Pages Navigation Menu

Vida outdoor, Ornitologia, Literatura Selvagem

O maior sucesso biológico de todos os tempos

Todo mundo sabe o que é uma ave, ou um pássaro. O senso comum diz que aves ou pássaros são os animais que possuem penas revestindo o corpo. Assim, o bizarro pinguim (que na verdade é um grupo de 17 espécies e não apenas uma) nada mais é do que uma ave. Sim, aquele animal de ‘sangue quente’ que vaga pelos gélidos confins do continente antártico e ilhas adjacentes; aquele animal que caminha toscamente sobre o gelo; aquele animal que nada como um raio e mergulha em águas geladas em busca de peixes não passa de uma ave.

 

A avestruz, aquele animal bípede e grandalhão, que chega a pesar 140 quilos e que caminha pelas planícies quentes e secas das savanas africanas também é uma ave, pois seu corpo, assim como o dos pinguins, é todo revestido por penas.

Somali_ostrich

Avestruz da somália (Fonte: Wikipedia).

Aquele sabiá que gorjeia sobre as palmeiras dos nossos jardins tropicais, que não passa de uma avezinha com menos de 30 gramas e 15 centímetros de tamanho (do bico à cauda) também é uma ave (muitos o chamam exclusivamente de pássaro, mas considero aqui estas palavras como sinônimas).

Turdus_leucomelas

O sabiá-do-barranco (Foto de D. Sanches, fonte: Wikipedia).

Agora pense numa galinha. Todo mundo sabe o que é uma galinha. Ela está na nossa dieta há mais de 3000 anos. Dez entre dez brasileiros comem galinha pelo menos uma vez por semana. Galinha assada, ao molho pardo, à caçarola, na brasa, frita em pedacinhos (ironicamente “à passarinho”), coxinha de galinha, caldo de galinha e mais uma infinidade de formas, jeitos e receitas para se comer galinha. Pois saiba, a galinha, quando viva, tem boa parte do seu corpo recoberto por penas e, portanto, é uma ave.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Galinhas… (Fonte: Wikipedia).

Mas não é apenas as penas que tornam um animal uma ave, mas este assunto veremos mais a frente, à luz da ciência e não à luz do senso comum.

Um chá no Saara

Você pode encontrar uma ave em qualquer lugar deste planeta. Mesmo no deserto do Saara, a região mais quente e árida da Terra, quando estiver caminhando junto aos tuaregs, não se espante se lá avistar uma abetarda africana andando e gritando pelas dunas secas. Abetardas são aves altamente terrestres de grande porte, pernas e pescoços longos que lembram uma seriema (mas não são parentes destas). As abetardas são aves adaptadas aos ambientes mais áridos do globo e conseguem sobreviver muito bem sem beber água por períodos de tempo muito longos. Como elas vivem sem água?

Outarde houbara. Famille des Otididés. Ordre : Otidiformes

Abetarda africana (Chlamydotis undulata). Fonte: Wikipedia.

Sabemos que o metabolismo das proteínas produz amônia, que é um composto muito tóxico, mas é solúvel na água e difunde-se rapidamente. Abetardas, como qualquer ave, comem proteínas eventualmente e assim precisam eliminar a amônia. Os mamíferos, como nós, conseguem converter a amônia tóxica em ureia, que é uma substância menos tóxica. A ureia pode ser acumulada no corpo e liberada em uma solução concentrada na urina, conservando água desta maneira. Para isso os mamíferos desenvolveram um rim que é extraordinariamente eficiente em produzir urina concentrada. As aves, no entanto convertem a amônia e outros compostos nitrogenados em ácido úrico. Diferentemente da amônia e da ureia, o ácido úrico é insolúvel e combina-se prontamente com íons sódio e potássio para precipitar como urato de sódio ou potássio. Assim, as aves desenvolveram a capacidade de excretar ácido úrico e recuperar a água que é liberada durante a formação do precipitado1.

