema estão sendo prejudicados pelas ações impensadas dos humanos, que age sem pensar nos impactos de suas ações.

  131. Muito interessante a relação dessas animais com o ciclo da vida e mais interessante ainda é a diferenciação deles, tão parecidos fisicamente, mas não nem próximos sistemáticamente.
    Quando vi a foto do abutre me veio na hora um sentimento de nostalgia, porque eu lembrei do filme de desenho do mogli que eu assistia sempre quando criança e tem uma cena em que os abutres ficam nas árvores e sobrevoando esperando o tigre matar para poderem comer os restos.
    Muito bom o texto.

  132. Nunca pensei sobre o papel ecológico de urubus e abutres. Saber que eles contribuem para o ciclo de nutrientes e também para evitar disseminação de doenças como a raiva é realmente incrível. A primeira ideia que nós temos é que urubus e abutres são parentes devido ao hábito alimentar, porém, eles apresentam um ancestral em comum muito distante o que nos leva a entender que o caso é de convergência evolutiva.

  133. Muito bom texto professor ! Pra mim as vezes ainda é difícil de aceitar que a grande semelhança morfológica superficial que observamos nesses bichos não passam de um fenômeno chamado ‘convergência evolutiva’. São muito parecidos e até no linguajar das pessoas é algo generalizado. Muito legal ver também que esses animais desempenham um papel ecológico importantíssimo !

  134. Mais um exemplo interessante de convergência evolutiva como o dos Tinamídeos e codornas. O mais intrigante é imaginar a existência de um Urubu gigante com 6 metros de altura, assustador! Ainda bem que isso ficou no Mioceno. Ótimo texto para entender as diferenças entre abutres, urubus e condores (os quais nem conhecia), fascinante!

  135. Muito bom saber a relação filogenética desses grupos (abutres, urubus e condores), bem como suas diferenças e seu papel ecológico na natureza.

  136. Excelente o texto Marcos! Desconhecia a diferença entre Abutres e Urubus, desde pequena fui criada como se os dois fossem uma ave só, gostei muito da abordagem filogenética para distinguir os vários tipos de urubus, os quais inclusive possuem uma aparência bem peculiar, diferente do esperado, da maioria das pessoas!

  137. Ótimo texto Marcos. Estou surpresa em saber que urubus não são parentes dos abutres,e que essa incrível semelhança veio de convergência evolutiva. Os urubus são conhecidos por serem comedores de carcaças e nunca imaginei que existessem urubus frugívoras.
    Parabéns por expor de forma tão simples uma abordagem filogenética que em si é bastante comlicada.

  138. Muito interessante esse texto sobre as diferenças e semelhanças que esses grupo possuem! Não sabia a diferença entre essas aves. Outra coisa que gostei muito foi saber sobre a maior ave voadora conhecida!

  139. Ótimo texto! Marcos antes de ler o texto pensava que Urubu e abutres fossem a mesma coisa devido ao seu habitat… mas como foi descrito, agora vejo que não. Mas até que ponto que se pode definir um grupo específico através de características genéticas e morfológicas? vai ter uma hora que a característica morfológiaca irá ser contra a genética e vice versa.

  140. Ótimo texto! Existe alguma explicação para a extinção de Wingegyps cartellei, considerando a “hipótese frugívora” de Alvarenga. Por que uma espécie pequena, com alimentação menos seletiva, incluindo a frugivoria, teria sido extinta?

  141. Muito boa a análise. O papel ecológico desses animais certamente não é conhecido pela maioria do “gado humano”.

    Uma prova disso é o caso indiano, e que praticamente não existem planos de recuperação desses grupos (de qualquer outro grupo de aves, na verdade, com a possível exceção dos falcões das ilhas de Maurício).

  142. Esse texto é cheio de informações interessantíssimas, encontrei muitas novidades. Não sabia que o famoso urubu-rei é na verdade um condor. Nem que a relação dos abutres e urubus era tão distantes, sendo suas semelhanças morfológicas devido à convergência evolutiva.
    Esses animais são muito interessantes, mas infelizmente se tem uma ideia ruim sobre eles, devido a seu hábito alimentar em relação com a morte. É uma pena, pois se pode aprender muito com esses animais, que são tão importante para o ecossistema, como você mencionou.

  143. Texto muito instrutivo. Vim à procura de respostas e encontrei. Parabéns pelas imagens. Amo fotografa urubus, rsrsrrsrs. Quando pequena, lá em Nova União, uma vez eu e alguns amigos pegamos um bambu e furamos uma vaca morta de barriga inchada. Vários urubus estavam em cima e ao redor. Foi um horror quando saiu o gás fedido. Saímos correndo deixando o banquete para os urubus. Foi uma aventura ótima! Inesquecível. Penso que por isto tenho um encantamento pelos urubus.

    • Ótima história Juna. Abç.

  144. caro professor este texto nos esclarece sobre o a filogenia deste grupo que apesar te ser do mesmo nível ecológico tem o parentesco indefinido pois algumas espécies tem ligação filogenética indefinida .Alem disso o saber sobre alguns grupos extintos é muito relevante para o nosso conhecimento cientifico.O texto também nos mostra que a influencia humano contribui para a pressão sobre grupos de animais como o Abutre asiático, provocando uma quebra na cadeia ecológica, tendo como consequência a proliferação de pragas humanas.

  145. Além de explicativos e interessantes, seus textos nos trazem o conhecimento de uma forma diferente, didática e compreensível. Nos instiga a buscar ainda mais conhecimento sobre as aves pois neles vemos o quão grande é esse universo e a importância de preservá-las, independente de beleza, hábitos alimentares e habitat, cada um tem a sua extrema importância para a manutenção da vida. Parabéns pelo seu trabalho.

  146. Descobrir que urubus e abutres não compartilham um ancestral relativamente próximo me surpreendeu. Como possuem relações tão parecidas com seu ambiente (hábitos carniceiros e etc) não é estranho de um leigo no assunto pensar que são até do mesmo gênero! Além disso aprender sobre os condores é fascinante. Tive o prazer de ver um enquanto estava no Chile de passagem. Obrigado pela inciativa de escrever esse texto. Muito esclarecedor.

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