A baixa solubilidade do ácido úrico se torna vantajosa, porque o ácido úrico precipita quando entra na cloaca (região final do trato digestório das aves). O ácido úrico dissolvido se combina com os íons na urina e se precipita como uma massa de cor clara que inclui sais de sódio, potássio, e sais de amônia de ácido úrico, assim como outros íons. (É o cocô de passarinho, também conhecido por guano, um esterco com propriedade incrivelmente fertilizadora do solo). Quando o ácido úrico e os íons se precipitam dessa solução, a urina se torna menos concentrada e a água é reabsorvida no sangue através da parede da cloaca. A excreção nitrogenada de ácido úrico é mais econômica quanto à água do que a excreção da ureia, porque a água usada para produzir urina é reabsorvida e reutilizada. Assim, as aves são chamadas de animais uricotélicos, pois excretam resíduos nitrogenados principalmente na forma de ácido úrico1. É desta maneira que muitas espécies de aves conseguem viver em ambientes áridos como os desertos. Não se esqueça de procurar pelas abetardas quando estiver passeando pelo Saara.

 

Visita ao continente gelado

 

Depois de caminhar numa caravana de camelos cruzando o Saara, nada mais refrescante do que uma visita a Antártica, o continente gelado. Ali as temperaturas são as mais frias, o ar é o mais seco e o vento é o mais uivante de todo o planeta Terra. As temperaturas no inverno podem alcançar 89 graus Celsius negativos. Não há população permanente de seres humanos nesta área de mais de 14 milhões de metros quadrados (o dobro da Austrália). Neste passeio pelo continente gelado o que encontraremos serão pinguins. As dezessete espécies de pinguins vivem nestas condições hostis de clima a maior parte do ano. O pinguim imperador é a única espécie que consegue se reproduzir em pleno inverno. Como eles conseguem sobreviver é uma questão importante na biologia.

Aptenodytes forsteri Emperor penguin Adults & chicks in snow storm Dawson-Lambton Glacier, Antarctica

O pinguim imperador (Aptenodytes forsteri) curtindo o inverno na Antártica (Fonte: Wikipedia).

A dieta do pinguim imperador consiste principalmente de peixes, crustáceos e cefalópodes (lulas). Na caça, os indivíduos podem permanecer submersos por até 18 minutos e mergulhar a uma singela profundidade de 535 metros. Eles apresentam diversas adaptações para empreender tal façanha, como uma hemoglobina estruturada para permitir que funcione em níveis de oxigênio baixos. Os ossos sólidos e pesados lhes permitem uma redução do barotrauma (danos físicos causados aos tecidos do corpo por diferenças de pressão do ar ou da água). Além disso, os pinguins têm a capacidade de reduzir seu metabolismo e interromper as funções não essenciais de alguns órgãos. As penas do pinguim imperador proporcionam de 80 a 90% do seu isolamento térmico. Eles ainda possuem uma camada subdérmica de gordura que pode chegar a ter três centímetros de espessura. As suas penas são rígidas e curtas e formam um conjunto denso ao longo de toda a superfície da pele. Cerca de 100 penas cobrem 6,5 cm², o que significa que é a espécie de ave com maior densidade de penas no corpo. Os músculos permitem que as penas permaneçam eretas quando as aves estão em terra, reduzindo a perda de calor ao fixarem uma camada de ar junto à pele. Inversamente, a plumagem ajusta-se junto à pele quando a ave está na água, provocando a impermeabilização da pele e da camada de plumagem adjacente. A limpeza das penas é vital para garantir o isolamento térmico e para manter a plumagem oleosa e repelente de água2.

O pinguim imperador tem ainda a capacidade de fazer termorregulação (manter constante a sua temperatura corporal) sem alterar o seu metabolismo, num intervalo grande de temperaturas (entre –10 e 20 °C). Abaixo de –10, a sua taxa metabólica aumenta significativamente, apesar de o indivíduo poder ainda manter a sua temperatura corporal entre os 37,6 e os 38,0 °C até em gélidos 47 graus negativos de temperatura ambiente. Para aumentarem o metabolismo, podem fazer um conjunto de movimentos: nadar, andar e tremer. Um quarto processo envolve a quebra metabólica de gorduras por enzimas, ação induzida pelo hormônio glucagon2. Quer mais?

É melhor deixarmos a Antártica. Está muito gelada, não é mesmo? Para isso temos que pegar um navio e rumarmos norte, seja pelo Oceano Atlântico, Pacífico ou Índico. O que veremos então? Água. “Água, água, tanta água//e nem uma gota para beber”. Se o navio em que estivermos não tiver uma provisão de água doce suficiente, morreremos todos de sede.

KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA

Mar sem fim.

Ó mar salgado, quanto do teu sal//São lágrimas de Portugal!

Mas lá em alto mar, milhas e milhas distante de qualquer pedaço de terra plainam suavemente os albatrozes. Os albatrozes pertencem ao grupo chamado de Procellariiformes, que é uma ordem de aves marinhas que compreende quatro famílias: os albatrozes, os petréis, as pardelas e os bobos. Essas aves são quase que exclusivamente pelágicas (vivendo e alimentando-se em mar aberto) e se distribuem por todos os oceanos do mundo. Essas aves vagueiam em busca de alimento durante todo o ano e só pousam em terra firme (ilhas oceânicas isoladas) para se reproduzir. Alimentam-se exclusivamente de lulas, peixes e crustáceos. Como vimos acima, o metabolismo dessa proteína ingerida produzirá amônia. Vimos também que as aves conseguem economizar água do corpo excretando ácido úrico. Mas como excretar todo o sal ingerido após a digestão desses animais marinhos?

O albatroz é outra ave marinha que provavelmente utiliza a navegação pelo olfato em seus deslocamentos no oceano (Foto de F. Olmos)

Um albatroz (Foto de F. Olmos)

A solução está nas glândulas de excreção de sal. Tais glândulas proporcionam um caminho extrarrenal que excreta o sal com menos água do que a urina. Em muitas aves, as glândulas nasais laterais se especializaram para a excreção de sal. As glândulas são situadas ao redor da órbita, usualmente sobre os olhos. Aves marinhas (pelicanos, albatrozes, pinguins) possuem glândulas de sal bem desenvolvidas, assim como muitas aves de água doce (patos, aves lacustres em geral, mergulhão), aves de praia (maçaricos e batuíras), cegonhas, flamingos, aves carnívoras (gaviões, águias) e aves de savana (avestruz). As glândulas de sal tem uma microestrutura semelhante a um rim e usam um sistema de fluxo de sangue em contracorrente para remover os íons de sais da corrente sanguínea. Estas glândulas são lobadas contendo muitos túbulos secretores que irradiam para fora a partir de um canal de excreção no centro. Túbulos secretores são revestidos com uma camada única de células epiteliais. O diâmetro e comprimento destes túbulos variam dependendo da quantidade de sal que é geralmente absorvido pelas espécies que as possuem. Assim, essas glândulas de sal mantêm o equilíbrio de sal do corpo do indivíduo e permite aos albatrozes a beber água do mar1.

Voando na ‘zona da morte’

Chega de horizontes infinitos, oceanos monocromáticos, planícies enfadonhas, desertos inimigos. É hora de embarcarmos para as montanhas, a mais alta delas. Na cadeia do Himalaia impera o monte Everest com seus 8.848 metros de altitude.

1200px-Mount_Everest_as_seen_from_Drukair2_PLW_edit

O monte Everest (Fonte: Wikipedia).

Em 1953, os alpinistas Edmund Hillary e Tenzing Norgay mal podiam caminhar quando chegaram a 20 metros do cume do Monte Everest. Estavam exaustos, na chamada ‘zona da morte’, onde, acima dos 8 mil metros a pressão atmosférica é de cerca de um terço da pressão ao nível do mar, resultando na disponibilidade de apenas cerca de um terço do oxigênio para respirar. Os efeitos debilitantes da ‘zona da morte’ são tão grandes que é preciso que os escaladores levem até 12 horas para percorrer a distância de pouco mais de 1,5 quilômetros.

Hillary_and_tenzing

Os míticos alpinistas Edmund Hillary e Tenzing Norgay em 1953 já felizes e fora da ‘zona da morte’ (note os tubos de oxigênio). Fonte: Wikipedia.

Na ‘zona da morte’, o corpo humano não pode aclimatar. Uma estadia de pouco tempo na ‘zona da morte’ sem oxigênio suplementar irá resultar na deterioração das funções corporais, perda de consciência, e, finalmente, a morte. Hillary e Norgay sabiam disso e por isso mesmo usavam máscaras acopladas a um tubo de oxigênio complementar. Sem isso talvez jamais tivessem atingido o cume do Everest pela primeira vez na história. Mas foi exatamente neste dia histórico, 29 de Maio de 1953, em meio à exaustão e a êxtase do triunfo, que os alpinistas observaram um bando de gansos asiáticos cruzarem os céus, bem acima da cabeça deles, voando e conversando como se nada estivesse acontecendo. Sim, isso mesmo, gansos asiáticos, conhecidos cientificamente por Anser indicus.

O ganso asiático é uma ave de grande porte que se reproduz na Ásia Central em colônias de milhares de indivíduos perto de lagos de montanhas e migra para o sul da Ásia, até o sul da península da Índia, onde passam seu ‘inverno’. Isso significa que estes gansos atravessam o Himalaia pelo menos duas vezes por ano. Como eles conseguem sobreviver no ar rarefeito é uma das mais importantes questões da biologia.

Anser indicus Hymalaia

Como os gansos respiram no ar rarefeito? Uma das grandes questões científicas.

Para uma ave voar em altitudes elevadas ela precisa aumentar a taxa de batimentos cardíacos o que aumenta os custos metabólicos dos gansos. A capacidade destas aves de sustentar as altas demandas de oxigênio durante o voo em um ar que é extremamente rarefeito depende da fisiologia cardiorrespiratória única das aves, juntamente com várias especializações que evoluíram para o transporte de oxigênio3.

A tolerância excepcional a hipoxia em aves é provavelmente o mais importante fator responsável pelo voo em ar rarefeito. Mesmo pardais comuns conseguem suportar a falta de oxigênio quando foram estimulados a voar em túneis com ar que mimetizava 6 mil metros de altitude. As aves são muito mais tolerantes a hipoxia do que os mamíferos. Muitas características únicas do aparelho respiratório e cardiovascular das aves são os responsáveis por essa tolerância3.

O sistema respiratório das aves é único entre os animais vertebrados atuais. Dois grupos de sacos aéreos, cranial e caudal, ocupam a maior parte da região dorsal do corpo e estende-se em cavidades  em muitos dos ossos (chamadas espaços pneumáticos). Os sacos aéreos são pouco vascularizados e não participam das trocas gasosas, mas são grandes – aproximadamente nove vezes o volume dos pulmões. Os sacos aéreos são espaços por onde o ar flui durante os períodos do ciclo respiratório. Isso cria um fluxo de ar contínuo em um único sentido nos pulmões. Nas aves é possível um fluxo oposto do sangue e do ar, somente porque o ar flui no interior dos pulmões em uma mesma direção durante a inspiração e a exalação. Esse fluxo de ar em sentido único nos pulmões das aves tem muitos benefícios. O fluxo em corrente-cruzada do ar e do sangue permite trocas de gases mais eficientes, semelhante ao fluxo de contracorrente do sangue e da água nas brânquias dos peixes1.

O mais árido deserto, o mais gelado dos climas, a mais alta montanha. Qualquer lugar do planeta onde o homem possa estar terá sido precedido por uma ave. Lembre-se disso.

O maior sucesso do planeta

As aves são os animais mais conspícuos (aos nossos olhos) no mundo moderno. Elas são extremamente diversificadas, com mais de 10.000 espécies existentes distribuídas por todo o planeta, preenchendo uma variedade de nichos ecológicos e uma gama em tamanho desde o diminuto colibri com apenas dois gramas ao gigante avestruz, com seus 140 quilos. Seus corpos emplumados são otimizados para o voo, suas taxas de crescimento e metabólicas se destacam entre os animais vivos, e seus cérebros grandes, sentidos aguçados e habilidades de vocalizar e usar ferramentas as torna organismos inteligentes. Isto suscita uma pergunta fascinante: como esse grupo de animais alcançou tão grande diversidade e tão grande sucesso evolutivo4?

Este é o tema de uma vida de pesquisas e descobertas essenciais para o entendimento de todas as questões filosoficamente importantes: Aristóteles, Lineu, Darwin, Wallace, Watson & Crick, Lorenz, Tinbergen, entre tantos outros que o digam.

 

Para saber mais

  • Pough, F.H., Janis, C.M e Heiser, J.B. 2003. A Vida dos Vertebrados. Atheneu Editora São Paulo, São Paulo. 4a ed.
  • Williams, T.D. 1995. The Penguins. Oxford University Press.
  • Scott, G.R. et al. 2015. How Bar-Headed Geese fly over the Himalayas. Physiology 30:107-115.
  • Brusatte, S.L. et al. 2015. The origins and diversification of birds. Current Biology Review 25.

54 Comentários

  1. Maravilhoso panorama que você nos proporcionou sobre a vida das aves, Marcos! Muito obrigado e meus parabéns!

  2. Reportagem maravilhosa. muito informativa e de fácil entendimento.

  3. Muito bom. Gostei e recomendo

  4. discordo, acredito que os insetos vençam no quesito maior sucesso do planeta em: diversidade, variedade, evolução e adaptação, histórias de vida.

    • Sem dúvida Pedro. Muito bem colocado. Abç.

  5. Ótimo texto! Com a qualidade de sempre. Parabéns!

  6. Ótimo texto, básico e preciso. Ajuda a sair do senso comum e da uma luz as adaptações em variados e extremos biomas.

  7. Maravilha de texto!!! Parabéns!!!

  8. Excelente texto, apresenta a diversidade das aves nos mais variados ambientes. Aborda curiosidades interessantes, como o modo diferente de caçar dos pinguins, explicando suas adaptações corporais e fisiológicas. Os exemplos da presença das aves no nosso cotidiano citando o sabiá e a galinha são ótimos!

  9. O texto é bem interessante, pois aborda características presentes no grupo das aves bem como esplanandobsobre a diversidade desse grupo. Nas características envolvem adaptações para a respiração e a homeotermia entre outros.

  10. Importante resumo da matéria, para compreendermo a importância ecologia e a evolução adaptativa que transformou as aves no grupo dos vertebrados que ocorre em todos os ambientes da Terra.

  11. Incrível a diversidade e as tantas adaptações desse grupo de vertebrados. É, de fato, muito intrigante o entendimento de tamanho sucesso e tamanhos passos evolutivos. Pudera eu fazer uma viagem como a descrita no texto! Muito bom!

  12. Muito interessante! Rico em conteúdo e de fácil leitura.

  13. Texto sensacional! Muito grata!

  14. Excelente o texto !
    Ainda não tinha observado tamanho sucesso das aves.
    Dentre os invertebrados , sem dúvidas , os insetos apresentam grande sucesso evolutivo.
    Já dentre os vertebrados, realmente são as aves.
    Ótimas reflexões !
    Pinguins , Albatrozes, Gansos asiáticos, Abetardas africanas vencem nesse quesito de adaptações evolutivas , aves lindas e incríveis.

  15. Interessante apresentação da diversidade morfológica e de habitats das aves, que são encontradas por todo o mundo. Ainda mais quando este sucesso evolutivo é explicado a partir mecanismos adaptativos, como a reabsorção de água da urina, regulação metabólica, glândulas de produção de sal e tolerância a hipoxia.

  16. Após ler esse texto, precisei repensar sobre o que são situações extremas que não permitem a sobrevivência de qualquer ser vivo em um certo lugar. Muito legal o relato sobre o monte Everest!! Eu não imaginava que em um ambiente tão inóspito para muitos, seriam encontrados animais tão brilhantes.

  17. Excelente!Como sempre um modo interessante de estudar por outra perspectiva, além dos livros texto!Concordo com o leitor Pedro, sobre os insetos, mas as aves também não deixam a desejar…
    Você escreve muito bem! Seria ótimo que mais professores fizessem o mesmo, blogs são ótimos meios de divulgação da ciência e possuem a facilidade de nós leitores postarmos nossos comentários deixando a possibilidade de dialogarmos com o autor.

  18. Foi muito bom,como sempre seu texto.parabens.

  19. Texto informativo que mostra de maneira sucinta e esclarecedora várias adaptações das aves a diversos ambientes ditos “inóspitos”. Viajando do Saara até a Antártica, vemos que as aves contém um enorme arsenal de adaptações de acordo com sua localização geográfica. Os exemplos que mais me impressionaram foram o dos albatrozes e o dos gansos asiáticos. Os albatrozes pelo seu estilo de vida quase que inteiramente em mar aberto, e os gansos asiáticos por sua capacidade de atingir e suportar grandes altitudes.

  20. Muito interessante o texto, fantástica essa diversidade e conspicuidade que as aves representam no planeta, fica claro que elas juntamente com os mamíferos representam os animais mais conspícuos do mundo atual.
    Fiquei com duvida somente a respeito das palavras enumeradas. Seria como palavras chave para pesquisa? Obrigada.

  21. Texto muito bom de ler. Repleto de informações, porém com uma leveza na leitura. É interessante como as aves conseguiram se adaptar a essa diversidade de ambientes, se adaptando morfologicamente e biologicamente. Muito bom mesmo…

  22. Uma peculiaridade que me chamou atenção, dentre tantas que fazem parte do sucesso biológico das aves, é a respiração. Nunca tinha prestado atenção para a fisiologia respiratória das aves e agora que conheci achei muito legal! Assim como nos tetrápodes o sistema cardiovascular e respiratório foram cruciais para o desenvolvimento dos membros, nas aves o fluxo em corrente-cruzada de ar e sangue permite que consigam voar e tolerar taxas de oxigênio muito baixas, possibilitando que esses animais tenham um sucesso evolutivo muito grande, além de estar em todos os habitats possíveis, onde muitos animais não sobreviveriam facilmente e não conseguem chegar.

  23. As aves, eu diria são animais extremamente delicados tanto em termos anatômicos quanto na sua capacidade de voo. Deveriam ser apreciadas com preservação, evitando assim a extinção dessa beleza que colori os nossos ecossistemas. A introdução demonstra o requinte que as aves possuem e um pouco de suas principais características. Foi bem alicerçada.

  24. Além de explicativo, o texto é extremamente interessante, pois nos mostra o quão grande e diversificado é o grupo das aves, o que nos chama a atenção é conhecer as condições atípicas em que elas são capazes de sobreviver, os quais vão desde o mar aberto onde não há água potável, ao frio da Antártica onde o gelo predomina a região, ao pico do Everest onde a área é altamente pobre em oxigênio.
    As aves são de extrema importância para a espécie humana, tanto para a alimentação e economia, quanto para apreciação de sua beleza e/ou canto.
    As adaptações adquiridas por elas para sobreviver em diferentes ambientes foram fundamentais para o sucesso de sucessão, pois se não fosse por isso, seria impossível terem tamanha diversificação.

  25. Durante a leitura do texto é possível ser levado aos diversos ambientes descritos e, para um biólogo, é possível ter uma visão das adaptações descritas mesmo sem a presença de ilustrações. Muito bom.

  26. Bom texto que mostrou a diversidade e adaptações de vários grupos em diferentes lugares e condições de temperatura.os grupos de aves mais interessante que achei foi dos albatrawes que voam durante todo ano e só possam quando querem reproduzir.Além disso para dormir chegam o olho e voar dormindo.

  27. (Em respeito às aves). É incrível ver como esse grupo de vertebrados conseguiu superar diversos desafios, ligados ao aproveitamento do água, a convivência com o frio, o domínio sobre o oceano e a dependência ao oxigênio, que os seres humanos, supostamente superiores, ainda não venceram.

  28. Texto muito bom.
    É realmente incrível a diversidade de ambientes nos quais as aves vivem… muito interessante saber quais especializações permitem que isso aconteça!

  29. Interessantíssimo! É uma grandeza poder fazer parte dessse grupo de discussões. As aves vêm se mostrando, cada vez mais, um grupo extraordinario. Fascinate são as adaptações e características adquiridas, destaco aquí a grandeza de vida dos albatrozes e gansos asiáticos!

  30. Muito interessante essa visão geral sobre esses animais. Me chamou a atenção o que foi dito sobre os pinguins: nós tendemos a ter um estereótipo formado sobre as aves e, na verdade, elas são mais diversas e suas adaptações são mais incríveis do que pensamos!

  31. A descrição dos locais referidos no texto me fez viajar sem sair do lugar!
    Nunca tinha parado antes para refletir o quão presentes em nosso cotidiano as aves estão. As adaptações que esses animais possuem para superar as adversidades em todos os cantos do planeta são realmente incríveis.

  32. Quando falamos em diversidade de aves, normalmente não paramos para pensar em todas as modificações que permitem a esse grupo ocupar ambientes tão distintos e – em alguns casos – tão adversos. É muito interessante poder ler um pouco mais sobre esse assunto e com exemplos tão fascinantes.

  33. Ótimo texto! Muito interessante essa introdução feita sobre as aves. O que mais me intrigou foi como os gansos asiáticos conseguem sobreviver voando sobre o ar rarefeito do Monte Everest. Impressionante as adaptações adquiridas!

  34. Ótimo texto. A diversidade de ambientes que as aves vivem e as especializações que elas possuem para cada são realmente impressionantes.

  35. Muito interessante saber mais sobre esse grupo tão diverso e bem adaptado a condições tão peculiares! Parabéns pelo texto

  36. Muito legal, pena que não temos dinossauros também. Seria muito interessante estudá-los, SE a gente existisse também, o que seria muito improvável.

  37. Nunca havia parado para pensar no sucesso evolutivo das aves. Através de um texto esclarecedor, podemos ter um panorama da diversidade deste grupo e suas adaptações, que têm como consequência a conquista dos ambientes mais inóspitos da face da Terra.
    Fiquei impressionada com o fato de albatrozes só pousarem em terra firme para se reproduzir, fiquei cansada só de imaginar!
    Brincadeiras à parte, obrigada por um texto tão rico, e, ao mesmo tempo, tão acessível.

  38. Fascinante o panorama que o texto nos oferece sobre como esse grupo de animais conseguiu ocupar os mais diversos nichos do nosso planeta. Observar o quanto a vida é capaz de se moldar às mais diversas situações torna ainda mais emocionante o estudo da evolução. Parabéns pelo texto fluido e de fácil entendimento.

  39. O texto mostra muito bem as inúmeras adaptações das aves e o enorme sucesso evolutivo do grupo. No entanto, acho que vale ressaltar que são comparações válidas somente se feitas em relação a outros vertebrados.

  40. É um texto bem interessante. É muito legal saber das adaptações aos diversos tipos de ambientes dentro do rupo das aves, além de tomar conhecimento da diversidade desse lindo grupo.

  41. achei uma leitura fácil e fluída. parabens!

  42. É até espantoso notar que as aves, os ‘passarinhos’ que vemos quando crianças, são na verdade um grupo tão diverso e tão bem-sucedido, enfrentando condições tão opostas umas das outras, e se saindo bem em todos os ambientes nas quais se fazem presentes. Os ‘passarinhos’ realmente são um ótimo exemplo da evolução. Texto leve e descontraído.

  43. Ótimo texto e belas imagens! Apesar de discordar do título,considerando os insetos com o maior sucesso biológico, é fundamental sabermos as adaptações que permitiram as aves popularem diversos ambientes!

  44. Muito bom texto! As adaptações dos pinguins são impressionantes e acredito que as mais extremas… Não consigo imaginar essa ave mergulhando a uma profundidade de 535m. Outra coisa muito interessante é o sistema respiratório das aves, seria esse um dos motivos por que as aves se diversificaram mais do que os mamíferos em número de espécie? É lógico pensar que um animal com melhor eficiência respiratória tenha mais sucesso no ambiente terrestre.

  45. Curioso conhecer algumas das adaptações, tanto das Aves como um todo quanto de alguns de seus subgrupos, que permitiram a esses vertebrados tão derivados conquistar definitivamente os incontáveis habitats terrestres e aéreos inacessíveis aos seus ancestrais, ressaltando-se ainda, no caso dos pinguins, a volta à vida aquática. Bom texto, apesar de também não concordar completamente com o título (afinal, assim como quase tudo relacionado aos seres vivos, o sucesso biológico é relativo).

  46. Texto interessantíssimo, sucinto e bem explicativo. Realmente, apesar de ver as aves ocupando os mais diversos lugares, inóspitos para nós, nunca havia pensando nas modificações evolutivas que as permitiram alcançar os mais variados nichos, habitats e hábitos. Quem dera pudêssemos voar e presenciar todas as maravilhas que esses animais devem ver!

  47. Muito interessante o texto! É impressionante como simples observações comportamentais podem levar a descobertas anatômicas e fisiológicas incríveis! E tudo começa quando alguém repara em um fato curioso. O texto é muito acessível e agradável de se ler. Parabéns!

  48. As aves são mesmo seres muito fascinantes. Não é difícil notar que, ao longo de sua história, o homem nutriu grande admiração por esses bichos; seja pela lenda da Fênix ou pelo eterno sonho de voar. Estamos fadados a admitir a superioridade delas no momento em que avistamo-las cruzando o por do sol.

    Estudar esses animais promove não só maior entusiasmo, como também nos aproxima de sua natureza. Tornamo-nos assim mais conscientes! Valorizamos ainda mais cada uma de suas particularidades e passamos a lutar, com gosto, pela preservação de todos eles.

    Parabéns pelo texto e pelo trabalho, Marcos.
    Grande abraço!

  49. Esse texto é excelente para aprendermos como as aves com sua evolução chegou a diversos habitats. É incrível como são capazes de anatomicamente e fisiologicamente suportar diversos fatores ambientais com êxito!Parabéns pelo texto!

  50. Os pinguins são realmente surpreentes! É curioso, como uma ave conhece viver em meio á tanto gelo. Entendo a surpresa dos que desconhecem e ficam sabendo que o pinguim é uma ave. Olhando de longe ( pela tv ) Não parece que o revestimento de seu corpo são penas.
    Os avestrus, com sua caracteristica peculiar, compartilham características com os pinguins, não se pode duvidar de que são uma ave,assim como o sabia, passaro de canto famoso e singelo. E a galinha então, ave mais abundante do mundo! Quem não conhece uma galinha e sabe que é uma ave??
    As aves são realmente muito abundantes em seus números de espécies. Encontrada em todos e diferentes lugares desde deserto, gelo, “ar dos andes” e mar. A Pena, é uma caracteristica que identifica o grupo aves, Como reconhecer uma ave?Simples..Apenas olhar se possuem penas!!

  51. Excelente texto Marcos, nunca parei para pensar que as aves poderiam estar em todos estes lugares, ou que as galinhas eram as mais abundantes do mundo, sempre achei que eram os pombos, kkkkkk. Ótimo texto, parabéns.

  52. Ótimo texto, aborda de forma rápida e bem explicativa um pouco do sucesso adaptativo das aves e a consequente diversificação em vários ambientes, dos mais frios aos mais quentes. Despertando assim mais interesse me saber sobre as aves.

  53. Excelente texto com informações bem úteis e coerentes sobre as aves e seus desafios. Somente acho precipitado dizer que as aves tiveram o maior sucesso evolutivo entre os animais. Existem outros grupos que vivem, ou pode viver, em condição tão adversas quanto – ou até mais – as aves (como os tardígrados). No mais o texto é bem coerente e de fácil leitura. Parabéns.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *